sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

Hoje só nos resta desejar: Feliz 2019, Brasil!

Num 2017 que termina com o tal "insulto" natalino do presidente Michel Temer para um terço dos condenados na Lava Jato; com a liberação de um sorridente mensaleiro (Henrique Pizzolato, aquele que fugiu do Brasil se passando pelo irmão morto), juntando-se a outros indultados famosos, como José Dirceu, José Genoíno e João Paulo Cunha; com o mercado comemorando um reaquecimento ínfimo (que beneficia os investidores da bolsa, enquanto para o trabalhador o desemprego volta a subir, em plena época natalina); com a demissão de um ministro do Trabalho que ninguém sabe quem é (e a entrada de outro, idem!), isso num ano em que se aprovou uma reforma trabalhista e se discute a reforma previdenciária; só nos resta mesmo desejar aos brasileiros um Feliz 2019!

Se já sabíamos que entraríamos num período de transição no pós-impeachment de Dilma Rousseff, este 2018 será o auge desse rito de passagem. Com o agravante de uma eleição presidencial determinante, mas completamente imprevisível, num cenário de descrença generalizada nas instituições democráticas e republicanas, e um porto nada seguro para o novo ciclo que se iniciará com o resultado a ser proclamado em outubro de 2018.

O calendário do ano novo (novo?) está posto, com aquela estranha sensação de déjà vu logo na sua chegada: manifestações contra o aumento de 20 centavos no transporte público de São Paulo estão marcadas para 11 de janeiro (onde certamente teremos a monótona repetição de cenas de depredação e violência); além do julgamento de Lula em segunda instância no dia 24 de janeiro - e isso nos remete ao início deste texto, quando mencionamos o indulto concedido aos bandidos do Mensalão e da Lava Jato. Teremos afinal a condenação do chefe dessas duas quadrilhas? Ele estará afastado das eleições? Vai recorrer para sair candidato? Será preso ou responderá em liberdade?

Mas isso é só o começo de janeiro, neste ano (de novo: novo?) que entramos com ranço dos anos 70 e 80: afinal, temos Paulo Maluf e José Maria Marin atrás das grades; enquanto Jair Bolsonaro e Lula lideram livres, leves e soltos as pesquisas de intenção de voto. Nada mais emblemático destes velhos novos tempos. O que mais virá por aí entre o Carnaval, logo no início de fevereiro, a Copa do Mundo no meio do ano, seguida pelas campanhas eleitorais, a eleição em si e... 2018 vai voar!

De todo modo, será uma boa chance para a (re)definição dos campos partidários e talvez até para o necessário surgimento de novas lideranças. Crise é oportunidade, diz a sabedoria milenar. Esse último suspiro do (des)governo Temer - na súbita e típica melhora do paciente terminal antes da morte - pode clarear um pouco o horizonte político ao atrair para o seu entorno oportunistas de todas as matizes que se reunirão para dilapidar o que resta da máquina estatal. Do lado oposto, o vitimismo dos que construíram a narrativa do golpe e o queremismo redivivo do pai dos pobres.

Isso abre um flanco estratégico para uma candidatura equidistante do governo e da oposição tradicional, ambos comprovadamente quadrilheiros e indesejáveis para o país que desejamos construir para o futuro - e que aí sim poderemos estufar o peito e encher a boca para bradar: UM BRASIL NOVO! Renovado, reformado, recuperado, reestruturado, reconstruído.

Sem os Malufs e Marins, sem os Temers e Lulas, sem os Bolsonaros ou Meirelles, políticos vetustos com novos disfarces, que tentam esconder a velha política com as suas práticas obsoletas, deletérias e condenáveis. Não precisamos de mais do mesmo! Basta de indultos aos maus políticos! Basta da complacência da sociedade com tudo aquilo que empurra o Brasil para o buraco, que arrasa com a nossa esperança por dias melhores e que coloca em risco a nossa jovem estabilidade democrática.

Se queremos felizes 2019, 2020, 2021 (...) precisamos construir isso nos próximos meses. Não vamos delegar aos mesmos enganadores e exterminadores de sonhos, o nosso futuro. Vamos assumir a nossa responsabilidade e exercer o nosso protagonismo para forjar a mudança que desejamos. Vamos criar, inovar, fazer nascer e crescer um novo Brasil! Já!

Mauricio Huertas, jornalista, é secretário de Comunicação do PPS/SP, diretor executivo da FAP (Fundação Astrojildo Pereira), líder RAPS (Rede de Ação Política pela Sustentabilidade), editor do Blog do PPS e apresentador do #ProgramaDiferente

quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

Uma retrospectiva imperdível da Câmara em 2017



Votado o último pacotão de projetos e iniciado o recesso de fim-de-ano da Câmara Municipal de São Paulo, o #ProgramaDiferente e o site Câmara Man apresentam uma imperdível retrospectiva de 2017 do legislativo paulistano. Aconteceu de tudo! Para quem não conhece, é uma oportunidade única. Para quem já está familiarizado, mais uma chance de relembrar os melhores (e os piores) momentos deste primeiro ano da legislatura 2017-2020, marcado por discursos impagáveis, denúncias memoráveis, confrontos inimagináveis e cenas inesquecíveis. Assista.

#ProgramaDiferente: O que vem por aí em 2018

Nesta quarta temporada, em 2018, o #ProgramaDiferente dá continuidade a uma fórmula simples, objetiva e bem sucedida - e que acabou propiciando uma aura cult: apresenta semanalmente um bom programa jornalístico, informativo, crítico e colaborativo (com entrevistas, debates, notícias e prestação de serviços), amparado por um conteúdo abrangente e bem apurado que nos garante respeito, credibilidade e mais de 4 milhões de views somando o Youtube, o Twitter e o Facebook, tudo isso escorado por um olhar isento e alternativo ao da imprensa tradicional.

Desde a estreia da nossa primeira temporada, em março de 2015, prosseguindo na segunda temporada, em 2016, e na terceira temporada, em 2017, o programa vem se destacando por um jornalismo qualificado, com pautas diferenciadas e uma abordagem leve, plural e democrática, ouvindo diversas personalidades das mais diversas áreas (política, artes, cultura, direito, educação, esportes, meio ambiente, urbanismo, tecnologia, comunicação, redes sociais etc.).

Exibido na TVFAP.net e na TV Aberta (Canal Comunitário de São Paulo - NET Canal 9, Vivo Canal 186 e Vivo Fibra Canal 8) aos domingos (21h30) e terças-feiras (1h30 da manhã), o foco do programa é ajudar a debater a crise do país e a buscar saídas e soluções criativas para os problemas políticos, sociais e econômicos.

O objetivo também é discutir e promover a cidadania, a qualidade de vida, a diversidade, a justiça social, a igualdade de direitos e de oportunidades, e a chamada governança democrática, acima de preconceitos e de divisões partidárias e ideológicas, além de valorizar ações sustentáveis, empreendedoras e responsáveis, através de iniciativas culturais, comportamentais, políticas, acadêmicas e tecnológicas que apontem para cidades inteligentes, modernas e inclusivas.

O que vem por aí...

JANEIRO


Dia 7 - Reveja o especial sobre os Direitos dos Animais - Registramos o nosso posicionamento no tema do abandono e dos maus tratos, da adoção responsável e do amor incondicional pelos animais. Com a apresentação de campanhas de conscientização e uma entrevista exclusiva com a apresentadora Luisa Mell, uma das mais destacadas ativistas pelo direito dos animais, nós também apoiamos e compartilhamos esta causa em defesa da vida. Marcado pelo bom humor, como no momento em que mostramos que "cada programa tem o Louro José que merece...", mas sem perder a seriedade, como no trabalho impressionante da ONG Repórter Brasil, que faz parte de uma investigação sobre a violência e o desrespeito com que a indústria da carne trata os trabalhadores e os animais. Assista.

Dia 14 - A trajetória de Hebe e Silvio Santos - Comemorando a passagem de mais uma data histórica da televisão brasileira, que foi a transmissão inaugural da pioneira TV Tupi, em 1950, o programa homenageia simplesmente o rei e a rainha da TV. Dois comunicadores inigualáveis, com talento e carisma para mobilizar legiões de fãs e milhões de espectadores durante décadas seguidas: Silvio Santos e Hebe Camargo dispensam apresentação. Assista.


Dia 21 - Divinas Divas - O programa apresenta um especial sobre o filme "Divinas Divas", com destaque para uma das últimas entrevistas de Rogéria, que se definia como a "travesti da família brasileira" e morreu em setembro de 2017. Dirigido pela atriz Leandra Leal, o documentário retrata com bom humor e sensibilidade a vida de artistas transformistas pioneiras dos anos 60, desafiando tabus e preconceitos. O tema da Diversidade é sempre necessário. Assista.

Dia 28 - Tropicália -
O programa é um especial sobre os 50 anos do Tropicalismo. Movimento libertário que revolucionou a cultura brasileira, com influência na música, nas artes, no teatro, no cinema, na moda, na política e no comportamento de toda uma geração. A Tropicália completa meio século e continua atual. Vale ouvir Caetano, Gil, Tom Zé, Gal Costa, Os Mutantes e outros artistas que fazem a nossa história desde os anos 60. Assista.


FEVEREIRO


Dia 4 - Chacrinha - Alô, atenção, o programa registra o centenário de nascimento de um dos maiores comunicadores da história do Brasil: Chacrinha. O velho guerreiro Abelardo Barbosa nasceu em 1917 e fez sucesso por mais de 40 anos no rádio e na televisão. Em 2018, 30 anos depois de ter mandado "aquele abraço" e ido "balançar a pança" do lado de lá, será tema de samba enredo no carnaval do Rio de Janeiro. Quem não se comunica, se trumbica! Aqui você relembra momentos que ficaram na memória afetiva de todo o Brasil, as frases marcantes, os calouros, os jurados, as chacretes, as marchinhas, os cantores e os grupos musicais mais populares do país no palco do "Cassino do Chacrinha", que alegrava as tardes de sábado na TV. Você conhece ainda cenas pouco vistas do filme "Na Onda do Iê-iê-iê", onde Chacrinha encena seu programa de calouros "A Hora da Buzina", exibido na extinta TV Excelsior, em 1965. Revê uma homenagem inesquecível na impressionante e apaixonada interpretação do ator Stepan Nercessian, e o depoimento de artistas e admiradores famosos. Assista.

Dia 11 - Mario Sergio Cortella - O Especial trata do tema "Família: urgências e turbulências". É este também o nome do novo livro do filósofo Mario Sergio Cortella, que fala sobre os problemas familiares mais comuns nos dias de hoje. Como estabelecer um convívio civilizado entre pais e filhos? Como educar os jovens? Um bate-papo direto e reto, informal e bem humorado. Família é tudo igual, só muda de endereço. E ser pai é... Assista.

Dia 18 - Estreia a 4ª temporada do #ProgramaDiferente

O que foi o #ProgramaDiferente em 2017

O ano de 2017 consolidou a diversidade e a pluralidade das nossas pautas: como pode ser visto no teaser #ProgramaDiferente é coisa de preto, programa de índio, antro de viado, negócio de mulherzinha... Fomos da quebra de padrões na moda aos demônios do ídolo corinthiano Walter Casagrande Júnior. Do centenário do velho guerreiro Chacrinha à difícil vida dos palhaços de circo. Da consciência negra da escritora Conceição Evaristo às "divinas divas" Rogéria e outras artistas transformistas pioneiras no Brasil.

Na música, destacamos os 70 anos de Rita Lee, os 50 anos da Tropicália, o samba com sotaque paulistano de Adoniran, os 35 anos da Legião Urbana e o rock de Brasília, os 30 anos dos Racionais MCs e os 100 anos de Tico-Tico no Fubá.

Nas artes, registramos a polêmica entre Zé Celso e Silvio Santos sobre o Teatro Oficina, os 70 anos do Masp, os 45 anos do grupo Dzi Croquettes, a exposição com a história da sexualidade e o tema da censura, o filme sobre a Lava Jato, a trajetória televisiva de Silvio Santos e Hebe Camargo, o trabalho extraordinário do muralista Eduardo Kobra, a saudade do genial Ferreira Gullar, além de especiais sobre literatura brasileira, o cinema engajado socialmente, os 120 anos de Di Cavalcanti e algumas lições bem-vindas de jornalismo.

Na política, tratamos dos mais recentes movimentos pró-renovação, já antecipando as eleições de 2018; os boatos sobre uma eventual candidatura de Luciano Huck; o primeiro ano da gestão do prefeito João Doria e suas pretensões eleitorais; o início conturbado do governo do presidente Donald Trump; e mais programas especiais sobre o Parlamentarismo, sobre a reforma eleitoral, a reforma da Previdência, a Globalização, a crise do socialismo, a falência do sistema político-partidário, as turbulências da economia, a reforma trabalhista, as novas formas de fazer política e até o Brasil para inglês ver.

Exibimos palestras incríveis de Mario Sergio Cortella, Mario Vargas Llosa, Barack Obama, Sergio Moro, Carmen Lúcia, Rodrigo Janot, Cristovam Buarque e Fernando Henrique Cardoso; bate-papos com Deltan Dallagnol, com Luis Fernando Veríssimo, com José Serra, com Guilherme Boulos; eventos como o Forum Liberdade e Democracia, o Seminário Internacional da FAP, o Encontro de Jovens Lideranças, os novos Caminhos da Esquerda e o aniversário de celebrações religiosas, como os 500 anos da Reforma Protestante, os 50 anos da Renovação Carismática e os 300 anos de Nossa Senhora Aparecida, além do Centenário da Revolução Russa de 1917, entre outros acontecimentos.

E não paramos por aí: teve ainda o humor provocativo de Gregório Duvivier, o renhido debate sobre a "escola sem partido", a inspiradora irreverência de Ernesto Varela direto dos anos 80, o centenário de João Saldanha, o ano inesquecível dos corinthianos, o transformador Natal do bem, e uma série de programas especiais contra o preconceitoe a intolerância, referências ao dia da saúde, ao dia mundial da água, à COP23, à mobilidade urbana, às cidades educadoras, à força da mulher e até uma discussão quase filosófica sobre o que é o amor? Uau!

quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

Natal do bem no #ProgramaDiferente: ações que inspiram e transformam a vida das pessoas



O #ProgramaDiferente Especial de Natal mostra ações e iniciativas que trazem alegria, esperança e mudanças positivas no dia a dia de muita gente. São pequenos gestos que causam reações gigantescas. Exemplos de vida que inspiram e emocionam. Assista.

terça-feira, 19 de dezembro de 2017

Último pacotão do ano aprova Orçamento de 2018, parcelamento de multas, reajuste de 3% do IPTU, banheiros públicos com propaganda de empresas e o 13º salário para o prefeito e os vereadores

E a exceção virou regra: no último dia de trabalho do ano legislativo de 2017 na Câmara Municipal de São Paulo, que culminou com a votação do Orçamento de 2018 para a cidade, os vereadores paulistanos aprovaram mais um pacotão de projetos, incluindo vários no chamado "pé de pauta", que são aquelas propostas que não constavam na ordem do dia mas acabam incluídas por requerimento durante a sessão.

Foi aprovado assim, entre outros projetos, o 13º salário para o prefeito, o vice-prefeito e os 55 vereadores de São Paulo, adaptando a lei municipal à decisão deste ano do Supremo Tribunal Federal, que reconheceu a legalidade do pleito. Outros projetos importantes aprovados: o reajuste do IPTU em aproximadamente 3%, de acordo com a inflação; e o parcelamento de multas de trânsito.

Do Executivo, foram aprovados ainda o PL 852/2017, que prevê a concessão do Mercado Municipal de Santo Amaro; o PL 611/2017, possibilitando parcerias com o setor privado para a instalação de banheiros públicos na cidade, com a permissão da exploração de publicidade interna e externa nestes espaços; e o PL 817/2017, que estabelece parceria com a Caixa Econômica Federal para a construção de cerca de 900 unidades habitacionais no Programa Minha Casa, Minha Vida.

Finalmente, com 36 votos favoráveis e 11 contrários, foi aprovado o Projeto de Lei 686/2017, a LOA (Lei Orçamentária Anual), que prevê uma receita de R$ 56,3 bilhões para  gestão do prefeito João Doria (PSDB) em 2018.

Mereceu destaque durante a discussão do Orçamento os R$ 12 milhões que foram incluídos para políticas sociais e de direitos humanos voltadas às mulheres paulistanas, resultado do trabalho da CPI da Vulnerabilidade da Mulher, cujo relatório final, da vereadora Soninha Francine (PPS), foi aprovado nesta semana.

Foi um trabalho conjunto das 10 vereadoras - Adriana Ramalho (PSDB), Janaina Lima (NOVO), Rute Costa (PSD), Patrícia Bezerra (PSDB), Sandra Tadeu (DEM), Noemi Nonato (PR), Juliana Cardoso (PT), Edir Sales (PSD), Sâmia Bomfim (PSOL) e Soninha Francine (PPS) - que prevê uma república para vítimas de violência ou mulheres em situação de risco, além de verba para a construção da Casa da Mulher Brasileira, serviço de atendimento e auxílio jurídico.

“As indicações de dinheiro, principalmente na área da assistência social, sempre foram genéricas apesar de serem também destinadas às mulheres. Agora garantimos que os recursos vão ser voltados para políticas específicas”, explicou Soninha.

Voto contra pelo Meio Ambiente


O vereador Gilberto Natalini (PV), que é da base governista e foi secretário do Verde e do Meio Ambiente neste 1º ano do prefeito João Doria, votou contra o Orçamento, justificando que ele acredita que os valores para a área estão aquém do necessário. 

“Quando fui secretário, simulei um Orçamento para a área ambiental. A conclusão foi de que precisamos de R$ 280 milhões para fazer o mínimo necessário e alguns projetos como plantio de árvores e viabilização de parques”, disse. De acordo com o relatório final, a Prefeitura terá um total de R$ 211 milhões para o próximo ano neste setor.

Outro ponto crítico do Orçamento é a área de transportes. Estão previstos R$ 2,1 bilhões de subsídio para o sistema de ônibus. No entanto, em 2017, com a tarifa a R$ 3,80, o Executivo gastou quase R$ 3 bilhões. Ou seja, é provável que já esteja previsto um eventual reajuste de tarifa para 2018.

Veja no Câmara Man outros detalhes sobre os projetos aprovados na madrugada desta terça-feira, iniciando o recesso de fim de ano. A retomada dos trabalhos ocorre no dia 1º de fevereiro de 2018.

segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

Pacotes de Natal aprovados na Câmara de São Paulo são surpresa até mesmo para os vereadores

São tão incomuns as votações diárias, de segunda a sexta-feira, como tem ocorrido nestes últimos dias de trabalho em 2017 na Câmara Municipal de São Paulo, que nem mesmo a estrutura interna tem dado conta de tanta informação.

O último pacotão de 106 projetos aprovados na quinta-feira, dia 14, não foi nem sequer divulgado na íntegra pelo Portal da Câmara, como é praxe. Nem os vereadores sabem ao certo o que aprovaram simbolicamente. Isso porque, além de inusual essa velocidade e quantidade de votações, foram inseridos os chamados "pés de pauta": projetos que não constavam da ordem do dia e acabaram aprovados após requerimento de inclusão. E haja confusão!

Esta semana já começa com mais pacotão. Durante o ano, os vereadores normalmente tem pauta de votação apenas num dia da semana, isso quando há acordo para dar quorum. Mas nessa reta final do ano, para atingir a "cota" estabelecida (há um acordo informal para que todos aprovem a mesma quantidade de projetos) e atender a demanda do Executivo, estão sendo dez dias de trabalho ininterrupto, tanto nas comissões internas quanto nas sessões extraordinárias, que varam a noite.

A pauta desta segunda-feira, 18 de dezembro, também está recheada. A intenção é aprovar mais um pacotão de projetos em primeira e segunda votação, que seguem posteriormente à sanção ou veto do prefeito João Doria, e encerrar os trabalhos na terça-feira (19), com a aprovação do Orçamento para o ano de 2018. Estão pautados 130 projetos e, preventivamente, foram convocadas 18 sessões extraordinárias entre a tarde de segunda-feira e a madrugada da quarta-feira.

Veja todos os detalhes no Câmara Man.

domingo, 17 de dezembro de 2017

#ProgramaDiferente festeja os 70 anos de Rita Lee



O #ProgramaDiferente de hoje é um especial sobre Rita Lee, lenda viva da MPB e também a primeira e única rainha do rock brasileiro. Autêntica, polêmica e desbocada, ela completa 70 anos de idade e registra na sua autobiografia, com leveza e sinceridade, as coisas boas e más da vida, na sua mais completa tradução. Assista.

Registramos aqui meio século desde a formação dos Mutantes, em 1966, a passagem pelo Tutti Frutti, a carreira solo e parcerias memoráveis da paulistana Rita Lee Jones de Carvalho, que comemora 70 anos bem vividos no próximo dia 31 de dezembro de 2017.

Reverenciada pelos fãs - artistas, calouros e anônimos - que cantam seu sucesso "Agora Só Falta Você" (veja aqui uma edição especial que reúne nomes como Caetano Veloso, Frejat, Baby do Brasil, Pitty, Maria Rita, Paula Toller, Lenine, Adriana Calcanhoto, Nando Reis, Renato Russo e até Soninha Francine, entre outros), Rita Lee mantém a leveza, sinceridade e a espirituosidade característica (vale relembrar também os encontros com Hebe, Elis Regina e momentos nostálgicos da carreira).

A estréia dos Mutantes na TV foi no programa do cantor e apresentador Ronnie Von - que, aliás, batizou o grupo e fala com exclusividade sobre a importância da amiga; também ouvimos os parceiros Roberto de CarvalhoSergio Britto e o filho Beto Lee, músico que acaba de entrar para os Titãs (e que também aparece criança neste especial, aos três anos, brincando com a mãe), para nos ajudar a esboçar a "mais completa tradução" de Rita Lee.

sábado, 16 de dezembro de 2017

Com diálogo entre FHC e Cristovam Buarque, o #ProgramaDiferente acompanha lançamento do livro "Brasil, Brasileiros - Por que somos assim?"



O #ProgramaDiferente acompanhou nesta semana o lançamento do livro “Brasil, Brasileiros – Por que somos assim?”, organizado e publicado pela FAP e pela Verbena Editora, num concorrido evento com a presença do senador Cristovam Buarque (PPS/DF) e do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB/SP) realizado na Fundação FHC, em São Paulo. Assista.

A pergunta que serve de subtítulo à obra conduziu o bate-papo entre os protagonistas da tarde (veja na íntegra) e guiou também as nossas entrevistas com o pesquisador Zander Navarro, um dos organizadores do livro, o historiador Alberto Aggio e os cientistas políticos Bolívar Lamounier e Sérgio Fausto.

Essa coletânea de textos selecionados por Cristovam BuarqueFrancisco Almeida e Zander Navarro ajuda o Brasil a encontrar saídas para uma das mais graves crises de nossa história. De modo geral, os 16 autores apontam características que perduram nas relações sociais e políticas ao longo dos séculos, de um lado impulsionando e de outro frustrando a aspiração por um país mais justo, igualitário e democrático. Oferecem assim uma rica contribuição analítica para orientarmos a mudança de rumo já no contexto das eleições de 2018.

sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

Mesa da Câmara em 2018 terá Soninha Francine

Foi eleita nesta sexta-feira, 15 de dezembro, a Mesa Diretora da Câmara Municipal de São Paulo para o ano de 2018. A boa notícia para o PPS é a eleição da vereadora Soninha Francine, numa articulação feita pelo líder da bancada, vereador Claudio Fonseca. As votações são nominais e na sequência dos cargos abaixo:

Presidente: Milton Leite (DEM), com 47 votos

1º Vice: Eduardo Tuma (PSDB), com 47 votos

2º Vice: Rodrigo Goulart (PSD), com 47 votos

1º Secretário: Arselino Tatto (PT), com 44 votos (Janaina Lima, do NOVO, que já tinha sido candidata à Presidência, lançou-se candidata novamente e teve o próprio voto, o de Fernando Holiday, do DEM, e o de Caio Miranda, do PSB)

2º Secretário: Celso Jatene (PR), com 47 votos

1ª Suplente: Soninha Francine (PPS), com 47 votos

2º Suplente: George Hato (PMDB), com 47 votos

Corregedor-geral: Souza Santos (PRB)

Fatos curiosos:

O vereador Milton Leite foi indicado à reeleição pela líder do PSDB, Adriana Ramalho; pelo petista Antonio Donato; e pelo sempre governista Dalton Silvano, do DEM (ex-PSDB e ex-PV, base governista desde 2004, passando pelos prefeitos José Serra, Gilberto Kassab, Fernando Haddad e agora João Doria)

Foram candidatos à Presidência, além de Milton Leite, a vereadora Janaína Lima (NOVO), que teve apenas o seu próprio voto; e o vereador Toninho Vespoli (PSOL), que teve o voto dele e o da colega de bancada, Sâmia Bomfim.

O vereador Mario Covas Neto (PSDB), que no ano passado tinha a expectativa de ter o apoio da base para comandar a Casa, não participou da votação do presidente. Votou nos demais cargos.

Também se ausentaram Claudinho de Souza (PSDB), Juliana Cardoso (PT), Gilberto Natalini (PV) e Rute Costa (PSD) em todas as votações. Os vereadores Zé Turin (PHS) e Davi Soares (DEM) só votaram para presidente e se ausentaram.

O PSOL se absteve de todas as demais votações.

As novidades na composição da Mesa Diretora, com os principais cargos reeleitos, foram os suplentes Soninha Francine e George Hato, além de Rodrigo Goulart no lugar da até então 2ª vice, Edir Sales.


Terceiro pacotão da Câmara de SP tem parcelamento de multas de trânsito, volta da inspeção veicular, redução da frota de ônibus poluentes e regularização de mais de 1 milhão de imóveis clandestinos

No terceiro pacotão de projetos da semana, com uma produtividade recorde que levou sessões noite adentro, a Câmara Municipal de São Paulo aprovou nesta quinta-feira, 14 de dezembro, três propostas do Executivo em primeira votação e mais uma cota de projetos de vereadores em primeira ou segunda discussão.

Das propostas apresentadas pelo prefeito João Doria (PSDB) e que ainda passarão por uma segunda e definitiva votação antes de seguirem para sanção estão o parcelamento das multas de trânsito, a concessão do Mercado Municipal de Santo Amaro, na zona sul, e o traçado de uma viela sanitária na Vila Guilherme, na zona norte da capital.

Quando for sancionado o PL 854/2017, que tem apoio garantido da maioria dos vereadores, os paulistanos poderão pagar multas de trânsito parceladas em até 12 vezes (com parcelas mínimas de R$ 50 para pessoas físicas e R$ 300 para pessoas jurídicas). Ao entrar no programa de parcelamento, os proprietários terão o licenciamento do veículo liberado.

Entre os projetos de vereadores já aprovados em segunda e definitiva votação está o Substitutivo ao Projeto de Lei 300/2017, de autoria do vereador Milton Leite (DEM), que altera o cronograma para redução na emissão de poluentes da frota de ônibus da capital. A matriz energética dos veículos terá de ser substituída em 20 anos do atual uso de diesel por alternativas mais limpas (biodiesel, eletricidade, híbridos e outras tecnologias).

A Lei que será sancionada define como meta a redução das emissões de dióxido de carbono de 50% em dez anos e 100% em 20 anos. Já o material particulado (fuligem) terá uma queda de 90% no período de uma década. O PL 300/2017 também decreta a volta da inspeção veicular para os mais de 7 milhões de automóveis particulares que circulam na cidade.

Na pauta votada nesta quinta-feira foram aprovados ainda alguns projetos que necessitavam do chamado quorum qualificado, quando são necessários pelo menos 33 ou 37 votos (em vez da maioria simples de 28 vereadores) - obedecendo especifidades da legislação. É o caso, por exemplo, do PL 260/2016, do vereador José Police Neto (PSD) em coautoria com mais 50 vereadores, que prevê a regularização fundiária de mais de 1 milhão de imóveis em regiões periféricas da cidade, incluindo favelas e loteamentos até então clandestinos, que terão a propriedade reconhecida.

Polêmica à vista: Em primeira votação, foi aprovado o PL 206/2017, do vereador Arselino Tatto (PT), que proíbe a comercialização de brindes e brinquedos em venda casada com alimentos destinados ao públicos infantil. Ou seja, se aprovado em segunda votação e sancionado pelo prefeito, o que parece improvável, seria o fim do Mc Lanche Feliz e produtos do gênero. Mais detalhes no Câmara Man.

quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

Vereadores aprovam PPA e novo pacotão de projetos; entre os assuntos do dia, duas forcinhas eleitorais: para João Doria e até para Romeu Tuma Jr. no Corinthians

Em uma semana atípica na Câmara Municipal de São Paulo, com votações em plenário de segunda a sexta-feira, os vereadores aprovaram mais um pacotão nesta quarta-feira (13), dessa vez com dois projetos do Executivo e 47 projetos de vereadores em segunda e definitiva votação. E não é só, pois quinta-feira tem mais 122 projetos na pauta! Isso só acontece mesmo no final do ano, às vésperas do recesso e da eleição da Mesa Diretora, para recuperar o tempo perdido e garantir alguma produtividade (atendendo a tal "cota" individual estabelecida entre os vereadores).

Do Executivo, foi aprovado em segunda votação o PL 687/2017, o Plano Plurianual (PPA) para o período 2018-2021. Também foi aprovado, em primeira discussão, um projeto que chegou pelas mãos do prefeito João Doria e foi pautado em 24 horas (um recorde!), passando pelo "congresso de comissões" antes mesmo de dar entrada no sistema informatizado da Câmara. Trata-se de um projeto que permitirá a construção de 407 unidades habitacionais do Minha Casa, Minha Vida. Um reforço claro às pretensões eleitorais do prefeito.

Pelo menos outras duas polêmicas marcaram o dia: a primeira foi o rescaldo da confusão da véspera, com discursos exaltados de vereadores pró e contra a ação da GCM no confronto com os manifestantes nas galerias; outra foi a repercussão da notícia de uma emenda orçamentária apresentada pelo vereador Eduardo Tuma (PSDB) propiciando R$ 350 milhões para o Corinthians, isso em plena campanha para a presidência do clube, na qual seu primo, Romeu Tuma Junior, é candidato oposicionista. Mais uma forcinha eleitoral proporcionada pelo Legislativo.

Veja no Câmara Man a lista de projetos aprovados nesta quarta-feira, entre eles a criação do Parque do Minhocão e a proibição da venda de narguilé para menores de idade.

quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

Dia marcado por confronto de estudantes com GCM aprova pacotão de vereadores e reajuste da inflação sobre IPTU em 1ª votação na Câmara de São Paulo

Nesta terça-feira, 12 de dezembro, o dia na Câmara Municipal de São Paulo​ estava reservado para a votação do reajuste do IPTU restrito ao índice da inflação e a projetos de vereadores, tudo por acordo de lideranças, mas o destaque ficou mesmo para a confusão entre manifestantes contrários à chamada “escola sem partido” (que nem sequer estava na pauta) e a Guarda Civil Metropolitana, acionada para conter os mais exaltados, mas ela própria terminaria acusada de cometer excessos. Nas imagens, os vereadores paralisam os trabalhos e assistem a confusão nas galerias. Veja mais aqui.

De objetivo, foram aprovados simbolicamente, em 1ª votação, 76 Projetos de Lei (PLs) de vereadores e outros três Projetos de Resolução (PRs) que vão direto para a promulgação, além do já citado PL 716/2017, do Executivo, que corrige em 3% a PGV (Planta Genérica de Valores) e o IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) do ano que vem. Ainda é necessária uma segunda e definitiva votação.

Entre as propostas de vereadores aprovadas está o Substitutivo ao polêmico PL 300/2017, de autoria do vereador Milton Leite (DEM), presidente da Câmara, que estabelece novo cronograma para a renovação da frota de ônibus da capital paulista, afrouxando a lei que obrigava desde já a redução da emissão de poluentes.

Veja no Câmara Man quais foram todos os projetos aprovados na sessão desta terça-feira.

terça-feira, 12 de dezembro de 2017

A democracia é uma equilibrista na corda bamba

Tem guerra de facções no morro, tem guerra de facções no Planalto. Uns traficam drogas, assaltam carros-fortes e em tese roubam dos ricos. Outros, traficam influência, assaltam cofres públicos e na prática roubam dos pobres. Uns se impõem pela força, outros pelo voto. De resto, é igualmente o crime organizado que domina a sociedade e a política.

Nesse contexto, a democracia é uma equilibrista que caminha na corda bamba com uma rede de proteção esgarçada pelo mau uso. A vítima (e, às vezes, o cúmplice) é o eleitor, que elege canalhas para representá-lo no Parlamento e no Executivo, propiciando foro privilegiado e o acesso mais fácil aos esquemas de ilicitudes que corroem e dilapidam a República há décadas.

Não são bandidos todos os políticos - como a média da população parece acreditar, com cada vez mais indícios e total convicção. Mas há quantidade excessiva de ladrões, corruptos, criminosos e mafiosos nos partidos e na política - e estes precisam ser combatidos, punidos exemplarmante e defenestrados da vida pública.

Tolerância zero com o mau-caratismo, a improbidade, o corporativismo e a venalidade. É por isso que não dá, sinceramente, para tolerar o "moralismo seletivo" de determinados figurões da imprensa e de partidos políticos indignados com apenas um dos lados da mesma moeda que tilinta nos dutos da corrupção brasileira. Eu não tenho bandido de estimação. Você tem?

Ora, que moral tem o sujeito que se enraivece com corrupto petista e passa a mão na cabeça de vigarista tucano (ou peemedebista, democrata, liberal, socialista etc.)? Que defende o impeachment de presidente tratante mas poupa vice-presidente comparsa? Que ataca a esquerda como antro de delinquentes políticos e ideológicos mas fia-se em quadrilheiros de uma direita tão ou mais totalitária, obtusa, inepta e facínora?

Tem se falado e buscado construir o que se convencionou chamar de "candidatura do centro democrático" para 2018. Alguma liderança que não se perca pelo extremismo, pela intolerância e pela redicalização do discurso ou das práticas da velha política, empurrando para fora da corda bamba a nossa jovem democracia equilibrista.

Afinal, quem, em sã consciência, poderia se opor ao diálogo civilizado entre os vários partidos e movimentos do campo democrático no sentido de construir consensos e evitar a polarização entre o que a direita e a esquerda oferecem hoje de pior, triste cenário que as últimas pesquisas sugerem para as eleições de 2018?

Esse espírito de unidade entre cidadãos íntegros, republicanos e fichas limpas é bastante simbólico. Mas não basta o discurso demagógico se não nos diferenciarmos verdadeiramente nas ações concretas e objetivas para enfrentarmos a descrença da população na política e nos políticos. Ou seja, qualquer conchavo que não leve em conta a opinião pública já nascerá fracassado.

Necessitamos de novas lideranças, com brio, decência e honradez para construirmos um contraponto efetivo e viável a este governo federal tíbio, cambaleante, indecente e de caráter frouxo, que segue nas mãos de políticos velhacos que pouco se distinguem daqueles que já estão atrás das grades por motivos que levaram multidões às ruas para protestar.

Precisamos resgatar a esperança do povo, defender a boa política e a interlocução dos partidos renovados com a sociedade viva. Precisamos transformar o nosso modo de pensar, agir e articular. Precisamos reafirmar o nosso repúdio intransigente ao fisiologismo e à corrupção, o nosso compromisso com as reformas estruturais do Estado e com a estabilidade democrática e constitucional do País. 

A corda bambeia, balança. O esquilibrista titubeia, vacila. O Brasil pende de um lado para outro, esbarra à esquerda, colide à direita, mas não cai. Não pode cair! Assim como na emblemática canção de João Bosco e Aldir Blanc:

"A esperança / Dança na corda bamba / De sombrinha / E em cada passo / Dessa linha / Pode se machucar.../ Azar! / A esperança equilibrista / Sabe que o show / De todo artista / Tem que continuar..."

A demoracia se esquilibra na corda bamba... Na corda... Acorda, Brasil!

Mauricio Huertas, jornalista, é secretário de Comunicação do PPS/SP, diretor executivo da FAP (Fundação Astrojildo Pereira), líder RAPS (Rede de Ação Política pela Sustentabilidade), editor do Blog do PPS e apresentador do #ProgramaDiferente

Soninha debate o uso medicinal da maconha

A vereadora Soninha Francine promoveu na Câmara Municipal de São Paulo o "Fórum de Cannabis Medicinal pela Garantia do Direito à Saúde", com médicos e pesquisadores de Cannabis Medicinal e da Associação Cultive, além de apoio da Federação de ONGs de Apoio ao Uso Medicinal de Cannabis do Brasil. Assista.

"Uso de cannabis em câncer, em dor, em psiquiatria e autismo: é um debate sobre o direito à Saúde.  Chega a ser bizarro que nem o uso MEDICINAL da cannabis seja discutido normalmente. É como se resolvêssemos banir a morfina como remédio para a dor porque é um opioide", afirma Soninha.

Veja aqui:

Claudio Fonseca atua pelo Parque da Brasilândia

"Passados 16 anos, dezenas de reuniões e três depósitos judiciais feitos pela Prefeitura somando mais de R$ 15 milhões, ainda ficam muitas dúvidas: conseguirá a comunidade conquistar o desejado Parque Municipal da Brasilândia? Os órgãos públicos envolvidos na questão vão conseguir se entender e articular uma vitória? As invasões em curso vão transformar a área em uma nova Paraisópolis? O vereador Claudio Fonseca chamou uma reunião para atualizar a situação, que teve a presença de técnicos do poder público e da comunidade."

Este é um trecho da matéria Parque Brasilândia: Ainda dá para salvar?, do Portal ZNnaLinha. O líder do PPS na Câmara Municipal de São Paulo segue atuante e conectado aos interesses da comunidade.

sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

O Dia do Palhaço no #ProgramaDiferente



O #ProgramaDiferente desta semana comemora o Dia do Palhaço, celebrado no dia 10 de dezembro, e mostra um pouco de como é hoje em dia a vida de quem trabalha no circo. Nada mais justo que homenagear os palhaços profissionais, nós que passamos o ano mostrando os amadores que se aventuram principalmente na política. Aqui toda palhaçada é bem vinda ;-) Assista.

quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Surpresa: Conheça o pacotão de fim-de-ano que vai ser votado na Câmara Municipal de São Paulo

Deu no Câmara Man: São quase 200 projetos em pauta: quatro PLs do Executivo (incluindo o polêmico mobiliário urbano e o seguro de vida para a Guarda Civil Metropolitana) e 190 PLs e PDLs de vereadores. E aí, como é de se imaginar, tem de tudo. De ideias úteis às propostas mais estapafúrdias.

Até porque, há anos, a Câmara Municipal de São Paulo adotou uma regra tácita: todos os vereadores tem uma cota idêntica de projetos a serem aprovados durante a legislatura. O que o presidente da Casa, vereador Milton Leite (DEM), que deve ser reeleito para mais um ano à frente da Mesa Diretora no dia 15 de dezembro, chama informalmente de "lista de débito e crédito".

Quer dizer, tanto faz a qualidade e o mérito da propositura, a influência do vereador ou o tamanho da sua bancada. De A a Z, os vereadores aprovarão individualmente a mesma quantidade de Projetos de Lei. Fato que provoca cenas curiosas, como alguns parlamentares praticamente caçando ideias e inventando sugestões para preencherem a cota e não ficarem para trás na comparação com os colegas. (Pode isso, Arnaldo?)

Neste pacotão de fim-de-ano, seria necessária uma leitura aprofundada sobre cada projeto em pauta. Há interesses mais explícitos e outros objetivos menos republicanos nas entrelinhas. Mas alguns, de cara, chamam mais atenção.

Por exemplo, tem liberação do rodízio de veículos para prestadores de serviços de "interesse público", tem regulamentação dos portões de garagem para residências e condomínios, tem conselho municipal contra a corrupção, parto normal agendado em hospital público, restrição da venda de cachimbo de narguilé, obrigatoriedade do fornecimento de nota fiscal em serviços bancários, terapia floral no SUS, criação do Parque do Minhocão, auxílio transporte para o uso de bicicleta, cota de 20% para negros nos cargos comissionados do município, monumento LGBT na Paulista, isenção de Zona Azul para idoso e até a mudança do nome da Praça da Sé para Cardeal Dom Paulo Evaristo Arns, entre outras grandes ideias.

A intenção é aprovar o pacotão em votação simbólica, mas alguns desses projetos de lei enfrentam resistências pontuais. Também um projeto que travou a pauta nas últimas semanas, uma homenagem proposta pelo vereador Reis (PT) à ex-primeira dama Marisa Letícia Lula da Silva, teve uma solução encaminhada por acordo: ao invés de denominar o prolongamento da avenida Chucri Zaidan (prerrogativa que caberá a Milton Leite), o petista se contentou em nomear um viaduto com o nome da Dona Marisa e outro em alusão ao Palmeiras. (Que beleza!)

Aprovado em 1ª votação Orçamento de SP para 2018

Aprovado em 1ª votação na Câmara Municipal de São Paulo o Orçamento da Cidade para 2018. Está aberto o prazo para apresentação de emendas.

Cada vereador tem o compromisso de indicar R$ 3 milhões para a gestão do prefeito João Doria. A 2ª e definitiva votação deverá acontecer até o final da próxima semana.

Leia também:

Acordo entre base do prefeito João Doria e oposição petista vai permitir aprovação de pacotão de projetos de vereadores

Vereadores aprovam privatização do Complexo do Anhembi e se preparam para votar Orçamento, com garantia de verbas parlamentares individuais e custo milionário da Câmara e do TCM


quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

Vereadores aprovam privatização do Complexo do Anhembi e se preparam para votar Orçamento, com garantia de verbas parlamentares individuais e custo milionário da própria Câmara e do TCM

Aprovada a autorização para privatização do Complexo do Anhembi na Câmara Municipal de São Paulo, com 34 votos em um total de 55 vereadores.

Não se sabe ainda o valor nem as condições desta venda do patrimônio público da cidade, que dependem de regulamentação posterior e do detalhamento da legislação urbanística.

Enfim, o que se aprovou foi um substitutivo do líder do governo ao Projeto de Lei 582/2017, com duas emendas (inclusive uma que protege os funcionários da empresa São Paulo Turismo), que seguem para sanção ou veto parcial do prefeito João Doria (PDSB). Com isso já pode ser iniciado todo o processo burocrático para a venda da área, apesar do absoluto desconhecimento sobre a sua destinação.


PPA 2018-2021 e Orçamento 2018

Também foi aprovado, em primeira discussão e com votação simbólica, o Plano Plurianual 2018-2021 (PPA). O Orçamento da Cidade deve ter também o seu relatório aprovado nesta quarta-feira, 6 de dezembro, na Comissão de Finanças e Orçamento, e seguir para primeira votação em plenário.

Entre a primeira e segunda votação, estará aberto oficialmente o prazo para apresentação de emendas parlamentares. Consta que cada vereador terá uma cota de R$ 3 milhões. O Orçamento é a última votação do ano, que deve ocorrer após a eleição da Mesa Diretora, prevista para 15 de dezembro.

Custo milionário da Câmara e do TCM

Um detalhe inusitado do Orçamento para 2018 é o custo milionário da própria Câmara Municipal (sem falar do TCM, que legalmente é um apêndice do Legislativo mas tem orçamento próprio, de cerca de inexplicáveis R$ 300 milhões, e funcionamento independente): apesar de anualmente a Mesa Diretora da Câmara devolver aproximadamente R$ 60 milhões em sobras dos mais de R$ 620 milhões orçados, os valores para 2018 estão reajustados para cerca de R$ 670 milhões na versão que os vereadores devem aprovar em 1ª votação.

Questionado sobre o aumento (enquanto outros setores vitais da administração sofrem cortes), o relator do Orçamento, vereador Ricardo Nunes (PMDB), saiu com uma dessas, em conversa informal com um repórter da CBN: “Mas o que eu tenho a ver com essa m****?”. Boa pergunta. O que será que um relator do Orçamento tem a ver com a peça aprovada, elaborada pelo Executivo e alterada pelo Legislativo? Vai entender, né, paulistano... (Câmara Man)

terça-feira, 5 de dezembro de 2017

De onde virá o novo que o eleitor busca em 2018?

Um vovô que coloca brinco, bermudas coloridas, meias três quartos e sapato social na praia não é moderno. É ridículo. Mal comparando, partidos que mudam às pressas sua sigla, ou o nome fantasia, não passam a simbolizar a renovação da política simplesmente por um golpe de marketing, sem alterar a fundo o conteúdo obsoleto e as práticas execráveis. Tanto quando os corruptos, o que as novas gerações mais desprezam e repudiam é político hipócrita, demagogo e mentiroso.

A moda agora é tirar o "partido" dos partidos. Só não tiram os bandidos. Incrível! Até o PMDB, metido em tanta lambança nas últimas décadas, vai voltar a ser MDB - relembrando os velhos tempos da luta contra a ditadura e valorizando o M de Movimento nas suas iniciais. E assim surgem Podemos, Avante, Livres, Patriotas e equivalentes. A velha sopa de letrinhas requentada. Será que ficaram modernos por isso? Vamos conferir nas urnas a quantidade de eleitores ingênuos que vão cair nessa pegadinha da nova língua do P ao contrário.

Porém, o que os cidadãos conscientes desejam - e esses novos movimentos cívicos que surgem espontaneamente e não dão liga com os velhos partidos representam - é algo que venha impactar verdadeiramente a agenda eleitoral e a ação política no Brasil. Mudanças efetivas na vida das pessoas, a melhoria da qualidade de vida, da situação econômica, da inserção social, da segurança, do emprego, da saúde, da educação, da igualdade de oportunidades.

Governos mais eficientes e responsáveis. Gestores públicos mais preparados. Um Estado mais ágil, conectado com as novas tecnologias e indutor do desenvolvimento. Uma sociedade mais justa e sustentável. Para tanto, é necessário que uma nova geração de políticos se apresente e se eleja - e as regras estão postas. Mas não será das velhas estruturas cartoriais maquiadas que surgirá o novo. Mudanças profundas são uma necessidade emergente, para o bem da democracia.

Isso leva a outro assunto: afinal, quem discorda da urgência de uma série de reformas estuturais, da previdenciária à tributária; da trabalhista à eleitoral - e todas muito mais robustas do que os puxadinhos improvisados que se vêem por aí? Mas, cá entre nós (e aqui voltamos aos políticos corruptos, hipócritas, demagogos e mentirosos), alguém acredita de fato nas reformas propostas por este presidente desacreditado, que mudam ao sabor dos humores do mercado, da volatilidade deste governo desprezível e de um Congresso medíocre que, embora eleito para representar a média do povo brasileiro, não passa de um antro de interesses privados e muitas vezes ilícitos?

O que nós queremos - e a nossa ida às urnas em outubro de 2018 pode ser um ponto de partida - é a ampliação dos instrumentos democráticos e dos preceitos republicanos à disposição do eleitor, na relação diária com o poder público e não apenas na proximidade das eleições, desmistificando a política e reaproximando-a do cidadão comum, sem o monopólio dos partidos nem a dependência de um salvador da pátria.

Exigimos dos políticos - os tradicionais e os novos convertidos - o respeito à diversidade do Brasil e dos brasileiros; o compromisso democrático com os interesses da maioria sem o descaso pelas minorias; um comportamento ético, responsável, transparente e tolerante com as diferentes correntes de opinião, mas que não se empobreça no debate estéril da polarização enraivecida nem descambe para as soluções mais extremadas, que nos parecem indesejáveis para a estabilidade do futuro governo - e que, bom ou ruim, mais à esquerda ou à direita, será legitimamente eleito por nós. E que vença o melhor.

Mauricio Huertas, jornalista, é secretário de Comunicação do PPS/SP, diretor executivo da FAP (Fundação Astrojildo Pereira), líder RAPS (Rede de Ação Política pela Sustentabilidade), editor do Blog do PPS e apresentador do #ProgramaDiferente

sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

Dia do Samba com o sotaque paulistano de Adoniran



O #ProgramaDiferente comemora mais um Dia do Samba, celebrado em 2 de dezembro, e também registra os 35 anos de saudades de Adoniran Barbosa, personagem e nome artístico que se confunde com o seu criador, o cantor, ator e compositor João Rubinato, considerado o "pai do samba paulistano", com seu sotaque inconfundível. Assista.

Quem diria que, justamente no centenário do samba, seria lançado um disco com músicas inéditas de Adoniran Barbosa? “Se Assoprar, Posso Acender de Novo” é o DVD que apresenta 14 músicas inéditas do autor de sucessos como "Trem das Onze", "Saudosa Maloca" e "Samba do Arnesto".

Ouvimos com exclusividade alguns dos intérpretes das músicas deste projeto, que reúne Ney Matogrosso, Fernanda Takai, Simoninha, Criolo e Mauricio Pereira, entre outros, além do produtor Lucas Mayer. Curta este especial do samba na voz do próprio Adoniran Barbosa, com participações inusitadas dos Demônios da Garoa, Elis Regina, Rita Lee, Wilson Simonal e Gal Costa. É imperdível e inesquecível.

quinta-feira, 30 de novembro de 2017

CPI da Vulnerabilidade da Mulher encerra os trabalhos sob a relatoria da vereadora Soninha Francine (PPS)

Instalada na Câmara Municipal de São Paulo com o objetivo de investigar a condição de vulnerabilidade das mulheres sob vários aspectos, do mercado de trabalho à violência doméstica, a CPI que teve direta ou indiretamente a participação das 11 vereadoras paulistanas eleitas há um ano encerrou nesta quarta-feira, 29 de novembro, os seus trabalhos.

O relatório final, sob responsabilidade da vereadora Soninha Francine (PPS), que foi também vice-presidente da CPI, será aprovado no dia 12 de dezembro.

Desde que foi instalada, em abril, a CPI das Mulheres ouviu especialistas, autoridades e a população, além de realizar uma série de diligências para apurar o funcionamento dos serviços e equipamentos públicos. Questões como o acolhimento emergencial para mulheres vítimas da violência, as condições de atendimento à saúde feminina, prevenção do assédio sexual e moral, empoderamento feminino com o fim das desigualdades no mercado de trabalho e a garantia do cumprimento da Lei Maria da Penha foram abordadas e devem constar do relatório final.

“Existem algumas propostas bem palpáveis, como a realocação de recursos orçamentários. Outras dizem respeito a uma integração melhor entre as esferas de governo e as várias instâncias do poder público. Isso porque hoje muitos órgãos tratam do tema da violência contra a mulher, mas coletam os dados de maneira diferente. Então temos propostas nesse sentido, de criar pontos de encontro, para que daí a gente possa produzir políticas públicas bem fundamentadas”, explicou Soninha.

O que chamou atenção, na última reunião, foi a ausência de 100% dos vereadores homens - que, naquele mesmo momento, como revelou o site Câmara Man, estavam em reunião com o secretário da Casa Civil e vice-prefeito Bruno Covas, na sala da presidência da Câmara, em uma tentativa do governo, em vão, de destravar a pauta de votações. Mas as sessões do dia, como vem ocorrendo há semanas (com uma única exceção, para votar um seguro de vida para a GCM, na terça-feira), estão sendo encerradas por falta de quorum.

Veja aqui a reunião final da CPI com o plenário vazio. Imagem mais emblemática da Vulnerabilidade da Mulher, impossível.

quarta-feira, 29 de novembro de 2017

Zé Celso x Silvio Santos: A polêmica do Teatro Oficina e do Parque do Bixiga no #ProgramaDiferente



É vida real, é teatro ou é novela? O fato é que se arrasta há décadas a polêmica envolvendo o Teatro Oficina, do diretor Zé Celso Martinez Correa, e o imenso terreno de propriedade do dono do SBT, o apresentador e empresário Silvio Santos, no Bixiga. Com provocações de um lado e do outro, o teatrólogo de 80 anos e o homem do baú, de 86, comportam-se como duas crianças fazendo birra. E nada se resolve.

O #ProgramaDiferente vem acompanhando o caso - com seus vários atos, como uma longa peça de teatro, ou diferentes capítulos de um desses folhetins arrastados. Já teve conversa intermediada pelo vereador Eduardo Suplicy com o prefeito João Doria, teve manifestação de artistas e movimentos sociais, teve 'abraçaço' no quarteirão do Oficina, tem projeto na Câmara criando o Parque do Bixiga. Tem de tudo. Assista.

Em dia de "vale a pena ver de novo", vereadores votam outra vez lei aprovada em agosto deste ano

Deu no Câmara Man: A única votação do dia, que furou o bloqueio de semanas com a pauta travada na Câmara Municipal de São Paulo, foi para corrigir uma lei que já havia sido aprovada em 11 de agosto deste ano: a Lei 16.694/2017, que garante seguro de vida e indenização de até R$ 200 mil para agentes da GCM (Guarda Civil Metropolitana) e seus familiares.

Aprovou-se agora, em 1ª votação, o PL 649/2017, que amplia o benefício para as 24 horas do dia, ou seja, possibilitando atender os casos em que os guardas sejam mortos ou incapacitados também fora de serviço, no deslocamento ou em razão de sua profissão. Na pressa da votação anterior não se atentou para esse detalhe.

Até aí, tudo OK. Mas há também um chamado "contrabando" no projeto votado - que é quando um assunto que não tem nada a ver com o objeto central da lei é aprovado por tabela, inserido no mesmo projeto. No caso, aproveita-se para "ampliar a forma de provimento do cargo de Superintendente da Autarquia Hospitalar Municipal, considerando o desenvolvimento de novas áreas do conhecimento que agregam eficiência à gestão pública". 

Explicando: além do seguro de vida dos GCMs, a mesma lei, quando aprovada em segunda e definitiva votação, vai ampliar a forma de contratação para o cargo de superintendente na área de Saúde, permitindo que além de médicos sejam contratados "outros profissionais com graduação ou pós-graduação na área", também dispensando os médicos da obrigação de fazer o curso de administração hospitalar, como ocorre atualmente.

Neste dia de "vale a pensa ver de novo", iniciou-se a discussão do substitutivo ao PL 582/2017, necessária para segunda e definitiva votação (que o Executivo requer urgência), para privatização do Sambódromo e do Complexo do Anhembi, e também ficou estabelecido que os vereadores vão aprovar por acordo, numa gambiarra regimental, uma nova CPI dos Grandes Devedores, idêntica à recém-encerrada. Leia: Pauta de projetos segue travada, mas vem aí, por acordo da maioria governista, a CPI dos Grandes Devedores: O retorno.

O dia foi marcado também pelo burburinho dos bastidores, com a repercussão da prisão do ex-presidente da Casa por quatro mandatos consecutivos, Antonio Carlos Rodrigues, que se entregou à Polícia Federal após uma semana considerado foragido.

terça-feira, 28 de novembro de 2017

Luciano Huck diz que candidatura presidencial agora seria "insanidade". Agora? Mas, e depois? Será que nada é definitivo até 2018? Façam as suas apostas!



No mesmo dia em que publicou um artigo na Folha de S. Paulo negando ser candidato à Presidência da República, o apresentador e empresário Luciano Huck também participou de um evento especial da Revista Veja, aonde afirmou que seria uma "insanidade" ser candidato agora. Ele disse ter feito "reflexão importante" e que levou em conta que a candidatura seria uma "ruptura" muito grande com sua família e sua carreira. Assista.

Cotado como presidenciável nas últimas semanas e cortejado por partidos, Luciano Huck garante que não desistiu das eleições de 2018 até porque nunca chegou de fato a ser candidato. Ele disse que vai continuar contribuindo com o debate político, participando de movimentos sociais e ajudando a encontrar alternativas para o país.


"Foi uma reflexão importante e confesso que não foi uma coisa que saiu fácil", disse, sobre o artigo. Alguns consideram que a negativa não soa como decisão definitiva.

"Eu não sou candidato a presidente nesta eleição, aqui agora, neste momento", afirmou, antes de defender que se construa uma "opção viável de centro", que, segundo ele, "neste momento não tem, mas vai ter que aparecer".

Ao responder no twitter a uma análise do cientista político Carlos Melo sobre o seu artigo, que aponta exatamente para a possibilidade de um resgate da candidatura,  Huck escreveu um enigmático "obrigado pela compreensão". Será um sinal?

"Não se pode afirmar que o texto é feito de caso pensado, para que logo mais adiante seu autor ressurja candidato. Huck não controla os ventos, como o PPS que, por ansiedade, pode bandear-se rapidamente para outros nomes", alerta Carlos Melo.

"Ainda assim, no navegar de Huck há um mar de possibilidades: a busca pelo outsider, candidato disruptivo na política nacional não cessará tão cedo."

Por outro lado, contrariando essa reversibilidade, ele voltou a dizer que "não é nem será político". Resta saber se, na visão de Huck, um presidenciável seria necessariamente um político, no sentido mais restrito, tradicional e até rejeitado do termo.

A refletir.

Aproveite e assista também a íntegra das entrevistas de Marina Silva, Geraldo Alckmin e Rodrigo Maia no evento "Amarelas ao Vivo". E faça as suas apostas ;-)

segunda-feira, 27 de novembro de 2017

O fim da especulação em torno de Luciano Huck

O empresário e apresentador Luciano Huck diz hoje, com todas as letras: "Contem comigo, mas não como candidato a presidente".

Era o que já prevíamos e antecipamos em alguns artigos, vídeos e postagens.

Assim como apostamos que o prefeito João Doria, apesar de tentar sinalizar o contrário, ainda é presidenciável e voltará a rivalizar com Geraldo Alckmin pela preferência do chamado "centro democrático", contra a polarização pelos extremos à esquerda e à direita.

Reveja:

O PPS, o incrível Huck e outras histórias

No rumo

Como Ulisses em "A Odisseia", nos últimos meses estive amarrado ao mastro, tentando escapar da sedução das sereias, cantando a pulmões plenos e por todos os lados, inclusive dentro de mim.

A tripulação, com seus ouvidos devidamente tapados com cera, esforçando-se em não deixar que eu me deixasse levar pelos sons dos chamados quase irresistíveis. São meus amores incondicionais. Meus pais, minha mulher, meus filhos, meus familiares e os amigos próximos que me querem bem.

Eles são unânimes: é fundamental o movimento de sair da proteção e do conforto das selfies no Instagram para somar forças na necessária renovação política brasileira. Mas daí a postular a candidatura a presidente da República há uma distância maior que os oceanos da jornada de Ulisses.

Há algum tempo me vejo diante desta pergunta: qual foi exatamente a trajetória, o fato e até mesmo o momento em que meu nome foi lançado entre os possíveis candidatos à Presidência do Brasil?

Eu mesmo demorei um pouco para encontrar a resposta. Mas depois de alguma reflexão, ela veio e me pareceu muito clara: minha exposição pública e, espero, meu jeito, minhas características, minha personalidade e a forma como vejo o mundo. As mesmas forças que me movem desde sempre me levaram a esse lugar.

Explicando em outras palavras, entre as centenas de defeitos que carrego, talvez eu tenha uma única virtude: carrego desde sempre, genuinamente, enorme paixão e curiosidade pelo outro.

Gosto muito de gente. Sempre gostei. De todo tipo, origem, tamanho, cor, posição na pirâmide. É só olhar para o que faço profissionalmente há mais de duas décadas. Não paro de procurar pelo diferente. E não falo de um olhar distante, acadêmico, teórico. Falo de andanças intermináveis por todos os quadrantes do Brasil e por vários do mundo atrás daquilo que não conheço. Ando há anos e anos por lugares ricos, paupérrimos, super ou subdesenvolvidos, em guerra, centros moderníssimos de saber, cantos absolutamente esquecidos pelo desenvolvimento. Sempre atrás da mesma coisa: gente boa.

E a sensação de "intimidade" que meus mais de 20 anos de televisão provocam nas pessoas possibilita conversas instantaneamente francas e verdadeiras.

Esse dia a dia me permitiu construir uma visão muito própria e ampla dos recortes, curvas e reentrâncias do país. Sinto na pele o pulso das ruas.

E foi essa permanente "bateção de perna", sempre " in loco", que me tirou definitivamente da zona de conforto e me fez ver: O Brasil está sofrendo demais —especialmente os mais pobres, mas não apenas eles— para ficarmos passivos e reféns deste sistema político velho e corrupto. O que está aí jamais será empático, perceberá e muito menos traduzirá as reais necessidades da gente. Da nossa gente.

Vendo meu nome apontado, é muito importante frisar sempre, sem ter levantado a mão ou me oferecido para concorrer ao cargo mais importante na governança do país, minha reação natural foi tentar entender melhor do que se tratava. Gosto de aprender, de saber o que não sei e penso que cultivo um bom hábito desde muito cedo: tentar descobrir e encontrar quem sabe.

De forma intuitiva e quase caseira, fui procurando referências em pessoas que se dedicam de forma mais intensa a entender o Brasil; o sofrimento, as dificuldades e, principalmente, as soluções.

Acho também que sou meio obsessivo por fazer as coisas direito. Por isso, saí buscando e principalmente ouvindo dezenas de pessoas que admiro, que considero inteligentes, sensíveis, maduras e capacitadas, para que elas compartilhassem comigo suas visões. Foram meses que produziram em mim uma pequena revolução, um aprendizado enorme.

Tantas ideias, tanta gente interessada, brilhante e altamente capacitada, disposta a colocar energia a favor de uma transformação definitiva: De um país à deriva em uma nação de verdade, que possa de uma vez por todas refletir a qualidade indiscutível do seu povo.

Aqui é importante pontuar uma constatação que logo apontou no meu radar e que há tempos ecoa nele de maneira incômoda. Minha geração está trabalhando e inovando com vigor em muitas frentes. Há milhares de notáveis empreendedores, profissionais liberais, atletas, executivos, artistas, intelectuais, pensadores e por aí vai. Mas pela política, ela tem feito pouco.

Tenho dito sempre algo que me parece muito evidente, quase óbvio, mas assim mesmo um alerta necessário: se não nos aproximarmos de fato da política, se seguirmos negando esse universo e refratários ao seu ambiente, ele definitivamente não se reinventará por um passe de mágica.

Dito isso, sigo acreditando que o melhor caminho passa obrigatoriamente pelos movimentos cívicos, pela abertura de espaço na mídia para novas lideranças, por uma escuta dos anseios das pessoas, por reformas estruturais, muitas delas doloridas, por políticas públicas afetivas e efetivas, por políticas econômicas modernas e eficazes, pela educação levada a sério, pela saúde tratada com respeito, por tecnologia que alavanque as boas ideias e pela total transparência dos gastos públicos. Por menos politicagem e por mais e melhor representatividade. A lista é grande.

O momento de total frustração com a classe política e com as opções que se apresentam no panorama sucessório levou o meu nome a um lugar central na discussão sobre a cadeira mais importante na condução do país.

É claro que isso me trouxe a sensação boa de que uma parte razoável da população entende o que sou e faço como algo positivo. Evidente também que junto vieram uma pressão muito pesada e questionamentos de todos os tipos.

Já disse e escrevi antes, aqui neste mesmo espaço, mas tenho hoje uma convicção ainda mais vívida e forte de que serei muito mais útil e potente para ajudar meu país e o nosso povo a se mover para um lugar mais digno, ocupando outras posições no front nacional, não só fazendo aquilo que já faço mas ampliando meu raio de ação ainda mais.

Com a mesma certeza de que neste momento não vou pleitear espaço nesta eleição para a Presidência da República, quero registrar que vou continuar, modesta e firmemente, tentando contribuir de maneira ativa para melhorar o país. Vou bem além da voz amplificada enormemente pela televisão que amo fazer, do eco monumental das redes sociais que aprendi a tecer, do instituto que fundei há quase 15 anos e de todos os meios que o carinho das pessoas me proporcionou.

Vou também direcionar toda a energia de que disponho para outra coisa que acredito saber fazer: agregar.

Agregar as mentes sábias que fui encontrando em diferentes camadas da sociedade, dentro e fora do Brasil, pessoas extremamente capazes e dispostas de fato a conjugar o verbo servir no tempo e no sentido corretos. Vou trabalhar efetivamente para estruturar e me juntar a grupos que assumam a missão de ir fundo na elaboração de um pensamento e principalmente de um projeto de país para o Brasil.

E, para isso, não são necessários partidos, cargos, nem eleições.

Essa intenção já esta viva através dos movimentos cívicos dos quais me aproximei com bastante interesse e intensidade. E de outras iniciativas que estão por vir.

Quero registrar de novo que entre as percepções que confirmei nesses últimos meses está a convicção de que não há nada mais importante do que tomarmos consciência da importância da política e de que precisamos nos mover concretamente na direção da atuação incisiva, para que não sejamos mais vítimas passivas e manobráveis de gente desonesta, sem caráter, despreparada e incapaz de entender o conceito básico da interdependência ou de pensar no coletivo.

A hora é de trabalhar por soluções coletivas inteligentes e inovadoras para o país, e não de focar o próprio umbigo ou de alimentar polêmicas pueris e gritas sem sentido.

Quem se interessa pelo que sou e faço pode acreditar: vou atuar cada vez mais, sempre de acordo com minhas crenças, em especial com a fé enorme que tenho neste país.

Contem comigo. Mas não como candidato a presidente.

LUCIANO HUCK é apresentador de TV e empresário