terça-feira, 19 de setembro de 2017

Encontro de Jovens, Mulheres e Diversidade do PPS


Neste sábado, dia 23 de setembro, acontece na Assembleia Legislativa de São Paulo o "Encontro Estadual de Jovens, Mulheres e Diversidade e Igualdade Racial do PPS". O evento vai abordar importantes temas sociais como violência doméstica, orientação e identidade sexual, e o papel dos jovens e das mulheres na política. O convite é do presidente do PPS de São Paulo, deputado estadual Davi Zaia. Participe!

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

PPS paulistano faz congresso em 24 de setembro

O PPS paulistano realiza no domingo, dia 24 de setembro, a partir das 9 horas da manhã, o seu Congresso Municipal para debater a conjuntura política da cidade e do país, eleger os 55 membros titulares e 17 suplentes do novo Diretório de São Paulo, bem como a sua Comissão Executiva, além dos delegados para o Congresso Estadual do partido, agendado para outubro.

O evento acontece no Auditório Prestes Maia, o "Plenarinho" da Câmara Municipal de São Paulo, no Viaduto Jacareí, 100, 1º andar, região central da cidade. Participe!

Leia também:

Manual e documentos do 19º Congresso Nacional do PPS

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

Alckmin e Freire falam sobre a eleição de 2018



O #ProgramaDiferente conversou com o governador Geraldo Alckmin, pré-candidato do PSDB à presidência da República, e com o deputado federal e presidente nacional do PPS, Roberto Freire, durante o seminário internacional “Desafios Políticos de um Mundo em Intensa Transformação”, promoção conjunta da Fundação Astrojildo Pereira (FAP) e do Instituto Teotônio Vilela (ITV) em São Paulo, nesta quinta, 14, e sexta-feira, 15 de setembro.

O governador paulista responde o que mudou desde a candidatura tucana de 2006, quando Alckmin disputou e perdeu a eleição no 2º turno para o então presidente Lula, para esta sua nova disposição de concorrer em 2018. Também explica o que acha das denúncias contra o governo Temer e sobre o papel do PSDB na transição. Assista.

O presidente nacional do PPS, deputado Roberto Freire, fala sobre a construção de uma candidatura do campo democrático para a sucessão presidencial, que dispute espaço no centro político, entre as opções mais extremadas, ambas indesejáveis: de um lado a direita mais conservadora, discriminatória, totalitária e intolerante; de outro, o PT e seus apoiadores. Ele também comenta sobre a possibilidade do lançamento de uma candidatura própria do PPS. Assista.

14 e 15 de setembro: Seminário internacional debate os desafios políticos de um mundo em transformação

A FAP (Fundação Astrojildo Pereira) e o ITV (Instituto Teotônio Vilela), fundações vinculadas ao PPS e ao PSDB, realizam nos dias 14 e 15 de setembro, em São Paulo, o seminário internacional "Desafios Políticos de um Mundo em Intensa Transformação". Participe ou assista ao vivo!

Com a presença dos presidentes das respectivas fundações, os senadores Cristovam Buarque (PPS/DF) e José Anibal (PSDB/SP), e abertura com a participação do deputado Roberto Freire e do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, nos dois dias do seminário estarão em debate assuntos da maior relevância no mundo contemporâneo, como a crise de representatividade da política, a globalização, a revolução da tecnologia e seus efeitos no mercado de trabalho e as ações de combate à corrupção e de fomento à transparência, entre outras questões.

O CONTEÚDO

Nas crises, uma das primeiras vítimas é a capacidade de encarar o futuro com esperança e otimismo. Em parte, porque não entendemos o que está acontecendo a nosso redor. Presenciamos perplexos a fragilização de conceitos tradicionais de classe, partido e religião no âmbito da chamada prosperidade econômica que, a reboque da globalização e do avanço tecnológico, aumentou não só as diferenças entre ricos e pobres, mas também o número de desempregados, além de provocar deslocamento de populações, flageladas pela nova ordem econômica.

Não surpreende – mas preocupa – a recrudescência de rancores, ódios, intolerância e xenofobia, sentimentos que envenenam as relações entre pessoas, povos e países. Assustam, também, as propostas de solução que se embriagam de simplificações, como se a sobrevivência de uns pudesse compensar as provações dos outros. É a hora dos extremismos, do fundamentalismo, visões caolhas do mundo que conspiram contra um dos pilares da civilização moderna, a democracia.

É em momentos como este que se escrevem as grandes páginas da história. Seja pelas mãos de lideranças políticas, seja pelo vigor de movimentos sociais, seja pelo conluio de ambos atores, de todo comprometidos com a construção do futuro, a tarefa a cumprir implica combater os impulsos alimentados pelos sectarismos e, ao mesmo tempo, favorecer o primado da razão, do poder iluminante das ideias, da reflexão livre de verdades prontas e capaz de desmontar preconceitos e inibir exclusões, na busca de caminhos alternativos e consensuais de saída da crise.

Ninguém questiona a extensão e a complexidade da crise que vem assolando o Brasil nos últimos tempos. Resolvê-la só pelo viés do jogo político ou pelo arsenal de respostas dos economistas poderá ser tão efetivo quanto evitar as guerras com propostas militares de paz.

QUEM

Para discutir alguns dos principais temas que pautam o debate público nacional e mundial, foram convidados intelectuais, acadêmicos, políticos e jornalistas do Brasil, da Europa e da América do Sul, autores de estudos, artigos e livros que encaram os principais desafios do mundo contemporâneo.




Programação
SEMINÁRIO INTERNACIONAL “DESAFIOS POLÍTICOS DE UM MUNDO EM INTENSA TRANSFORMAÇÃO”
Local: Hotel Maksoud Plaza, Rua São Carlos do Pinhal, 424, Bela Vista, São Paulo.
Promoção Instituto Teotônio Vilela (ITV) e Fundação Astrojildo Pereira (FAP)
14/9
  • 14h - AberturaPalestrantes:Cristovam Buarque, senador e presidente da Fundação Astrojildo Pereira
    José Aníbal, presidente do Instituto Teotônio Vilela
    Geraldo Alckmin, governador de São Paulo
    Moderação:
  • 15h - Reinventando o Estado DemocráticoPalestrantes:Adrian Wooldridge, jornalista, colunista da Economist e coautor de A Quarta Revolução
    Fernando Henrique Cardoso, sociólogo, foi presidente da República (1995-2002)
    Roberto Freire, deputado federal, presidente nacional do PPS
    Moderação:Milton Seligman, professor do Insper e Global Fellow do Woodrow Wilson Center
  • 16h30 - Crise de representação política e o futuro da democraciaPalestrantes:Alessandro Ferrara, filósofo, professor da Universidade de Roma Tor Vergata
    José Álvaro Moisés, professor titular do Departamento de Ciência Política da USP
    Marco Aurélio Nogueira, cientista político, professor titular da Unesp
    Marcus Melo, cientista político, professor da UFPE
    Moderação:Helena Chagas, jornalista e comentarista de política
15/9
  • 9h - A globalização e a mudança da estrutura das sociedadesPalestrantes:Caetano Araújo, sociólogo, consultor legislativo do Senado Federal
    Demétrio Magnoli, sociólogo, membro do GACInt/USP
    Sergio Fausto, sociólogo, diretor-superintendente da Fundação FHC
    Stefan Fölster, coautor de A Riqueza Pública das Nações e diretor do Reform Institute
    Moderação:Hercídia Coelho, professora livre-docente de História (Unesp) e advogada
  • 11h15 - A revolução tecnológica e o mercado de trabalhoPalestrantes:Carlos Henrique de Brito Cruz, físico, diretor-científico da Fapesp e professor da Unicamp
    Dora Kaufman, socióloga, pesquisadora do Atopos/USP e do TIDD/PUC-SP
    Mario Alburquerque, sociólogo, consultor e professor da Universidade do Chile
    Mauro Magatti, sociólogo, professor da Universidade Católica de Milão
    Moderação:Ana Paula Couto, jornalista e apresentadora
  • 15h - Mãos Limpas e Lava Jato, relações de força e limitesPalestrantes:Gianni Barbacetto, jornalista, coautor de Operação Mãos Limpas
    Marcelo Muscogliati, subprocurador-geral da República
    Oscar Vilhena, professor de Direito Constitucional e diretor da Direito FGV-SP
    Rodrigo Chemim, procurador do Ministério Público Estadual no Paraná
    Moderação:Denise Frossard, juíza aposentada
  • 17h - EncerramentoPalestrantes:Cristovam Buarque, senador, presidente da Fundação Astrojildo Pereira
    José Aníbal, presidente do Instituto Teotônio Vilela
    Lourdes Sola, professora livre docente, FFLCH-USP
    Moderação:Luiz Carlos Azedo, jornalista e comentarista de política

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Novo capítulo das curiosidades da Câmara

Contrariando as expectativas, nenhum dos 78 projetos pautados nesta quarta-feira, todos de autoria dos vereadores, foi votado na Câmara Municipal de São Paulo. Nem voltarão a ser apreciados nesta semana, pois na prática os trabalhos em plenário estão encerrados.

Na quinta-feira, como de costume, não haverá sessão extraordinária. O presidente da Câmara, vereador Milton Leite (DEM), acompanhará o prefeito João Doria (PSDB) a Buenos Aires, em visita ao presidente Mauricio Macri e ao prefeito da capital argentina. Nova sessão extraordinária apenas na próxima terça-feira, com a mesma pauta adiada de hoje.

Na sessão desta quarta-feira houve uma inversão de pauta, colocando como item nº 1 o antigo item 70: o PL 508/2016, do vereador Reis (PT), que pretende instituir o passe livre para os estudantes de cursinhos comunitários, de cursos técnicos e de cursinhos pré-vestibular nos serviços de transporte coletivo do município. Com a presença de estudantes na galeria se manifestando pela aprovação do projeto, houve um jogo de cena. Um passa-moleque.

Foram 44 vereadores favoráveis à inversão de pauta, possibilitando a discussão do projeto por quase duas horas e criando a expectativa entre os estudantes de que o passe livre seria aprovado, mas apenas 19 parlamentares registraram presença na hora da votação de fato, deixando a proposta pendente, já que o quórum mínimo necessário era de 28 votos. 

Compare os nomes no painel com 44 vereadores favoráveis à inversão e os 19 que efetivamente votaram no projeto: Alfredinho, Antonio Donato, Celso Jatene, Claudio Fonseca, Conte Lopes, Gilberto Nascimento, Eduardo Suplicy, Eduardo Tuma, Juliana Cardoso, Mario Covas Neto, Milton Ferreira, Noemi Nonato, Police Neto, Reis, Rinaldi Digilio, Rute Costa, Samia Bonfim, Soninha Francine e Toninho Vespoli.

Ou seja, de todos os partidos, os únicos com 100% de presença na votação foram o PSOL e o PPS. Do restante, houve ausências em todos os demais partidos, do governista PSDB ao oposicionista PT - que, em tese, defende o passe livre. Mas é sempre bom lembrar que o projeto do petista Reis foi apresentado no ano passado, porém, não avançou na Câmara exatamente porque a gestão do então prefeito Fernando Haddad (PT) não quis. Curioso, não?  (Reproduzido do Câmara Man)

Curiosidades da Câmara Municipal de São Paulo

Fato inusitado relatado pelo Câmara Man: No meio do pacotão de projetos em 1ª votação, Câmara pode homenagear pai de vereador com nome de rua e "desomenagear" pai da aviação Santos Dumont em parque.

Explicando melhor: No meio de um pacotão com 78 itens, a maioria Projetos de Lei (PLs), mas também Projetos de Decreto Legislativo (PDLs) e Projetos de Resolução (PRs) de autoria dos vereadores, chamam especial atenção os quatro únicos Projetos de Lei pautados em 2ª e definitiva votação e que devem ser aprovados simbolicamente nesta quarta-feira, 13 de setembro, pela Câmara Municipal de São Paulo:
PL 288 /2017, do Vereador CAMILO CRISTÓFARO (PSB): Altera a denominação da Rua das Olarias, no Pari, para Rua das Olarias - Coronel Camilo Cristófaro Martins, e dá outras providências.
 PL 407 /2016 , do Vereador PAULO FRANGE (PTB): Revoga em todos os seus termos a lei nº 16.513 de 21/07/2016, e dá outras providências. (Revoga lei que denomina Parque Santos Dumont o parque situado na Rodovia Raposo Tavares, Km 25, Rua Mesopotânia s/n°, retornando sua denominação anterior de "Centro Municipal de Campismo — CEMUCAM")

PL 47 /2017 , do Vereador PAULO FRANGE (PTB): Altera a denominação da UBS JARDIM ICARAI BRASILÂNDIA, localizada à Rua Almyr Dehar nº 201 – para UBS JARDIM ICARAI BRASILÂNDIA – DR. DANIEL ALVES GRANGEIRO e dá outras providências.
PL 569 /2016 , dos Vereadores TONINHO PAIVA (PR) e RODRIGO GOULART (PSD): Denomina Passarela Damião Garcia a passagem elevada para pedestres sobre a Avenida José Pinheiro Borges, tendo nas extremidades as vias de circulação: Rua Joapitanga e Rua Salim Jorge Id, Distrito de Itaquera, Subprefeitura de Itaquera, e dá outras providências.
Ou seja, um vereador (Camilo Cristófaro, do PSB), que dá o nome do próprio pai a uma rua de São Paulo; outro (o médico Paulo Frange, do PTB) que tira o nome de Santos Dumont de um parque, além de renomear uma Unidade Básica de Saúde com o nome de um colega não apenas de profissão na medicina mas também de partido, falecido em novembro do ano passado. E outros dois (Toninho Paiva, do PR, e Rodrigo Goulart, do PSD), integrantes da chamada "bancada corinthiana", nomeiam uma passarela com o nome do empresário dono da Kalunga, notório conselheiro e patrocinador do Corinthians.

Não se discute aqui o mérito dos homenageados nem a legalidade das propostas, apenas o fato inusitado de os parlamentares legislarem em causa própria, seja para dar o nome do próprio pai, de um correligionário partidário ou do patrocinador do seu time, seja para retirar a homenagem feita anteriormente ao "Pai da Aviação" - sendo estes, curiosamente, os únicos projetos selecionados para se tornarem leis diante de tantos assuntos que carecem de algum debate no Legislativo paulistano e após um tempo razoável sem a aprovação de projetos em 2ª e definitiva votação - ainda mais por votação simbólica.

Digamos então que, também simbolicamente, como prioridades selecionadas para serem transformadas em leis no retorno das votações em plenário, não parece ser esta a escolha mais adequada dos nossos representantes na Câmara Municipal de São Paulo diante das expectativas da população. Isso não é um julgamento, é uma impressão. E você, o que acha?

Hebe e Silvio Santos no #ProgramaDiferente



Comemorando a passagem de mais uma data histórica da televisão brasileira, que é a transmissão inaugural da pioneira TV Tupi, em 18 de setembro de 1950, o #ProgramaDiferente homenageia simplesmente o rei e a rainha da TV. Dois comunicadores inigualáveis, com talento e carisma para mobilizar legiões de fãs e milhões de espectadores durante décadas seguidas: Silvio Santos e Hebe Camargo dispensam apresentação. Assista.

Acompanhamos o lançamento das biografias de ambos, entrevistamos os autores dos livros, conversamos com admiradores famosos e relembramos de momentos inesquecíveis de seus programas. Além disso, vamos assistir cenas hilárias do apresentador Silvio Santos em ação e a sua visita à exposição "Silvio Santos Vem Aí", realizada neste ano no MIS (Museu da Imagem e do Som) de São Paulo.

No lançamento da biografia de Hebe Camargo, uma das mulheres mais importantes da história da televisão brasileira e venerada por um público fiel, conversamos com o autor do livro, o jornalista Artur Xexéo, com o filho único da apresentadora, Marcello Camargo, e com uma série de apresentadores e jornalistas que contam como Hebe marcou a carreira de cada um: Adriane Galisteu, Astrid Fontenelle, Leão Lobo, Mara Maravilha, Mama Bruschetta, Leda Nagle e o comediante Castrinho.

Registramos ainda o lançamento oficial do livro "Silvio Santos - A Trajetória do Mito", há semanas na lista dos mais vendidos nas livrarias de todo o Brasil, e entrevistamos com exclusividade o escritor Fernando Morgado, que curiosamente só conheceu Silvio Santos pessoalmente às vésperas do lançamento do livro, convidado para o programa dominical do apresentador. O homenageado aprovou o trabalho, mesmo fazendo questão de afirmar que foi uma biografia não autorizada previamente.

Donos de personalidades marcantes e estórias ricas, polêmicas e controversas, Silvio Santos e Hebe Camargo são personagens que compõem uma dupla mitológica, duas das maiores referências da comunicação no Brasil e no mundo, e que ajudaram a construir e a transformar definitivamente a história da televisão brasileira.

terça-feira, 12 de setembro de 2017

Soninha e Claudio Fonseca: 10 anos de PPS

Há exatamente 10 anos, em setembro de 2007, os dois atuais vereadores do PPS paulistano, Soninha Francine e Claudio Fonseca, estavam se filiando pela primeira vez ao partido, para concorrer nas eleições municipais do ano seguinte: ela, vereadora eleita pelo PT em 2004, para disputar a Prefeitura de São Paulo pelo PPS; ele, ex-vereador do PCdoB eleito em 2000 e que não havia disputado a reeleição em 2004, para retornar à Câmara Municipal.

É com enorme satisfação que registramos este aniversário de 10 anos da presença de ambos no partido, que dignificam cada voto e a confiança depositada. Era uma época efervescente do PPS. Realizamos a Conferência Caio Prado e, no PPS paulistano, além de Soninha e Claudio Fonseca, trouxemos Ronaldo Giovanelli (ex-goleiro, ídolo corinthiano), Lars Grael e lançamos pela primeira vez, publicamente, a tese de transferir o domicílio eleitoral e eleger Roberto Freire por São Paulo - que se concretizaria anos depois.

Sem saudosismo, mas com orgulho, coerência, firmeza e coragem, devemos buscar esse espírito novamente: fazer uma política arejada, propositiva, dinâmica, que motive a militância, honre a nossa identidade e atraia para o partido figuras expressivas da sociedade.

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Todo o nosso apoio à Operação Lava Jato!

Para alguns atores da política, a Operação Lava Jato só era conveniente para derrubar o PT.

Atingido o objetivo nº 1, passaria a valer uma nova ordem: parem as máquinas, recolham-se todos e fica tudo como está...

Trocaram o modelo Sergio Moro pelo Pôncio Pilatos. Querem substituir o padrão "Mãos Limpas" pelas "mãos lavadas".

Ora, ora, isso é ingenuidade, hipocrisia ou sacanagem?

Precisamos falar sobre a Lava Jato. Muita gente por aí, que defendia o trabalho da força-tarefa, passou a atacá-lo. O argumento de fundo são os exageros e trapalhadas de Janot, como se a parte respondesse pelo todo. Ou a "governabilidade"... (argh!)

Mas, reflita, Janot nunca atuou pelo impeachment de Dilma Rousseff, nem mostrou muito empenho em denunciar os esquemas do governo petista, e a Operação Lava Jato não parou por isso. Nem o Brasil.

Por que então justamente o Janot, de saída da PGR, seria o obstáculo agora? Claro que isso é conversa pra Friboi dormir. A Lava Jato independe de Janot, de Joesley ou de Fachin, de PT, PMDB ou PSDB.

Que todos os culpados sejam punidos. Caia quem tiver de cair. Que papo é esse de estimular o fim da caça aos políticos corruptos e mafiosos porque já pegaram nossos adversários prioritários? Ou porque o "Brasil corre risco"? (essa é a mesma retórica petista, nem originalidade possui!)

Vamos endossar a turma que defende os "seus" bandidos? Vamos adotar a prática de ter corrupto de estimação?

Queremos reformas nas estruturas do Estado e na legislação, sim, desejamos garantir a transição, mas também queremos mudar essa casta de políticos com seus métodos arcaicos, antidemocráticos e antirrepublicanos.

Ou vamos nos calar agora? Vamos ser cúmplices daqueles que sempre combatemos? Vamos ser omissos no momento em que a sociedade mais espera ver caras novas na política e faz valer a sua voz?

É um assunto para ser tratado às claras. Quem foge do debate, assim como os candidatos a coveiros da Lava Jato, é porque tem algo a esconder.

domingo, 10 de setembro de 2017

100 anos de Tico-Tico no Fubá no #ProgramaDiferente



A música "Tico-Tico no Fubá" completa 100 anos. O choro composto por Zequinha de Abreu e imortalizado na versão cantada por Carmen Miranda é uma das composições brasileiras mais conhecidas no mundo. O #ProgramaDiferente, da TVFAP.net, registra este centenário. Assista.

Foi apresentada pela primeira vez em um baile na cidade paulista de Santa Rita do Passa Quatro, em 1917, sob o nome de "Tico-Tico no Farelo". Curiosamente, porém, já existia outra canção com aquele título. Recebeu então o nome pela qual ficou mundialmente conhecida 14 anos depois, em 1931, no ano em que foi incluída pela primeira vez em disco, gravado pela Orquestra Colbaz (criada no início da década de 1930, cujo nome fazia referência ao endereço telegráfico da gravadora Columbia no Brasil, com seus estúdios em São Paulo).

Dez anos depois, em 1941, foi gravada pela organista Ethel Smith, que fez grande sucesso internacional, e por Ray Conniff. Em 1942, regravada pela "rainha do chorinho" Ademilde Fonseca, com letra de Eurico Barreiros. O caipira Alvarenga (da dupla Alvarenga e Ranchinho) também fez a sua versão.

Atingiu o ápice de sua popularidade na voz de Carmen Miranda, com letra de Aloísio de Oliveira, gravada em disco em 1945 e apresentada no filme "Copacabana", de 1947, estrelado por Carmen em parceria com o ator e comediante Grouxo Marx.

A partir do sucesso em Hollywood foi trilha sonora de outros filmes no Brasil e nos Estados Unidos, além de tomar os palcos, salões de baile e receber inúmeras versões. De Charlie Parker a Paco de Lucía, passando por versões inesquecíveis de Ney Matogrosso, Zizi Possi, Altamiro Carrilho, Hermeto Pascoal e Sivuca, entre outros, além de orquestras internacionais, com os mais variados ritmos, estilos e instrumentos.

Tem até uma curiosa versão no idioma que se propunha universal, o esperanto, por Aurora Miranda, que a regravou em seu LP "Brazilo Kantas Por Pli Bona Mondo" ("O Brasil Canta Por Um Mundo Melhor"), de 1970, e que circula pela internet com cenas de Aurora no desenho animado "Você já foi à Bahia?" ("The Three Caballeros"), de Walt Disney, produzido em 1944.

Parte da história desta canção e da vida do compositor Zequinha de Abreu foi contada no filme "Tico-Tico no Fubá", de 1952, dirigido por Adolfo Celi e Fernando de Barros na mítica Companhia Vera Cruz, com Ansemo Duarte e Tônia Carrero nos papéis principais. Por isso, cante, dance, cantarole ou assobie com a gente...

sábado, 9 de setembro de 2017

Os 120 anos do pintor Di Cavalcanti e a polêmica, premiada e proibida homenagem póstuma de Glauber Rocha ao amigo no #ProgramaDiferente



Há 120 anos, em 6 de setembro de 1897, no Rio de Janeiro, nascia Emiliano Augusto Cavalcanti de Paula Albuquerque e Melo, ou simplesmente Di Cavalcanti. Pintor, desenhista, ilustrador, muralista e caricaturista, foi um dos mais ilustres nomes do modernismo e militante do Partido Comunista Brasileiro. Morreu em 1976, aos 79 anos de idade, também no Rio de Janeiro.

Há 40 anos, em 1977, o cineasta Glauber Rocha lançava o documentário Di-Glauber, polêmica e premiada homenagem ao amigo Di Cavalcanti, que teve sua exibição proibida pela Justiça a pedido da família do artista, que a considerou desrespeitosa. Antes disso, ganhou o Prêmio Especial do Juri do Festival de Cannes, então presidido pelo cineasta italiano Roberto Rosselini, que morreria dias depois. Apenas em 2004, familiares de Glauber (morto em 1981) disponibilizaram a obra na internet com o subtítulo "Ninguém assistiu ao formidável enterro de sua quimera, somente a ingratidão essa pantera, foi sua companhia inseparável".

A exposição "No subúrbio da modernidade – Di Cavalcanti 120 anos" permanece em cartaz até 22 de janeiro de 2018, na Pinacoteca de São Paulo (Praça da Luz, próximo à Estação Luz da CPTM). A visitação é aberta todos os dias (menos terças-feiras), das 10h00 às 17h30. Os ingressos custam R$ 6 (inteira) e R$ 3 (meia). Crianças com menos de 10 anos e adultos com mais de 60 não pagam. Aos sábados, a entrada é gratuita para todos os visitantes.

O #ProgramaDiferente traz hoje um especial sobre estas duas datas celebradas em 2017: os 120 anos de Di Cavalcanti e os 40 anos do filme proibido de Glauber Rocha. Assista.

quinta-feira, 7 de setembro de 2017

30 anos dos Racionais MC´s no #ProgramaDiferente



O #ProgramaDiferente desta semana é um registro sobre os 30 anos do grupo de rap mais influente do Brasil, composto por Mano Brown, Edi Rock, Ice Blue e KL Jay: o Racionais MC´s. Em 2017 completa também 20 anos do lançamento do disco ‘Sobrevivendo no Inferno’, com sucessos pungentes como ‘Diário de um Detento’, que quebrou tabus na música e na cultura e deu voz como nunca antes ao jovem preto, pobre e favelado.

Tema de uma exposição no Red Bull Music Academy Festival, o quarteto se reuniu para uma rara entrevista ao jornalista André Caramante repassando a história de três décadas destes ícones do rap e do hip-hop nacional. Falaram de tudo: o primeiro encontro, as primeiras músicas, a fama, os problemas, as influências e a ideologia do grupo. Assista.

terça-feira, 5 de setembro de 2017

Homenagem à Rogéria no #ProgramaDiferente



Como homenagem à atriz e cantora Rogéria, que morreu aos 74 anos neste dia 4 de setembro, o #ProgramaDiferente reapresenta uma entrevista exclusiva e também uma reportagem especial sobre o filme "Divinas Divas", que inclusive é um dos pré-concorrentes do Brasil ao Oscar de 2018. 

Dirigido pela atriz Leandra Leal, o documentário retrata com bom humor e sensibilidade a vida de artistas transformistas pioneiras dos anos 60 - Rogéria, Jane Di Castro, Divina Valéria, Camille K, Fujika de Halliday, Eloína dos Leopardos, Brigitte de Búzios e Marquesa - que desafiaram tabus e preconceitos. Assista.

A arte imortal de Ferreira Gullar no #ProgramaDiferente



Multitalentoso, o escritor, poeta, crítico de arte, biógrafo, tradutor, memorialista e ensaísta Ferreira Gullar, ou simplesmente o cidadão José Ribamar Ferreira, maranhense de São Luís, faria 87 anos no próximo dia 10 de setembro. Mas quis o destino que ele partisse num "trem sem destino" há menos de um ano, em 4 de dezembro de 2016. Fica aqui a homenagem do #ProgramaDiferente para este brasileiro genial e inesquecível. Assista.

segunda-feira, 4 de setembro de 2017

O Brasil para inglês ver no #ProgramaDiferente



Antecipando a semana que comemora o Dia da Independência, em 7 de setembro, o #ProgramaDiferente traz o tema "O Brasil para inglês ver". Virou moda: já faz um tempo que autoridades e personalidades brasileiras discutem os problemas sociais, econômicos e políticos do país em universidades e entidades do exterior, principalmente na Inglaterra e nos Estados Unidos, diante de plateias diversificadas. Acompanhamos alguns desses eventos. Afinal, que Brasil é esse que o mundo vê lá de fora?

Você confere trechos de palestras, debates, entrevistas e apresentações no exterior com o prefeito João Doria, o governador Geraldo Alckmin, os ex-ministros Ciro Gomes e Marina Silva, o juiz Sergio Moro, o procurador Rodrigo Janot, os ex-presidentes Lula, Dilma Rousseff e Fernando Henrique Cardoso e um dos fundadores do Movimento Vem Pra Rua, Colin Butterfield.

Também acompanha os youtubers Mark Santos e Cintya Sabino ouvindo de jovens estudantes norte-americanos o que eles conhecem do Brasil: praia, futebol, cidades, pratos típicos, mulheres... Vale a pena conhecer a imagem do Brasil e dos brasileiros lá fora. Tudo com muito bom humor. Assista.

sábado, 2 de setembro de 2017

Hoje é sábado: É dia de Chacrinha!



Alô, atenção, o #ProgramaDiferente registra o centenário de nascimento de um dos maiores comunicadores da história do Brasil: Chacrinha. O velho guerreiro Abelardo Barbosa nasceu em 30 de setembro de 1917 e fez sucesso por mais de 40 anos no rádio e na televisão. Em 2018, 30 anos depois de ter mandado "aquele abraço" e ido "balançar a pança" do lado de lá, será tema de samba enredo no carnaval do Rio de Janeiro. Quem não se comunica, se trumbica! Assista!

Aqui você relembra momentos que ficaram na memória afetiva de todo o Brasil, as frases marcantes, os calouros, os jurados, as chacretes, as marchinhas, os cantores e os grupos musicais mais populares do país no palco do "Cassino do Chacrinha", que alegrava as tardes de sábado na TV.

Você conhece ainda cenas pouco vistas do filme "Na Onda do Iê-iê-iê", onde Chacrinha encena seu programa de calouros "A Hora da Buzina", exibido na TV Excelsior, em 1965. Revê uma homenagem inesquecível na impressionante e apaixonada interpretação do ator Stepan Nercessian, o depoimento de artistas e admiradores famosos, momentos incríveis e emocionantes ao lado de Roberto Carlos, Fabio Jr. e até de Silvio Santos. Roda, roda, roda e avisa...

sexta-feira, 1 de setembro de 2017

Qual é a sua peça no tabuleiro eleitoral para 2018?

Faltando pouco mais de um ano para as eleições presidenciais e mesmo sem termos a certeza de quem entrará de fato no jogo, as peças já estão dispostas no tabuleiro, os estrategistas políticos começam a traçar seus planos e alguns partidos se lançam em disputas fratricidas.

Em 2018, teremos ao menos três campos antagonistas: além da velha polarização pró-PT e anti-PT revisitada (que assistimos desde a redemocratização, em 1989, e já foi protagonizada por Lula e Dilma, de um lado, e do outro por Collor, FHC, Serra, Alckmin e Aécio), existe uma tentativa de reagrupamento, dentro de toda a sua heterogeneidade, do chamado centro democrático.

Sempre se buscou uma terceira via - e nomes como Marina Silva, Ciro Gomes, Eduardo Jorge, Anthony Garotinho e Cristovam Buarque, em épocas diferentes, tentaram se viabilizar para quebrar a polarização mais tradicional, que se repete nacionalmente desde 1994, entre PT e PSDB. Também surgiram figuras como Heloísa Helena, Plinio de Arruda Sampaio e Luciana Genro, todos pelo PSOL, à esquerda, ou Fernando Collor, Enéas Carneiro e mais recentemente Jair Bolsonaro, à direita, para quebrar essa espécie de bipartidarismo ocasional brasileiro.

Collor teve sucesso (eleitoral) - e foi um fracasso (ético e governamental). Quebrando a regra, ascendeu o sempre governista PMDB, primeiro com Itamar Franco e agora com Michel Temer, os dois vices que herdaram a Presidência com o impeachment dos respectivos titulares. Francamente, a temeridade (perdoe o duplo trocadilho involuntário) é que o agravamento da crise e o descrédito do brasileiro com a política e os políticos nos leve em 2018 para alguma saída extremada.

Daí essa busca frenética em torno de um nome que represente uma alternativa de centro aos líderes das sondagens até o momento: Lula e Bolsonaro. Para o lulismo, qualquer outro candidato que não o próprio guru é sinônimo de derrota. Tentam fazer de Fernando Haddad um herdeiro aglutinador das esquerdas e da classe média, tarefa que o ex-prefeito não conseguiu cumprir nem mesmo em São Paulo, onde perdeu no 1º turno para João Doria - este sim bem sucedido, no sentido inverso, da classe média à direita, e um candidato verdadeiramente promissor.

Mas, como nem tudo é perfeito, o nome de João Doria - desejado por nove entre dez partidos - enfrenta resistência doméstica: se confirmar prematuramente o interesse de ser presidenciável, será fatalmente apontado como traidor do padrinho político, o governador Geraldo Alckmin, que hoje é o primeiro da fila no PSDB, embora novos abalos sísmicos no ninho tucano possam mudar tudo a qualquer momento (e Aécio, Tasso, Marconi, Serra, Aloysio e FHC seguem se movimentando).

O cenário ideal para o "gestor" João Doria e seus aliados, incluindo aí os partidos que se consorciaram pelo impeachment de Dilma Rousseff e para o governo interino de Michel Temer, é que as pesquisas demonstrem por A + B que o atual prefeito de São Paulo, craque no marketing pessoal e articulador habilidoso, é a bola da vez para chegar à Presidência nesse contexto de busca do brasileiro por novos paradigmas.

Considere-se ainda a hipótese improvável (mas nunca impossível) de racha entre Alckmin e João Doria, com um deles deixando o PSDB para ser candidato por outro partido (PMDB, DEM, PSD, PSB, NOVO etc. já se declararam de portas abertas). Causaria estrago considerável, inclusive porque racharia também os partidos que apoiam os tucanos na Prefeitura e no Governo do Estado de São Paulo. Imagine o momento de escolher entre um e outro?

Enfim, avaliando o quadro atual, parece que João Doria reuniria em torno de si a maior coligação partidária, seguido por Geraldo Alckmin. Um dos dois seria, portanto, o nome que se busca consolidar como candidato do tal centro democrático. Fora isso parece não haver outra opção com semelhante potencial agregador. Ou há? Quem?

A Rede Sustentabilidade virá com Marina Silva e se empenha na construção de uma chapa com alguma figura proeminente do Judiciário para vice (o nome dos sonhos parece ser Joaquim Barbosa). Pelo PDT, Ciro Gomes tenta se colocar como plano B das esquerdas e do lulismo. Não inspira confiança. O DEM tem o senador Ronaldo Caiado, o prefeito ACM Neto, o ministro Mendonça Filho e o presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia. O PSD de Gilberto Kassab lembra que tem na manga Henrique Meirelles. O Podemos (ex-PTN) tem o senador Álvaro Dias. O PV fala em Fernando Gabeira e Eduardo Jorge. No PPS a base ensaia lançar Cristovam Buarque, para desgosto da cúpula. O PSOL virá de Chico Alencar. O Partido Novo...

A verdade é que tirando Lula e Bolsonaro nos extremos mais tradicionais da política, Doria ou Alckmin pelo centro e Marina correndo por fora, apenas uma novidade do porte do juiz Sergio Moro ou do apresentador Luciano Huck poderia embaralhar as peças do tabuleiro eleitoral. O resto serão candidaturas para marcar posição ou para ajudar suas legendas na superação da cláusula de barreira e na eleição de uma bancada mais significativa de deputados.

O detalhe revelador é que as discussões para 2018 se resumem a nomes. Nada de proposta concreta e objetiva para enfrentar a crise e transformar para melhor a realidade do país vem merecendo espaço na mídia e nos partidos. Ficamos na fulanização e nas generalidades. E você, deseja um Brasil diferente? Já tem candidato? Apostaria em quem para a Presidência da República a partir de 1º de janeiro de 2019?

Mauricio Huertas, jornalista, é secretário de Comunicação do PPS/SP, diretor da Fundação Astrojildo Pereira (FAP) e apresentador do #ProgramaDiferente

quinta-feira, 31 de agosto de 2017

Informação e transparência marcam os mandatos dos vereadores do PPS, Soninha e Claudio Fonseca



Os vereadores do PPS paulistano, Soninha Francine e Claudio Fonseca, prestam contas dos seus mandatos diariamente. Com vídeos, relatos e postagens direto do plenário e das comissões internas na Câmara Municipal de São Paulo, o eleitor acompanha online a atuação dos parlamentares.

Por exemplo, nesta quarta-feira, 30 de agosto, ambos relataram os acontecimentos da audiência pública sobre alimentação escolar, as manobras na Comissão de Constituição e Justiça, e também a votação do projeto de concessão do Pacaembu.

Veja um resumo em vídeo do que ambos falaram. Acompanhe também as páginas no facebook de Claudio Fonseca e Soninha Francine, assim como o Câmara Man, o Blog do PPS, o Blog da Liderança, o "personagem" Pedro Álvares Cabral e o #ProgramaDiferente, além de facebook e twitter do PPS de São Paulo.

Informação e transparência são a base essencial da democracia e a melhor ferramenta para fiscalização do eleitor.

Câmara Municipal aprova privatização do Pacaembu

A Câmara Municipal de São Paulo aprovou na noite desta quarta-feira, 30 de agosto, o substitutivo do Executivo ao PL 364 /2017,  que disciplina a concessão do complexo composto pelo Estádio Municipal Paulo Machado de Carvalho e por seu centro poliesportivo, ambos localizados no bairro do Pacaembu, a ser realizada no âmbito do Plano Municipal de Desestatização (PMD) do prefeito João Doria (PSDB). Os demais projetos da ordem do dia, de autoria dos vereadores, foram adiados para a quinta-feira.

quarta-feira, 30 de agosto de 2017

Falta de quorum adia privatização do Pacaembu

Deu no Câmara Man: Mesmo sob marcação cerrada de dois secretários do prefeito João Doria, o de Esportes, Jorge Damião, e o de Relações Institucionais, Milton Flávio, não houve quorum para aprovar em segunda e definitiva votação o projeto de privatização do Pacaembu.

Resistentes a dar presença no início, alguns vereadores do chamado "centrinho" acabaram cedendo, como o vereador Eduardo Tuma (PSDB), que ironizou que passaria a votar com o governo "para deixar todos felizes". 

"Agora virei governista", chegou a declarar o tucano que é vice-presidente da Câmara e vem liderando o grupo "rebelde". Ele teve uma conversa com Milton Flavio no plenário.

A oposição reclama que inexiste qualquer detalhamento sobre a proposta de privatização, o que inviabilizaria o apoio - se bem que o tema já era debatido e teve projeto semelhante apresentado na gestão do ex-prefeito Fernando Haddad (PT).

O assunto retorna à pauta da Câmara Municipal de São Paulo nesta quarta-feira.

terça-feira, 29 de agosto de 2017

Uma curiosidade que a imprensa esqueceu: há menos de um ano, o vereador Gilberto Natalini foi relator de CPI que deveria investigar "erros grotescos" que ele hoje denuncia em processos ambientais

O vereador Gilberto Natalini (PV), ao ser demitido da Secretaria do Verde e do Meio Ambiente pelo prefeito João Doria (PSDB), conta que denunciou 'erros grotescos' em processos ambientais, o que teria motivado uma investigação da Controladoria Geral do Município que resultou na demissão de sete funcionários comissionados e ao menos 19 transferências.

A partir dessa declaração e da especulação sobre as causas que envolvem a exoneração do secretário e da própria controladora, Laura Mendes, a imprensa e alguns vereadores têm cobrado a instalação de uma CPI na Câmara Municipal de São Paulo para investigar possíveis ilegalidades no cumprimento da legislação ambiental e essa relação promíscua entre o poder público e a iniciativa privada, principalmente no setor de obras e grandes empreendimentos imobiliários.

O que todo mundo parece ter esquecido, porém, é que há menos de um ano o próprio Gilberto Natalini foi o relator de uma CPI que funcionou na Câmara para investigar exatamente as supostas irregularidades na gestão ambiental e no cumprimento dos TCAs (Termos de Compromisso Ambiental) entre a Prefeitura e as empresas causadoras de impactos ambientais.

A CPI foi instaurada em março de 2016 e o relatório final das apurações foi entregue e aprovado no dia 30 de novembro. Segundo declaração do relator na época, vereador Gilberto Natalini, a CPI "teve um caráter menos investigativo e mais de estudo. Nós temos um monte de problemas a serem melhorados, como as legislações estadual e federal. Prevemos uma série de questões de arborização e de transparência".

Anexo ao relatório, a comissão encaminhou uma proposta de projeto de lei que seria estudada pelo Executivo, num compromisso assumido pelo então prefeito Fernando Haddad (PT), para retornar posteriormente à Câmara para votação. O presidente da CPI, vereador Ricardo Young (Rede), destacou a medida como "um dos poucos casos da Casa em que uma CPI resulta num ordenamento jurídico".

Ele também afirmou que "o grande problema da compensação é que ela não acontece porque é tão complexa que estamos perdendo áreas verdes que não estão sendo compensadas ou regeneradas. Mergulhamos no problema, aprofundamos nas razões porque isso ocorreu".

Porém, pelas atuais denúncias de Natalini, parece que nada foi feito para reparar os erros constatados pela CPI. Ao contrário, os problemas se intensificaram. Em ofício enviado no dia 3 de agosto à Controladoria Geral do Município, o então secretário levanta suspeitas contra diretores e técnicos da Secretaria. 

"Havia rumores de que atos não republicanos eram realizados por técnicos da Secretaria do Verde e do Meio Ambiente", afirma Natalini. "Os despachos que eram elaborados pelos diretores das áreas vulneráveis; muitas vezes solicitei que fossem refeitos, pois havia erros grotescos em relação a compensação ambiental".

O secretário também estranhou o fato que as empresas se dirigiam diretamente aos técnicos. “Onde tinham atendimento diferenciado, enfim, as ações eram obscuras e frágeis", aponta Natalini.

Como resultado imediato dessa investigação, sete funcionários comissionados foram demitidos, nove efetivos foram transferidos para outra pasta e dez efetivos foram transferidos internamente. Segundo o secretário municipal de Justiça, Anderson Pomini, além das demissões, a Secretaria do Verde passou por mudanças estruturais e implementou novos procedimentos após a auditoria da controladoria.

Mas parece que muita coisa ainda precisa ser apurada neste setor, inclusive os verdadeiros motivos do afastamento do secretário e da controladora. Cabe acompanhar como a Prefeitura e a Câmara vão agir para investigar as denúncias e punir os envolvidos nos esquemas irregulares.

Quem perde, sempre, é a população - com o afrouxamento da legislação ambiental, o descumprimento dos termos de compensação, o aumento dos níveis de poluição e consequentemente a piora da qualidade de vida. (Câmara Man)

segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Moda, beleza e diversidade no #ProgramaDiferente



O #ProgramaDiferente desta semana trata de moda, beleza e diversidade. Acompanhamos os 20 anos da Casa de Criadores, iniciativa quase despretensiosa de revelar novos estilistas e que se transformou num evento prestigiado da chamada economia criativa. O tom deste ano é bastante politizado, refletindo o atual momento do Brasil. Negros, trans, drags, gordos quebrando tabus e preconceitos. O que é moda, afinal? E, seguindo a poesia de Vinícius de Moraes, será que beleza é fundamental?

Com destaque para a participação da drag, cantora e performer Pabllo Vittar, da rapper mirim MC Soffia, do estilista e apresentador de TV Dudu Bertholini, do secretário de Desenvolvimento Social do Estado, Floriano Pesaro, e do idealizador da Casa de Criadores, André Hidalgo, entre outros estilistas, modelos, influenciadores digitais e artistas como Linn da Quebrada, Tássia Reis e Rincón Sapiência, o programa mostra que ter estilo, atitude e personalidade é o que está verdadeiramente na moda. Assista.

sábado, 26 de agosto de 2017

Uma construção coletiva, viável e sensata para 2018



O senador Cristovam Buarque é um político diferenciado, uma reserva moral, um sujeito boa praça (como se dizia no tempo em que os professores ainda eram respeitados), um patrimônio humano para qualquer partido. Parece clichê dizer tudo isso, mas é importante ressaltar as qualidades verdadeiras de um homem público diante da falência do atual sistema eleitoral e de tamanha incredulidade do brasileiro diante de seus representantes.

No PPS há apenas um ano e meio, desde fevereiro de 2016, brinda-nos com a sua retidão, coerência, honestidade e o compromisso prioritário e essencial com a educação. Assim como o PPS, ele rompeu com o PT no início do primeiro mandato do presidente Lula, depois de ter sido demitido do ministério por não corresponder às expectativas daquele governo que gestava o mensalão. Era, na opinião de Lula, muito "acadêmico" (um óbvio defeito para um presidente iletrado) e tinha pouco traquejo político para atender a coalizão que bancaria o lulismo no poder. Autoexplicativo.

Foi para o PDT, então na oposição (lembremos que o partido, junto com o PTB e o PPS, apoiou Ciro Gomes em 2002 e lançaria o próprio Cristovam a presidente em 2006). Reelegeu-se senador em 2010. Honra este mandato e o histórico combativo desde a política estudantil, a probidade como ex-governador do Distrito Federal (onde todos os antecessores e sucessores foram condenados pela Justiça) e a paternidade do Bolsa-Escola, solução simples e eficiente para promover a inclusão social.

Em meio ao Fla-Flu que tomou conta das redes sociais e das rodas políticas, passou a ser atacado por patrulheiros esquerdopatas e milicianos uniformizados como traidor da causa. Deve ser, de fato, pois não aceitou se tornar cúmplice do assalto aos cofres públicos e da institucionalização dos esquemas de corrupção promovidos nos últimos 13 anos com Lula e Dilma - fato inaceitável para a ética de conveniência dos antigos companheiros.

Tachado de golpista pela escória petista envolvida na Lava Jato e de esquerdista (como xingamento) pelos setores mais reacionários e avessos à política como vocação necessária para exercer a democracia e cuidar da "res publica", Cristovam Buarque não perde a serenidade, a simplicidade e a didática do bom educador. Aliás, um aprendizado que o autor deste texto, como jornalista, também compartilha: enquanto seguir contrariando interesses mesquinhos à direita e à esquerda, Cristovam estará caminhando no passo certo, com isenção, equilíbrio e senso de justiça.

Pois agora há no PPS um movimento em prol da candidatura de Cristovam Buarque para a Presidência da República em 2018. Nada que devesse surpreender, pois já havia esses rumores desde a sua filiação, e é natural que cada sigla apresente seus melhores quadros. “Nem eu vou para um partido com a exigência de ser candidato, nem quero que o PPS me obrigue a concorrer ao Palácio do Planalto”, afirmou na época, ciente de ser um nome cogitado e qualificado.

É justamente no diálogo com os demais partidos e expressões da sociedade responsáveis pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff e comprometidos com a transição democrática e a estabilidade republicana até (e após) a eleição de 2018 que a apresentação do nome de Cristovam Buarque tem a sua maior importância. Não como imposição, mas como alternativa.

Bem disse Roberto Freire na chegada do senador: o PPS se sente honrado de tê-lo no partido e a sua vinda significava um alento para a luta dos setores democráticos no país. “É um reencontro, como sempre, no campo democrático e progressista, de uma esquerda que tem profundo respeito às pessoas, de profunda fraternidade e, portanto, uma esquerda que merece ter futuro”, afirmou Freire.

“Precisamos reatualizar a maneira de fazer política com um partido capaz de sintonizar-se com a realidade do mundo de hoje. Venho aqui como um soldado dessa luta, como um soldado que deseja dar essa contribuição. A minha missão aqui é ajudar um partido que tem história no momento em que o Brasil precisa de uma formulação para o futuro”, concordou Cristovam.

“Fiz a opção de ir para o PPS para continuar minha luta, carregando as minhas bandeiras, que trago desde os 18, 20 anos, quando, junto com o próprio Roberto Freire, em Pernambuco, carregávamos a bandeira do socialismo e da democracia.”

O presidente local do PPS-DF, Chico Andrade, endossou: “O partido se sente honrado com a filiação de Cristovam”. Segundo ele, a chegada do senador abria a perspectiva da “efetiva construção de uma alternativa política limpa e livre dos malfeitos morais e políticos que sacodem a República”. Diga-se que isso valia (e vale) para o Distrito Federal e para o Brasil, seja com Cristovam candidato a senador, governador ou presidente.

E por que eu faço todas essas citações? Porque é fundamental, neste momento de tensionamento pré-congressual partidário, resgatar o histórico dos acontecimentos e recolocar as coisas nos seus devidos lugares. Nem permitir o açodamento de uma candidatura própria a qualquer custo, sem relevância no atual contexto social e político, nem, por outro lado, o cerceamento de uma construção que flui do desejo legítimo da militância e de uma demanda popular por uma política ressignificada e requalificada, que nos represente de fato no cenário de 2018.

Buscar uma candidatura própria não é novidade no PPS. Antes mesmo da sua fundação, nas eleições presidenciais de 1989, mas já sobre as bases do que se constituiria no pós-PCB em 1992, com a emblemática campanha de Roberto Freire, e posteriormente com as sucessivas candidaturas de Ciro Gomes em 1998 e 2002, o PPS não se esquivou do protagonismo democrático, mesmo reconhecendo as suas limitações eleitorais.

Também não se omitiu quando foi necessário compor com outras forças políticas - de Lula no 2º turno de 1989, no 1º turno de 1994 e novamente no 2º turno de 2002, passando pelos tucanos Alckmin e Serra em 2006 e 2010, por Eduardo Campos e finalmente Marina Silva em 2014. O PPS tem consciência do seu tamanho, da sua história e das suas responsabilidades. Mas não pode e não deve ignorar a desarrumação geral e a crise enfrentada pelos demais partidos, o que dificulta o consenso em torno de qualquer opção de centro, a aposta certeira entre os extremos indesejáveis que polarizam as primeiras sondagens presidenciais.

Para as eleições de 2018, o caminho deve estar livre e o diálogo destravado para que o conjunto partidário decida o que é mais sensato, viável e pertinente diante desta conjuntura caótica e de suas consequências ainda incalculáveis, com todas as suas implicações éticas, políticas, econômicas, sociais e comportamentais para o novo Brasil que desejamos erguer diante dos escombros das velhas estruturas. Já sabemos o que não queremos. Vamos descobrir o que nos une.

Mauricio Huertas, jornalista, é secretário de Comunicação do PPS/SP, diretor da Fundação Astrojildo Pereira (FAP) e apresentador do #ProgramaDiferente

sexta-feira, 25 de agosto de 2017

Debate: "Caminhos da Esquerda", livro de Ruy Fausto



O #ProgramaDiferente, da TVFAP.net, exibe a íntegra de um debate sobre o livro "Caminhos da Esquerda", uma promoção conjunta da Folha de S.Paulo, da Livraria Cultura e da Companhia das Letras. Participam do bate-papo com o autor, o filósofo Ruy Fausto, professor emérito da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (FFLCH-USP), o sociólogo Celso Rocha de Barros e o economista Samuel Pessôa, com mediação do jornalista Marcelo Coelho (veja nos links textos exclusivos de cada participante sobre o livro em debate)Assista.

Para o autor, a condição atual da esquerda é a de um homem perdido na floresta: é preciso encontrar uma saída. A partir dessa constatação, ele empreende um rigoroso balanço crítico da experiência histórica da esquerda, com foco no Brasil, mas sem perder de vista o contexto internacional. Ao esforço crítico e à visão pessoal do filósofo Ruy Fausto, soma-se a sua tentativa de propor elementos para reconstruir um projeto ao mesmo tempo democrático, anticapitalista, antipopulista e com consciência ecológica.

O livro "Caminhos da Esquerda" tem como base um texto publicado na revista piauí, em outubro de 2016, e que provocou extenso debate com interlocutores de todos os espectros políticos - o que, para a editora, foi a prova definitiva da argúcia e solidez da reflexão de Ruy Fausto, e da necessidade de discussão pública qualificada em tempos marcados pela intolerância e pela fragilização da institucionalidade democrática.

quarta-feira, 23 de agosto de 2017

Semana perdida na Câmara Municipal de São Paulo, após banquete de 37 vereadores na casa do prefeito João Doria: decisão sobre CPIs e sessões extraordinárias são adiadas para a próxima semana

Em clima de uma siesta prolongada desde sábado, quando 37 vereadores se reuniram para um banquete na casa do prefeito João Doria (PSDB), a Câmara Municipal de São Paulo tem um semana completamente perdida: além de não ter sido nem publicada a pauta de sessões extraordinárias (onde ocorrem votações e discussões de projetos), na terça e na quarta não houve quorum nem sequer para abrir a sessão ordinária (onde acontecem os pronunciamentos dos parlamentares), o que é incomum.

As sessões de quinta-feira foram canceladas porque o plenário foi requisitado pela CPI dos Grandes Devedores. Para a próxima semana, a intenção do presidente da Câmara, vereador Milton Leite (DEM), é pautar projetos do Executivo e fazer uma nova rodada de projetos de autoria dos vereadores para serem aprovados por votação simbólica.

Também uma nova CPI deve ser aprovada. Ou até duas, como já se cogita. Não há consenso sobre os temas, embora a chamada "Máfia da Lei da Cidade Limpa" seja o assunto mais recorrente. Outra CPI "favorita" é a que investiga os convênios na Educação, proposta pelo vereador Claudio Fonseca (PPS). Qualquer decisão, porém, está adiada para a próxima terça-feira. Foi a única coisa que se decidiu nesta semana. (Câmara Man)

A transição pós-PT, o presidencialismo de cooptação e as penas que voam no ninho tucano

Não chega a espantar toda a polêmica e o stress causado pela mais recente propaganda partidária do PSDB, mencionando genericamente os erros que a legenda teria cometido (sem, contudo, listá-los) e criticando o "presidencialismo de cooptação" - que, segundo o programa tucano, neste momento em que é preciso pensar no país, deveria ser substituído pelo parlamentarismo.

Quem acompanha o dia-a-dia da política sabe da divisão partidária existente entre os defensores e partícipes do governo do presidente Michel Temer contra aqueles que cobram o desembarque e a coerência de continuar se opondo aos desmandos e esquemas ilícitos que apenas mudaram de mãos com a troca de mandatário no mesmíssimo consórcio do poder instalado em Brasília.

A crise interna do PSDB é, em maior ou menor grau, reprodução da crise da política e da democracia brasileira, com seus reflexos nos partidos, nas instituições e em toda a sociedade organizada. A realidade opõe quem defende fazer a transição pós-PT dentro deste governo, fechando os olhos e tapando o nariz para a má companhia ocasional, como se os fins justificassem os meios, àqueles que consideram absurdo e inaceitável servir de base de sustentação para os cúmplices de Lula e Dilma por 13 anos, igualmente implicados nas investigações da força-tarefa do Ministério Público, da Polícia Federal, do Judiciário e da Procuradoria-Geral da República.

Uma coisa é certa: do lado de cá, consideramos o petismo águas passadas e queremos avançar. A divergência é sobre como (e com quem) proceder essa transição. Do lado de lá, prossegue a retórica do golpe e o discurso do vitimismo, na tentativa desesperada de sobrevivência após a avalanche de denúncias, delações e condenações. No meio há um fosso enorme aberto pela Operação Lava Jato, que deve servir exatamente para separar os dois lados: e quem, pelos mais inconfessáveis interesses, quiser dar as mãos ao lado oposto para se salvar mutuamente, que afunde solidário, mas não nos puxe junto.

Isso posto, registrado o nosso apoio incondicional à Lava Jato e à punição exemplar de todos os envolvidos em irregularidades, estejam eles no PT, no PMDB, no PSDB ou na "pqp", voltemos à polêmica da propaganda tucana. Primeiro, uma constatação sobre o formato: o programa feito todo (e apenas) por atores reforça a aversão à política. Passa um atestado da falência da nossa democracia representativa e da miséria dos partidos. Isso é bom? É desejável?

O PSDB afirma e reafirma: Errou! - e a mensagem repetida é a que fica, afinal. "Está na hora de pensar no país", o programa também repete. Então quer dizer que até agora não pensava? (Hmmmm) Houve ruído para fora e para dentro. Voou pena para todo lado. A peça produzida pelo publicitário Einhart Jacome da Paz - conhecido no meio político como cunhado e marqueteiro de Ciro Gomes nas suas incursões como candidato a presidente em 1998 e 2002, antes disso de FHC em 1994, e depois de Lula no 2º turno de 2002 - parece tão confusa e errante quanto o seu currículo profissional.

Diante disso tudo, a defesa do parlamentarismo soa frágil, como tábua de salvação dos políticos tucanos que foram escondidos no seu próprio programa. Há um vácuo entre a intenção da mensagem emitida e a percepção real do eleitor. Como comunicação isso é ruim. Muito ruim. Parece que o estrago que o PT fez à esquerda, o PSDB pode estar fazendo ao parlamentarismo. Tudo porque o discurso não combina com a ação. Não passa credibilidade.

O termo "presidencialismo de cooptação", que usamos há tempos em outros artigos por aqui e agora tanto desagrada os "players" do governo, incomoda exatamente porque coloca o dedo na ferida. Os cifrões nos olhos dos bonequinhos que representam os deputados na ilustração animada do PSDB indicam uma realidade que os mais pragmáticos preferiam omitir. O sistema político-partidário está falido, nossos partidos agonizam e as velhas lideranças batem cabeça. O passado resiste a partir e o futuro demora a chegar. Então, como agir neste momento? As mudanças se impõem. Mãos à obra.

Mauricio Huertas, jornalista, é secretário de comunicação do PPS/SP, diretor executivo da FAP (Fundação Astrojildo Pereira) e apresentador do #ProgramaDiferente

terça-feira, 22 de agosto de 2017

#ProgramaDiferente antenado às pautas do dia: reforma política, parlamentarismo, movimentos à direita e à esquerda, combate à corrupção... Assista!

Todos os assuntos que estão na pauta do dia (reforma política, parlamentarismo, movimentos sociais, combate à corrupção etc.) também estão em pauta no #ProgramaDiferente, da TVFAP.net, e isso não é de agora! São temas recorrentes dos nossos debates, matérias e entrevistas desde a estreia da primeira temporada, há três anos.

Quer refletir sobre as melhores propostas para uma reforma política de fato? Veja aqui. Quer entender melhor o sistema parlamentarista? Assista. É contra essa "propinocracia" à brasileira? Nós também! Quer saber o que pensa o juiz Sergio Moro ou o que motiva o promotor Deltan Dalagnol? Vem!

Quer compreender as posições da ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal, ou entender as intenções do procurador-geral da República, Rodrigo Janot? Encontre aqui! Está interessado num debate mais aprofundado sobre a suposta morte do socialismo ou sobre o presente e o futuro da esquerda? Aqui tem!

Você conheceu aqui, em primeira mão, a pauta de movimentos como o MBL (Movimento Brasil Livre) e o Vem Pra Rua. Ouviu seus principais representantes, como Kim Kataguiri, Fernando Holiday e Rogerio Chequer. Acompanhou todo o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff, desde as primeiras manifestações. Presenciou os deputados lavarem as mãos sobre as investigações contra o presidente Michel Temer. Viu as contradições de Lula, assim como as versões apresentadas em sua defesa. O mesmo ocorreu com os atos pró e contra Dilma. Mas se preferir ouvir FHCtem aqui também!

Ou seja, no #ProgramaDiferente, da TVFAP.net, você conhece os fatos, ouve diversas opiniões, filtra as informações e tira as suas próprias conclusões. Ouça, veja, pense, reflita e aja diferente!