sábado, 18 de novembro de 2017

2013-2018: Nos cinco anos dos movimentos pela renovação da política, o Brasil fará o teste nas urnas



O ano de 2018 será fundamental para testarmos na prática a renovação da política, o aprimoramento das instituições republicanas e a atualização dos instrumentos democráticos, teses que surgiram com força descomunal a partir das já históricas manifestações populares de junho de 2013. Nem parece, mas terão se passado mais de cinco anos quando o brasileiro que foi às ruas voltar às urnas para votar para presidente, senadores, deputado federal, deputado estadual e governador no próximo dia 7 de outubro.

O #ProgramaDiferente acompanhou cada um destes movimentos e seus personagens, desde as mobilizações espontâneas contra o aumento das tarifas de transporte até os mais recentes agrupamentos surgidos com fins eleitorais, passando pelas manifestações favoráveis e contrárias ao impeachment da presidente Dilma Rousseff e posteriormente os protestos pelo #ForaTemer.

Aqui fazemos um registro temporal destes cinco anos dos movimentos que defendem uma nova forma de fazer política. Das aparições pioneiras do MBL - Movimento Brasil Livre e do Vem Pra Rua aos mais recentes, como o Agora, o Acredito e o Renova Brasil, com vistas a influenciar o processo eleitoral de 2018 e tendo como protagonistas cidadãos das mais diversas origens, mas todos chegando de fora do meio político-partidário com a expectativa de mudar o país para melhor. Assista.


Veja outros momentos históricos dos movimentos pela renovação da política que foram exibidos em primeira mão pelo #ProgramaDiferente:

Tem #ProgramaDiferente na #ViradaPolítica

#ProgramaDiferente: Afinal, Luciano Huck vai ser candidato em 2018? O que dizem os movimentos políticos ligados ao apresentador?

Um ano do prefeito e presidenciável João Doria no #ProgramaDiferente

Exclusivo: Prefeito João Doria fala abertamente como candidato a Presidente da República em 2018 no #ProgramaDiferente

#ProgramaDiferente: Líder do MTST, Guilherme Boulos é presidenciável?

#ProgramaDiferente antenado às pautas do dia: reforma política, parlamentarismo, movimentos à direita e à esquerda, combate à corrupção... Assista!

Campanha em defesa de Lula parte para o ataque contra o juiz Sergio Moro, enquanto a Operação Lava Jato fecha o cerco contra o ex-presidente

O be-a-bá da oratória e do populismo de Lula no #ProgramaDiferente

Relembre no #ProgramaDiferente a campanha das #DiretasJá da década de 80 e compare com o movimento atual contra o impeachment

O princípio do fim: o julgamento do impeachment da presidente Dilma Rousseff no Senado Federal e a piada do golpe na Casa de Portugal

#ProgramaDiferente: os dois lados de uma crise política sem precedentes

Especial: Meia hora com o #ProgramaDiferente no ato de 20 de agosto

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Escola Sem Partido: o que se salva além do Fla-Flu?



Acompanhamos um debate com torcidas bem divididas e sobre um tema extremamente polêmico, controvertido e atual (embora pareça coisa do século passado) ocorrido na Câmara Municipal de São Paulo nesta quinta-feira, 16 de novembro: a chamada "Escola sem Partido". Assista aqui alguns dos momentos mais quentes da discussão e, na sequência, a íntegra do debate transmitido ao vivo nas redes sociais (inclusive as falhas no áudio são da transmissão original da Câmara Municipal).

De um lado, representantes do movimento estudantil tradicional (UNE, União Nacional dos Estudantes; e UPES, União Paulista dos Estudantes Secundaristas). Do outro, integrantes do MBL (Movimento Brasil Livre), defensores do Projeto de Lei 222/2017, de autoria do vereador paulistano Fernando Holiday (DEM), que propõe basicamente a "neutralidade política, ideológica e religiosa do Estado".

O debate foi conduzido pelo próprio autor do projeto, que também é presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente. Participaram, além de Fernando Holiday, o vereador Alfredinho (PT); Carina Vitral, presidente da UJS (União da Juventude Socialista) e ex-presidente da UNE; Arthur do Val, youtuber do MBL e do canal Mamãefalei; Kim Kataguiri, líder nacional do MBL; e Emerson Santos, o Catatau, presidente da UPES.

O projeto "Escola Sem Partido", se aprovado, determina que "o Poder Público não se imiscuirá na orientação sexual dos alunos nem permitirá qualquer prática capaz de comprometer o desenvolvimento de sua personalidade em harmonia com a respectiva identidade biológica de sexo, sendo vedada, especialmente, a aplicação dos postulados da teoria ou ideologia de gênero".

 Na sala de aula, no exercício de suas funções, decreta que o professor "não se aproveitará da audiência cativa dos alunos para promover os seus próprios interesses, opiniões, concepções ou preferências ideológicas, religiosas, morais, políticas e partidárias; não favorecerá nem prejudicará ou constrangerá os alunos em razão de suas convicções políticas, ideológicas, morais ou religiosas, ou da falta delas."

Ufa! No sábado passado, o programa Zorra Total, da Rede Globo, fez uma esquete ironizando o Movimento Escola Sem Partido (assista). A cena se passa em uma escola pública onde uma professora (Maria Clara Gueiros) apresentava um problema básico de matemática até ser interrompida por um vereador (Otávio Müller), que a acusa de estar "doutrinando" os alunos com uma "ideologia esquerdista".

A voz, a vida e a poesia de Conceição Evaristo: Consciência Negra no #ProgramaDiferente



O #ProgramaDiferente desta semana é um especial sobre o Dia da Consciência Negra, celebrado em 20 de novembro, e homenageia a escritora mineira Conceição Evaristo. Aos 70 anos, ela é um dos nomes mais relevantes da literatura brasileira contemporânea. Oriunda da favela e militante do movimento negro, ela compõe sua obra com base no que chama de “escrevivência”, ou a escrita que nasce do cotidiano e das experiências vividas. Em seus romances, contos e poemas, a autora explora sobretudo o universo – a realidade, a complexidade, a humanidade – da mulher negra. Assista.

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

Acredito. Renova Brasil, Agora!

O título acima é um trocadilho óbvio com os nomes dos três principais movimentos eleitorais surgidos para as eleições de 2018: Acredito, RenovaBR e Agora! - todos eles citados por Luciano Huck como alternativas para a renovação da política, base de lançamento para candidaturas independentes espalhadas pelo país e talvez dele próprio à Presidência da República.

A imprensa tem especulado. Partidos se assanham. As redes sociais repercutem para o bem e para o mal. Afinal, Luciano Huck vai mesmo ser candidato à Presidência da República em 2018? O que você acha? Pelo #ProgramaDiferente tenho conversado sobre esta possibilidade com gente que em tese - além do próprio Huck, que terá uma decisão pessoal pela frente - pode nos informar sobre o assunto: os representantes dos "movimentos cívicos" ligados ao apresentador.

Nada parece definido, até porque não deve mesmo haver uma resposta simples: largar um dos maiores salários da televisão brasileira, num programa que vem dando certo, com patrocínios e merchans milionários, para entrar de cabeça no caldeirão da política, cheia de ingredientes nocivos e sabores indigestos? Ter a sua vida privada e empresarial esmiuçada, expor a família (uma mulher igualmente famosa e três crianças) a constrangimentos e trocar a vida de celebridade pelas obrigações e responsabilidades de um homem público?

Como qualquer assunto hoje em dia, a eventual entrada de Luciano Huck na política também desperta ódios e paixões. É preciso avaliar esse indisfarçável interesse com equilíbrio e sensatez, tanto do ponto de vista do empresário-apresentador quanto das legendas que já se oferecem (com "tapete vermelho", como publicam os jornais) para essa espécie de "bar-mitzvá" político, cerimônia que pode inserir o jovem bon vivant como um membro maduro na comunidade partidária.

Não me alinho automaticamente nem entre aqueles que já o incensam como salvador da pátria, nem entre os que o mandam vender sabão, malcriação típica dos haters virtuais e criadores de memes, com farta matéria-prima para criticar as eventuais pretensões eleitorais de Luciano Huck, garoto-propaganda de sabão em pó a carro japonês e associado a quadros televisivos com nomes sugestivos para a zoeira, como Lata Velha, Lar Doce Lar, Herói Por Um Dia, Árvore dos Desejos, Encontrar Alguém, Quando Você Menos Espera, Quem Quer Ser Um Milionário ou Visitando o Passado.

Se Luciano Huck quer verdadeiramente ressignificar a política, seja como protagonista nas urnas ou influente mecenas eleitoral através do apadrinhamento de candidatos e movimentos, terá como primeiro desafio exatamente o de se diferenciar dos velhos políticos, partidos e marqueteiros que apresentam seus "produtos" como quem vende sabão em pó. Basta dos mesmos vícios. Se é para errar, vamos ao menos cometer erros novos, tentando acertar.

Neste caldeirão de partidos e movimentos cívicos, a receita é simples. Inovar não é inventar. Basta seguir o trivial da boa política, sem fórmulas mágicas: ética e transparência, com essência republicana e aroma democrático. Só não pode misturar o sabão em pó da velha política, que faz uma espuma danada mas é ineficaz na limpeza pesada que o Brasil precisa.

Mauricio Huertas, jornalista, é secretário de Comunicação do PPS/SP, diretor executivo da FAP (Fundação Astrojildo Pereira), líder RAPS (Rede de Ação Política pela Sustentabilidade), editor do Blog do PPS e apresentador do #ProgramaDiferente

terça-feira, 14 de novembro de 2017

Cristovam Buarque anuncia licença do Senado e pré-candidatura à Presidência da República pelo PPS



O senador Cristovam Buarque (PPS-DF), presidente do Conselho Curador da FAP (Fundação Astrojildo Pereira), anunciou em plenário nesta segunda-feira, 13 de novembro, uma licença de 120 dias do seu mandato no Senado Federal para viajar o Brasil como pré-candidato à Presidência da República.

A partir de 1º de dezembro, ele explicou que pretende percorrer o país para “ouvir o povo” a respeito de uma possível candidatura na eleição de 2018 e analisar a possibilidade de pleitear a indicação do PPS, na convenção eleitoral do próximo ano, para disputar o Palácio do Planalto.

O #ProgramaDiferente mostra com exclusividade o vídeo que ele gravou para os integrantes do movimento #BrasilEmFrente #CristovamPresidente e também o pronunciamento que fez no Senado, com as intervenções dos senadores Reguffe (DF, sem partido) e Roberto Muniz (PP/BA). Assista.

João Doria afirma que até o final do ano a Câmara terá aprovado 100% das privatizações do seu programa



O prefeito João Doria afirmou que "não é fácil convencer a Câmara Municipal de São Paulo, colocar em votação e aprovar" o seu programa de privatizações, mas garantiu que "com certeza" até o final deste ano estará aprovada "100%" a venda do Complexo do Anhembi, do Autódromo de Interlagos e o restante do pacotão apresentado como promessa de campanha. "Mas, escute, registre, nós vamos vender, nós não vamos fazer concessão. Vender!", fez questão de frisar. Assista.

"É um enfrentamento diário", garantiu. "É um enfrentamento na Câmara, é um enfrentamento de promotoria, Tribunal de Justiça. Mas se alguém pensa que eu desisto diante de alguma dificuldade, está enganado. Coloque mais dificuldade que aumenta a minha vontade." 

O #ProgramaDiferente acompanhou nesta segunda-feira, 13 de novembro, em São Paulo, o 4° Fórum Liberdade e Democracia, que contou com a participação do prefeito João Dória e dos presidentes das filiais brasileiras de megaempresas globais como o Google, o Santander e a Amazon. O tema foi "A Era da Disrupção", ou seja, de inovações que rompem paradigmas e de como estas iniciativas podem melhorar a vida das pessoas e readequar a relação dos cidadãos com seus governos.

De caráter "ultraliberal", como anunciam seus organizadores, o Instituto de Formação de Líderes (IFL) é composto basicamente por jovens de 20 a 35 anos, entre empreendedores, fundadores de empresas de tecnologia, políticos e entusiastas do liberalismo, que buscam caminhos "para uma sociedade mais próspera, democrática e livre". Veja mais aqui.

Mas a estrela do evento foi mesmo o prefeito João Doria, presidenciável de dez entre dez participantes, que recebeu uma premiação do IFL (veja aqui) e retribuiu com uma palestra incensando o neoliberalismo, valorizando as suas próprias realizações e anunciando as privatizações na cidade como carro-chefe destes 10 meses de gestão. Falou como candidato, chamou Lula de sem-vergonha e Sergio Moro de herói. Assista aqui a íntegra da palestra.

segunda-feira, 13 de novembro de 2017

João Doria é a estrela do 4º Fórum Liberdade e Democracia, que reuniu "ultraliberais" com os gigantes Google, Amazon, Uber, Easy Taxi e Santander



O #ProgramaDiferente acompanhou nesta segunda-feira, 13 de novembro, em São Paulo, o 4° Fórum Liberdade e Democracia, que contou com a participação do prefeito João Dória e dos presidentes das filiais brasileiras de megaempresas globais como o Google, o Santander e a Amazon.

O tema do evento neste ano foi "A Era da Disrupção", ou seja, de inovações que rompem paradigmas e de como estas iniciativas podem melhorar a vida das pessoas e readequar a relação dos cidadãos com seus governos.

De caráter "ultraliberal", como anunciam seus organizadores, o Instituto de Formação de Líderes (IFL) é composto basicamente por jovens de 20 a 35 anos, entre empreendedores, fundadores de empresas de tecnologia, políticos e entusiastas do liberalismo, que buscam caminhos "para uma sociedade mais próspera, democrática e livre".

A estrela do evento foi mesmo o prefeito João Doria, presidenciável de dez entre dez participantes, que recebeu uma premiação do IFL (veja aqui) e retribuiu com uma palestra incensando o neoliberalismo, valorizando as suas próprias realizações e anunciando as privatizações na cidade como carro-chefe destes 10 meses de gestão. Assista aqui a íntegra da palestra.

Outros destaques foram os CEOs do Google, Fábio Coelho, e da Amazon, Alex Szapiro, num bate-papo mediado pela jornalista Mônica Waldvogel, que contou também com o fundador do Easy Taxi, Tallis Gomes, e com o diretor de políticas públicas da Uber, Daniel Mangabeira. Assista aqui.

Você acompanha ainda a fala do presidente do IFL, Miguel Furian Campos, e do fundador do Instituto, o empresário David Feffer, do Conselho de Administração do Grupo Suzano, seguido pelo primeiro painel de debates, que tratou das chamadas "fintechs", empresas que buscam fazer um trabalho inovador na área de serviços financeiros e tecnológicos, com apresentação da jornalista Madeleine Lacsko. Veja aqui.

Os 50 anos da Tropicália no #ProgramaDiferente



O #ProgramaDiferente desta semana é um especial sobre os 50 anos do Tropicalismo. Movimento libertário que revolucionou a cultura brasileira, com influência na música, nas artes, no teatro, no cinema, na moda, na política e no comportamento de toda uma geração. A Tropicália completa meio século e continua atual. Vale ouvir Caetano, Gil, Tom Zé, Gal Costa, Os Mutantes e outros artistas que fazem a nossa história desde os anos 60. Assista.

Afinal, Luciano Huck vai ser candidato em 2018? O que dizem os movimentos ligados ao apresentador?



A imprensa tem especulado. Partidos se assanham. As redes sociais repercutem para o bem e para o mal. Afinal, Luciano Huck vai mesmo ser candidato à Presidência da República em 2018? O que você acha? Conversamos sobre esta possibilidade com gente que em tese - além do próprio Huck, que terá uma decisão pessoal pela frente - pode nos informar sobre o assunto: os representantes dos "movimentos cívicos" ligados ao apresentador.

São grupos de jovens independentes que tem surgido e são mencionados pelo próprio Luciano Huck como alternativas eleitorais para a renovação da política. Conversamos com eles: Leandro Machado e Ademar Bueno, do Movimento Agora! e da RAPS (Rede de Ação Política pela Sustentabilidade); Izabella Mattar, do RenovaBR; Alessandra Monteiro e Bruno Santos, do Acredito!; além de Guilherme Coelho, do Minha Sampa; dos organizadores da Virada Política, Ricardo Borges Martins e Pedro Kelson; e da vereadora Soninha Francine, do PPS. Assista.

sábado, 11 de novembro de 2017

Tem #ProgramaDiferente na #ViradaPolítica



"A Política é importante demais para ser deixada apenas nas mãos dos políticos". Este é o tema da quarta edição da #ViradaPolítica, que acontece neste fim-de-semana em São Paulo e em outras onze cidades brasileiras com o objetivo de reunir cidadãos, ativistas e movimentos sociais para discutir inovações e buscar aproximar a população de seus representantes no poder público. O #ProgramaDiferente acompanhou a abertura do evento, realizado pela primeira vez na Câmara Municipal de São Paulo.

Conversamos com os organizadores da Virada Política, Ricardo Borges Martins e Pedro Kelson; com o diretor da Escola do Parlamento, Humberto Dantas; e com representantes de diversos movimentos que tem surgido com a pauta de renovação da política a partir das eleições de 2018: Leandro Machado e Ademar Bueno, do Movimento Agora! e da RAPS (Rede de Ação Política pela Sustentabilidade); Izabella Mattar, do RenovaBR; Alessandra Monteiro e Bruno Santos, do Acredito!; e Guilherme Coelho, do Minha Sampa.

Uma das novidades deste ano foi o "Flertaço", um experimento para colocar frente a frente vereadores de vários partidos e cidadãos paulistanos. Olho no olho, eleitores puderam questionar os políticos e ouvi-los. Veja as entrevistas com Soninha Francine (PPS), Sâmia Bomfim (PSOL), Gilberto Natalini (PV), José Políce Neto (PSD), Caio Miranda (PSB) e Eduardo Suplicy (PT), que falam com exclusividade sobre a importância dos novos movimentos e a falência do atual sistema partidário. Assista.

sexta-feira, 10 de novembro de 2017

Que Brasil é esse que o mundo vê na COP23?



Apesar do discurso oficial e dos esforços diplomáticos do governo, são evidentes os recuos na política ambiental e os poucos avanços em relação ao Acordo de Paris, que colocam o Brasil em uma situação delicada na Conferência do Clima da ONU (COP23) que está acontecendo na Alemanha.

Isso sem contar as ações constrangedoras que foram noticiadas sobre as negociações do presidente Michel Temer para obter apoio na Câmara dos Deputados e barrar as denúncias de corrupção contra ele e seus ministros, alvos da Operação Lava Jato e da Procuradoria Geral da República.

Assista a íntegra do debate sobre Parlamentarismo com José Serra, Eduardo Jorge e Davi Zaia



O #ProgramaDiferente acompanhou nesta quinta-feira, 9 de novembro, a realização do debate "Vamos falar sobre Parlamentarismo?", realizado pelo Instituto Legislativo Paulista (ILP) e pela Frente Parlamentar Franco Montoro em Apoio ao Parlamentarismo, coordenada na Assembleia Legislativa de São Paulo pelo deputado estadual Davi Zaia, que é também vice-presidente nacional do PPS. Assista.

O debate contou com a presença do senador José Serra (PSDB), um dos autores da PEC 09/2016, e do ex-deputado federal Eduardo Jorge (PV), autor da PEC 20/1995 - ambas as propostas de alteração da Constituição para adoção de um novo sistema de governo.

Também participaram Alberto Rollo, mestre em Direito do Estado pela PUC-SP e professor de Direito Eleitoral, de Direito Constitucional e de Ética e Disciplina na Universidade Presbiteriana MackenzieNey Prado, presidente da Academia Internacional de Direito e Economia; Luiz Antônio Sampaio Gouveia, mestre pela PUC de São Paulo em Direito Constitucional e especialista na Escola de Administração de Empresas de São Paulo da FGV e no GVLaw em Finanças e Direito Penal Econômico; e Dircêo Torrecillas Ramos, mestre, doutor e livre docente pela USP.

O objetivo da Frente Parlamentar é promover a reflexão sobre o Parlamentarismo com base na crise atual e em fatos políticos históricos do país. "Criamos a frente motivados por outros apoiadores a promover debates como este, que convidam para um ambiente reflexivo, com tipos de pensamentos diversos sobre o futuro do país e sobre o regime ideal para a atual conjuntura política", explica Davi Zaia.

Veja mais:
#ProgramaDiferente Especial: Franco Montoro e o Parlamentarismo


A TVFAP.net também exibe a íntegra do tema "Presidencialismo, Semipresidencialismo ou Parlamentarismo", dentro do Seminário Reforma Política: Avanço ou Retrocesso?, realizado em outubro pelo IDP (Instituto de Direito Público) de São Paulo, a instituição particular de ensino no ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, com a presença do senador José Serra (PSDB). Assista.

quarta-feira, 8 de novembro de 2017

Cinco minutos com Luciano Huck sobre política



Cotado como eventual presidenciável em 2018, o apresentador Luciano Huck falou sobre o assunto em uma palestra nesta semana em São Paulo. O tema do evento Connect Samba, com ingressos em torno de R$ 500 a R$ 700, era tecnologia e produção de vídeos na internet, mas o desvio para a política foi inevitável. O #ProgramaDiferente mostra com exclusividade o trecho em que ele nega "neste momento" qualquer candidatura.

"Neste momento da minha vida eu não sou candidato a nada", garantiu Huck, embora tenha complementado: "Mas eu quero e vou me envolver na renovação política do Brasil". Ele afirmou que está "muito ligado" a movimentos como o Agora!, o Acredito e o RenovaBR, além de ter iniciado conversas com diversos partidos. Assista.

Veja também:

João Doria e Luciano Huck: dois presidenciáveis vitaminados

#ProgramaDiferente: Luciano Huck presidente do Brasil?

Um ano do prefeito e presidenciável João Doria no #ProgramaDiferente

Exclusivo: Prefeito João Doria fala abertamente como candidato a Presidente da República em 2018 no #ProgramaDiferente

Alckmin e Freire falam sobre a eleição de 2018 no #ProgramaDiferente

João Doria e Alckmin falam em unidade nas eleições de 2018

João Doria e Huck: dois presidenciáveis vitaminados

Se você ouvir falar em "complexo de João Doria" não se espante: não se trata de nenhuma teoria psicanalítica daquelas criadas por Freud e inspiradas nas tragédias gregas, mas de uma criação do empresário Sidney Oliveira, dono da Ultrafarma. Um complexo vitamínico inspirado no amigo, prefeito de São Paulo e presidenciável João Doria: o kit "Doriavit".

É mais uma injeção de ânimo nas pretensões eleitorais de Doria para 2018: Sidney Oliveira já havia bancado patrocínio internacional da marca "Cidade Linda" nos jogos da Seleção de Tite.

Agora associa uma nova linha de produtos da sua rede de farmácias ao ritmo empregado pelo prefeito para se mostrar um gestor infalível e trabalhador incansável. O que começou como brincadeira virou coisa séria e está à venda em três versões: "vitality", "energy" e "memory".

Vereadores, secretários municipais e auxiliares do prefeito vem recebendo como brinde os produtos que nas farmácias custam entre R$ 44,95 e R$ 64,95 - como inspiração para "aguentar o tranco".

O mimo que circula entre os apoiadores de João Doria é o kit completo, que vem numa embalagem de luxo, daquelas que lembram bombons importados. Alô tucanos e meninos do MBL: o kit também pode ser comprado na Ultrafarma por R$ 164,00.

Outra associação bem-humorada é inevitável: além do "vitaminado" João Doria, outro presidenciável tem coincidentemente o seu nome associado a propagandas de complexos vitamínicos.

O apresentador Luciano Huck, novo queridinho de quem busca um Salvador da Pátria para 2018, é garoto-propaganda da marca Centrum.

Porém, veja só, Huck vale mais que Doria: um frasco com 60 cápsulas da sua vitamina sai hoje, na própria Ultrafarma, por R$ 92,68. E a procura - dizem os vendedores - tem sido bem maior. :-)


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terça-feira, 7 de novembro de 2017

Vereadores de São Paulo caminham na contramão da transparência ao esconder salários de assessores

Pegou mal, hein, senhores vereadores: toda a imprensa falando que a Câmara Municipal de São Paulo "esconde os salários de servidores em site oficial".

Enquanto a sociedade cobra mais ética e transparência, o Legislativo paulistano apaga os nomes de seus funcionários da lista com salários divulgada em sua página oficial da internet.

Numa decisão pra lá de questionável, a Mesa Diretora da Câmara decidiu simplesmente omitir os nomes dos servidores na página dos "salários abertos", uma conquista inegável de controle social, cidadania e democracia, que vinha funcionando bem há anos.

Agora só aparece a numeração da matrícula de cada servidor ao lado dos vencimentos, praticamente impossibilitando ligar os valores mensais à identidade dos funcionários, a não ser que se faça um trabalho de investigação através das publicações do Diário Oficial.

A medida vai na contramão da Lei de Acesso à Informação e também de órgãos públicos de outras esferas, como a própria Prefeitura e o Governo do Estado, que divulgam dados detalhados.

Por outro lado, segue o contestado modelo adotado pela Assembleia Legislativa de São Paulo – que só divulga a matrícula ao lado dos salários, num retrocesso inimaginável a essa altura em que a população se torna tão mais participativa com os dados disponíveis nas redes.

A assessoria de imprensa da Câmara afirmou que a mudança foi decidida "após pedido do sindicato dos funcionários municipais da Casa e análise jurídica do caso".

A decisão atende, portanto, à solicitação do Sindlex (o sindicato dos servidores da Câmara e do Tribunal de Contas do Município), que alega estar preocupado com a segurança dos funcionários. Uhum!

Obrigado, senhores vereadores, a cada ato (ou omissão) está mais justificada a necessidade de existirem trabalhos como estes do Câmara Man, para trazer informações que vocês insistem em esconder e para abrir definitivamente  a caixa-preta da política brasileira.

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Trator governista acelera e atropela a própria base

O trust do Meirelles e os trastes de Michel Temer

Se não bastassem todos os trastes pendurados no governo federal com foro privilegiado, a começar pelo presidente Michel Temer e seus ministros mais chegados (que a Procuradoria Geral da República qualificou como "quadrilhão do PMDB"), agora a bola da vez é Henrique Meirelles, que vinha surfando na marolinha de índices positivos da economia brasileira e já aparecia até como possível presidenciável diante da mediocridade de opções vinculadas aos atuais inquilinos do poder.

Pois agora o ministro da Fazenda foi flagrado pela investigação Paradise Papers como dono de uma fundação num paraíso fiscal. Para quem acompanhou a derrocada do ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB), não há como evitar a comparação: assim como o deputado preso, Henrique Meirelles (PSD) também alega ter contratado um trust para gerir sua herança. 

O ministro afirma que a situação da "Sabedoria Fundation", sediada nas Bermudas, é regular e todas as contribuições foram declaradas à Receita Federal. Segundo nota oficial de sua assessoria, Meirelles informa que se trata de uma fundação filantrópica, gerida de maneira independente e autônoma por um conselho curador. “Foi criada com a única finalidade de receber parte da herança do sr. Henrique Meirelles, quando ele falecer, para aplicar esses recursos em atividades beneficentes no setor de educação no Brasil.”

Sobre o fato de a fundação ter sido criada em outro país, a assessoria informa que ela foi constituída quando Meirelles dirigia uma organização internacional e morava nos Estados Unidos. “Os advogados de Meirelles eram americanos e trabalhavam habitualmente com aquelas jurisdições.”

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segunda-feira, 6 de novembro de 2017

FHC defende que PSDB saia do governo Temer

Josias de Souza

Fernando Henrique Cardoso, grão-mestre do tucanato, quer ver o seu partido longe de Michel Temer. Em artigo veiculado neste domingo ("Hora de Decidir"), FHC anotou que os tucanos precisam “passar a limpo o passado recente”, aprofundar o “mea-culpa”, pacificar suas “facções internas” e descer do muro para encarar o seu dilema: Ou o PSDB desembarca do governo em dezembro ou se confundirá com o PMDB, tornando-se definitivamente um ator coadjuvante na disputa presidencial de 2018, disse.

“É hora de decidir e não se estiolar em não decisões”, anotou FHC na parte final do artigo, veiculado no Globo e no Estadão. “É hora também de juntar as facções internas e centrar fogo nos adversários externos.” Sem renegar o apoio dado à gestão Temer após o impeachment de Dilma Rousseff —“A transição política exigia repor em marcha o governo federal…”—, FHC desce do muro para se juntar à parcela antigovernista do ninho.

“Politicamente, há um ponto crítico e alguma decisão deverá ser tomada: ou o PSDB desembarca do governo na Convenção de dezembro próximo, e reafirma que continuará votando pelas reformas, ou sua confusão com o peemedebismo dominante o tornará coadjuvante na briga sucessória.”

FHC talvez não tenha notado. Mas a posição subalterna do PSDB já é algo consolidado. O partido escreve uma página melancólica de sua história. Saiu da eleição presidencial de 2014 como maior força política da oposição. Aécio Neves parecia fadado a virar presidente na sucessão seguinte.

Hoje, o PSDB não chega a ser nem coadjuvante. Perdeu o posto para os partidos arcaicos do centrão. Virou figurante de um governo dominado pela banda podre do PMDB, que se divide em duas alas: quem tem mandato está ao lado do presidente. Quem já não dispõe de foro privilegiado está atrás das grades.

Para FHC, os grandes partidos brasileiros chegam à antessala da sucessão presidencial arrastando suas bolas de ferro. Ele escreveu a certa altura: “Não nos enganemos: por mais que as estruturas de poder continuem ativas, as marcas do que aconteceu nos últimos anos serão grilhões nos pés dos partidos e candidaturas.”

Acrescentou: “Nem o PT se livrará dos muitos malfeitos que cometeu e das ilusões que enterrou, nem o PMDB sacudirá a poeira de haver formado parte não só da onda petista como de seus descaminhos, nem o PSDB deixará de pagar por ter dado as mãos ao governo Temer e de tê-las chamuscado por inquéritos.”

Defensor do afastamento de Dilma e do apoio a Temer nas pegadas do impeachment, FHC disse que há argumentos para justificar os dois gestos. Mas se absteve de enumerá-los. Virou a página: “Daqui por diante, o capítulo é o futuro. É diante dele que os partidos terão que se posicionar.”

Anotou que “o PT está com a sorte colada à de Lula”. Quanto ao destino de Lula, disse estar “nas mãos da Justiça.” Condenado por Sergio Moro a 9 anos e meio de cadeia, Lula aguarda o julgamento do recurso que interpôs no TRF da 4ª Região, em Porto Alegre. Se a sentença de Moro for confirmada, o pajé do petismo vira um ficha-suja. Pior: pode ser preso.

“Não torço pela desgraça alheia”, escreveu FHC. “Não sou juiz, não quero e não devo opinar na matéria. Melhor é supor que Lula dispute as próximas eleições.” O líder máximo dos tucanos dá de ombros para as pesquisas que acomodam Lula na liderança da corrida sucessória: “Suas chances de vitória não são grandes.”

Atrasando o relógio, FHC realçou: “Derrotei Lula duas vezes […]. Por que ganhei? Porque Lula e seu partido se isolaram no que imaginavam ser a classe trabalhadora, com seus porta-vozes intelectuais. Quando Lula ganhou minha sucessão [em 2002] foi porque ele e seu partido, com a Carta aos Brasileiros e outras ações mais, se aproximaram da classe média e saíram do gueto, alargando sua base de apoio original. Desenhada a vitória e alcançado o poder, o establishment se juntou aos vitoriosos, sem temor de ser prejudicado.”

Na opinião de FHC, Lula e o PT “voltaram para suas trincheiras originais.” De resto, chegam a 2018 com o discurso embaralhado: “Tentarão relembrar os dias gloriosos da bonança econômica para que o eleitorado se esqueça dos escândalos de corrupção, das desventuras a que levaram a sociedade e da recessão que produziram na economia. São competidores, portanto, derrotáveis.”

Ironicamente, FHC expôs a fragilidade do PSDB ao discorrer sobre as opções a Lula. Não citou nem o governador paulista Geraldo Alckmin, nem a criatura dele, o prefeito paulistano João Doria. Escreveu que a eventual derrota de Lula depende “de saber que partidos e líderes formarão os ‘outros lados’.”

Acrescentou que do lado oposto ao de Lula “poderão estar os que ‘jogam por fora’ dos grandes partidos, como Marina e, em sentido menos autêntico e mais costumeiro, candidaturas ‘iradas’, tipo Ciro Gomes. Só que no momento desponta outra candidatura ainda mais ‘irada’ e mais definida no espectro político, a de Bolsonaro.”

De Bolsonaro, afirmou FHC, “sabemos que é ‘linha-dura’ contra a desordem e a bandidagem, mas pouco se sabe —ao contrário de Marina— sobre o tipo de sociedade de seus sonhos (e meus pesadelos…).” O articulista mencionou até a hipótese de surgir um aventureiro, que chamou de “easy rider”. Mas não se dignou a citar o nome dos tucanos, que aparecem nas pesquisas com um mísero dígito.

FHC tampouco citou o ministro Henrique Meirelles, que sonha em reeditar sua trajetória, migrando da pasta da Fazenda para o Palácio do Planalto. Incluiu o partido de Meirelles, o PSD, entre as legendas do pelotão retardatário, que não dispõem de pilotos capazes de subir ao pódio.

Eis o que escreveu FHC: “O PMDB faz tempo que maneja o Congresso e sabe imiscuir-se na máquina pública, mas não parece ser um time pronto para disputar a pole position. O DEM, o PSB ou o PSD e os demais não têm nomes fortes para a cabeça de chapa, embora possam pesar se ingressarem em um conglomerado que seja ‘centrista’, mas olhe à esquerda, por mais que tal ginástica custe a alguns deles.”

“E o PSDB?”, perguntou FHC a si mesmo. “Pode apresentar algum nome competitivo. Mas precisa passar a limpo o passado recente. Deveria prosseguir no mea-culpa apresentado na televisão sob os auspícios de Tasso Jereissati, sem deixar de dar a consideração a quem quase o levou à Presidência.”

Quer dizer: Além de não mencionar o nome de Alckmin, um presidenciável com contas a ajustar na Lava Jato, o grão-mestre do PSDB pede que a legenda tenha “consideração” com o Aécio Neves, um personagem que trocou a biografia de ex-presidenciável por um prontuário que inclui nove inquéritos e R$ 2 milhões repassados pela JBS por baixo da mesa. Nesse ritmo, o PSDB acabará passando seus desacertos recentes a sujo, não a limpo.

domingo, 5 de novembro de 2017

#ProgramaDiferente: Luciano Huck presidente do Brasil em 2018? Loucura! Loucura! Loucura!



Loucura! Loucura! Loucura! Os boatos sobre uma possível candidatura do apresentador Luciano Huck à Presidência da República em 2018 vem dominando as discussões não apenas dos programas de humor e de fofoca, mas também o dia-a-dia dos políticos e de partidos supostamente sérios, que buscam desesperadamente uma solução eleitoral para enfrentar a descrença da população nos candidatos tradicionais.

O #ProgramaDiferente faz um apanhado de opiniões sobre a hipótese Huck: tem o ministro da Defesa, Raul Jungmann, tem "fala povo", tem paródia do "De Volta Para o Futuro", tem imitação do presidenciável, tem arremedo de programa eleitoral, tem comentários de Danilo Gentili, José Simão, Marcelo Madureira, tem recordações da Tiazinha e da Feiticeira, tem Angélica primeira-dama, tem denúncia da oferta de compra do enredo de Carnaval, tem anúncio de ministério em primeira mão... Assista :-)

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sexta-feira, 3 de novembro de 2017

Líder do MTST, Guilherme Boulos é presidenciável?



O coordenador do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), Guilherme Boulos, queridinho da mídia alternativa e de artistas globais, está em evidência na grande imprensa por conta principalmente de duas notícias: a Ocupação Povo Sem Medo, em São Bernardo do Campo, e a possibilidade dele ser candidato à Presidência da República pelo PSOL ou pelo PT se Lula estiver impedido de concorrer por causa das condenações judiciais decorrentes da Operação Lava Jato. Mas, afinal, quem é e o que pensa Guilherme Boulos? O #ProgramaDiferente vai fazer uma série de reportagens especiais com os principais presidenciáveis de 2018. Assista.

A ação do MTST em uma área particular no ABC ocupada por cerca de 8 mil famílias ganhou as manchetes nesta semana pelo apoio manifestado por partidos de esquerda e um grupo de artistas liderados por Caetano Veloso, que faria no local um show exclusivo para os manifestantes, mas acabou impedido pela Justiça. O Ministério Público, a Polícia Militar e a Prefeitura de São Bernardo alegaram falta de estrutura e de segurança para a apresentação do cantor.

Aos 35 anos de idade, o ativista Guilherme Boulos é uma das principais lideranças surgidas dos movimentos sociais e vem sendo apontado por muitos como possível sucessor eleitoral de Lula pelo carisma, pela formação teórica e pela capacidade de mobilização. Filósofo, professor e escritor, filho de um renomado professor de medicina da USP, sabe como ninguém manipular a mídia e seus seguidores de MTST, que ganham pontos por atividade cumprida. Transita bem tanto entre os partidos tradicionais quanto nos movimentos pela renovação da política com viés esquerdista.

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O pós-PT e o fim da esquerda jurássica

quarta-feira, 1 de novembro de 2017

Rogéria e as Divinas Divas no #ProgramaDiferente



O #ProgramaDiferente apresenta um especial sobre o filme "Divinas Divas", com destaque para uma das últimas entrevistas exclusivas com Rogéria, que se definia como a travesti da família brasileira e morreu em setembro deste ano. Dirigido pela atriz Leandra Leal, o documentário retrata com bom humor e sensibilidade a vida de artistas transformistas pioneiras dos anos 60, desafiando tabus e preconceitos. O tema da Diversidade é sempre necessário. Assista.

terça-feira, 31 de outubro de 2017

O pós-PT e o fim da esquerda jurássica

Começou a disputa pelo espólio petista, que deverá se intensificar na medida em que as condenações judiciais, somadas à idade avançada de Luiz Inácio Lula da Silva, vão tirá-lo definitivamente do cenário eleitoral brasileiro. E, ainda que a militância esteja empenhada em seguir seu guru e instintivamente preservar a espécie, não haverá narrativa de golpe que pare em pé diante do julgamento inapelável da maioria da população, muito mais austera e intransigente que qualquer promotor ou juiz da Operação Lava Jato.

Talvez esse afastamento involuntário das urnas leve à extinção de uma esquerda jurássica monopolizada por Lula e pelo PT, possibilitando inclusive que o inventário dessas últimas décadas reposicione as coisas no seu devido lugar, dado que Lula nunca foi de fato um esquerdista, mas somente um populista que se apossou de bandeiras da esquerda, na falta de representação mais apropriada e competente, desde a sua origem sindical e principalmente após se tornar o maior líder de um partido que reunia em sua base trabalhadores, intelectuais, artistas e movimentos comunitários ligados à igreja católica.

Como bem definiu o comunista Luís Carlos Prestes no final da década de 1980: "O PT não tem propriamente ideologia. O PT é um partido burguês como qualquer outro partido, porque no Brasil ninguém nasce comunista. Todos nós nascemos sob a influência da ideologia burguesa. Não se muda de ideologia, e nem o Lula, que é o chefe, mudou... A ideologia dele é a ideologia da burguesia, porque todos nós nascemos filiados a essa ideologia da burguesia. Só se ele estudasse o marxismo é que ele poderia então mudar de ideologia."

E concluiu, categórico: "Toda a minha crítica ao Lula é no sentido de levá-lo a estudar o marxismo, a ciência do proletariado, mas ele vê na minha crítica um ataque a ele, quando não há ataque nenhum. Eu penso que ele é um operário talentoso - de grande talento, mesmo - que organizou massas em torno do nome dele. Isso já é um motivo de admiração. Mas está muito longe ainda de ter uma ideologia do proletariado."

Perdoe desenterrar Prestes, em pleno centenário da Revolução Russa, depois de quase três décadas de sua morte e às vésperas dos 120 anos do seu nascimento, que será celebrado em 2018. Mas falar sobre a esquerda no Brasil sem recorrer à opinião abalizada do maior e mais emblemático nome do comunismo neste país seria praticamente um insulto à história e à realidade dos fatos. Recorra-se então a Prestes para compreender que Lula e o PT acabaram se tornando ícones de uma esquerda de fachada, cosmética, ornamental, pragmática, pouco assentada nos verdadeiros princípios teóricos do socialismo e do comunismo, muito mais próxima das práticas da social-democracia, mas que na transição fraudulenta entre o que pregava em 20 anos na oposição e o que executou em 13 anos no governo acabaria por enxovalhar definitivamente o rótulo de esquerda no Brasil.

Quem, afinal, disputa hoje a herança lulista? Políticos na faixa dos 60, 70 anos, como Jaques Wagner, Chico Alencar, Eduardo Jorge, Marina Silva, Cristovam Buarque, Fernando Gabeira, Roberto FreireCiro Gomes? Ou, ainda, quem será a nova geração que despontará na esquerda brasileira? No PT, Gleisi Hoffmann, Lindbergh Farias, Fernando Haddad? No PSOL, Marcelo Freixo, Luciana Genro, Jean Wyllys? Coletivos como a Mídia Ninja? Movimentos como o MTST de Guilherme Boulos?

Ora, esse Boulos, por exemplo, o novo queridinho dos artistas globais metidos à esquerdistas, é simplesmente um invasor da propriedade alheia, depredador do patrimônio público e privado, usurpador da ordem constitucional estabelecida. Burguesinho bem nascido, estudioso das teorias fossilizadas de esquerda pré-histórica e marqueteiro de um incompreensível "poder popular", que pode surgir agora do âmbar como candidato salvador das viúvas de Lula pelo PSOL ou pelo próprio PT.

Ainda que devamos repeitá-lo pessoalmente, o que ele representa como figura pública? Quem o conhece minimamente das manifestações e ocupações em São Paulo, principalmente em áreas de mananciais (como o Parque dos Búfalos, invadido na gestão cúmplice e omissa do prefeito moderninho Fernando Haddad), com seu exército de soldados manipulados e alistados na base de pontos ganhos por tarefa cumprida, não pode crer que essa excrescência é o que se apresenta como futuro da esquerda no Brasil.

Feito o estrago, como nunca antes na história deste país, resta aos ideólogos de uma sociedade mais justa, igualitária, fraterna e solidária, em tese definidos como esquerdistas (essencialmente os democratas, não extremistas), reunirem seus remanescentes e se juntarem ao chamado centro democrático e até mesmo à direita mais liberal, ou entregarem de vez os pontos para os retrógrados e conservadores da direita radical, intolerante, sectária, preconceituosa, intransigente, totalitária e saudosa da ditadura militar.

Estamos em uma encruzilhada histórica. As conquistas democráticas, a salvaguarda constitucional dos nossos direitos, o aconchego das nossas liberdades, a infalibilidade das instituições republicanas, a vitalidade e o bem-estar do nosso povo estão sob violenta ameaça, à esquerda e à direita, por uma horda de irresponsáveis, inconsequentes, levianos, desajuizados, inescrupulosos e insanos. Precisamos nos unir pelo Brasil!

Mauricio Huertas, jornalista, é secretário de Comunicação do PPS/SP, diretor executivo da FAP (Fundação Astrojildo Pereira), líder RAPS (Rede de Ação Política pela Sustentabilidade), editor do Blog do PPS e apresentador do #ProgramaDiferente

Memória: Programa Político do PPS em 1994



Vale pelo bom humor. Vale como registro histórico. Vale para relembrar figuras importantes da trajetória de 25 anos do PPS, alguns que já não estão entre nós. Vale para rever lideranças que ainda hoje fazem o dia-a-dia do partido e da política.

Nomes como Roberto Freire, Sergio Arouca, Augusto Carvalho, Marcelo Cerqueira, João Herrmann, Davi Zaia, Juarez Amorim, Arnaldo Jordy, Sérgio Grando, Lucia Souto, Beth Wagner, Byron Sarinho, Fernando Sant´anna, Regis Cavalcante, Lauro Hageman, Carlos Alberto Torres, Bete Mendes, Bemvindo Sequeira, entre outros

Este programa político do PPS é de março de 1994, no momento em que estava sendo lançado o Plano Real (com a URV, Unidade Real de Valor), bem antes, portanto, do lançamento efetivo da nova moeda (apenas em 1º de julho de 1994 haveria a troca do Cruzeiro Real pelo Real) e dos seus primeiros efeitos na estabilização da economia. Assista.

sábado, 28 de outubro de 2017

PPS de São Paulo recebe Geraldo Alckmin e João Doria, elege novo diretório presidido por Arnaldo Jardim e prega unidade do centro democrático para 2018



Com a presença do governador Geraldo Alckmin, do prefeito João Doria, do vice-governador Marcio França, do presidente do Instituto Teotônio Vilela, José Anibal, e do presidente nacional do PPS, deputado federal Roberto Freire, entre outros deputados, prefeitos, vereadores, secretários municipais e representantes de mais de 150 cidades, o PPS de São Paulo realizou neste sábado, 28 de outubro, o seu Congresso Estadual de 2017. Assista.

O secretário estadual da Agricultura e deputado federal licenciado Arnaldo Jardim foi aclamado presidente do PPS paulista, sucedendo o deputado estadual Davi Zaia e o federal Alex Manente, que ocuparam a presidência nos últimos anos. O prefeito regional da Lapa e presidente do PPS paulistano, Carlos Fernandes, é o novo secretário-geral no estado. A tesouraria será responsabilidade de Alex Manente. Para a 1ª vice-presidência foi eleita a deputada federal Pollyana Gama; para a 2ª vice, o deputado estadual Fernando Cury. Completam a Executiva Estadual como membros titulares o deputado estadual Davi Zaia, a vereadora Soninha Francine, a vice-prefeita de Araçatuba, Edna Flor, e o deputado estadual Roberto Morais. O mandato da direção é de quatro anos.

A tese aprovada por unanimidade pelo recém-eleito Diretório Estadual do PPS de São Paulo é intitulada "A Hora de Construir", que se posiciona objetivamente pelo diálogo dos vários partidos e movimentos do campo democrático no sentido de "construir consensos e evitar a polarização, triste cenário que as últimas pesquisas sugerem para as eleições de 2018". Em resumo, o partido defende, nas palavras do seu novo presidente estadual Arnaldo Jardim, que "a hora agora é de construtores; basta de gladiadores".

Com esse espírito de unidade que reuniu no Congresso do PPS os dois potenciais candidatos do PSDB à Presidência da República, o prefeito João Doria afirmou categoricamente que, ao contrário do que a mídia especula ultimamente, não existe nenhuma possibilidade de não caminhar juntamente com Geraldo Alckmin e com os tucanos nas eleições de 2018. "É o meu compromisso", afirmou o mandatário paulistano.

Os deputados federais Pollyana Gama, Alex Manente e Roberto Freire foram muito aplaudidos por representarem o voto emblemático da bancada do PPS em apoio à investigação das denúncias contra o presidente Michel Temer e seus ministros. A deputada Pollyana ressaltou a importância que o partido vê no combate à corrupção e também no estimulo à participação das mulheres na política.

Aliás, o fato de o PPS ser um partido marcado pela ética e pelo histórico de lutas democráticas foi destacado em todas as falas: Alckmin, João Doria, Marcio França e José Anibal fizeram questão de frisar essa característica de um partido íntegro, republicano e ficha limpa. A presença do presidente de honra do PPS paulista, o jornalista Moacir Longo, vereador cassado pela ditadura, também foi bastante simbólica.

"Não bastasse a descrença da população na política e nos políticos, diariamente temos contato com notícias que atingem o governo federal, já cambaleante, arrastando-se impotente diante da necessidade premente de reformas, um governo cada vez mais refém de uma política velha, atrasada e condenada consensualmente pela imprensa e pela opinião pública", descreve o documento aprovado.

E conclui: "Cumpre assim ao PPS, portanto, a honrosa missão de defender a boa política, que somente pode se construir pela cultura do debate e pela atualização dos temas e canais de interlocução do partido com a sociedade, sobretudo pela transformação do nosso agir político, que deverá recolocar sempre a nossa recusa intransigente ao fisiologismo e à corrupção, e o nosso compromisso com a política reformadora e com a continuidade do regime constitucional. É nosso dever, então, neste momento, chamar à responsabilidade todos os que têm compromisso com a estabilidade democrática do país."

Clique nos links a seguir para assistir algumas das principais manifestações durante o Congresso do PPS/SP: Claudio Fonseca, Soninha Francine, Pollyana Gama, Davi Zaia, Roberto Freire, Marcio França, Arnaldo Jardim, Carlos Fernandes, João Doria, Geraldo Alckmin e a leitura dos nomes eleitos para o diretório, para a executiva estadual e os delegados paulistas para o Congresso Nacional do PPS.

Leia mais: 

sexta-feira, 27 de outubro de 2017

Barroso x Gilmar: UFC verbal no Supremo Tribunal



Os dois devem estar certos :-)

Assista.

Sábado, 28/10: Congresso Estadual do PPS/SP

O Congresso Estadual do PPS de São Paulo acontece no sábado, 28 de outubro, das 9h às 14h, no Centro Empresarial E-Business Park (Rua Werner Siemens, 111, Lapa).

Além de fazer um balanço das atividades do partido, debater o atual momento político e econômico do Brasil e projetar as estratégias para as eleições de 2018, será eleito o novo Diretório Estadual e o presidente do PPS paulista para os próximos quatro anos.

É mais uma etapa preparatória para o Congresso Nacional do PPS, que está previsto também para São Paulo nos dias 8, 9 e 10 de dezembro.

Portanto, também os delegados paulistas para o Congresso Nacional serão eleitos neste Congresso Estadual.

Reveja aqui como foi o Congresso do PPS paulistano, realizado no dia 24 de setembro, e conheça o documento político aprovado na ocasião.

Veja aqui o manual, o regimento, a regra para escolha dos delegados e todos os documentos congressuais do PPS.

quinta-feira, 26 de outubro de 2017

Impedir a investigação de Temer é temer a verdade!

Quando a maioria dos deputados vota para impedir que sejam investigadas as inúmeras denúncias contra o Presidente da República e seus ministros, todas elas amparadas em depoimentos, delações e provas colhidas pela Operação Lava Jato, é por TEMER a verdade!

Pois então não reclamem da população que vaza do centro democrático para os extremos da política, seja com Lula ou com Bolsonaro. Para o cidadão comum, trocou-se seis por meia dúzia. Saiu uma quadrilha e entrou outra. Pior, porque o povo foi para as ruas pelo impeachment e contra a corrupção. E o que se vê agora é uma defesa temerária de corruptos.

Queremos, sim, concluir a transição pós-PT, garantir a estabilidade econômica, retomar o crescimento e remodelar o Estado, reformando, modernizando e tornando mais eficiente a máquina pública. Mas não a qualquer preço. Não livrando a cara de bandidos. Não enterrando o importante trabalho saneador da política.

O que se vê acontecer para garantir a maioria pró-Temer é uma vergonha! Passa longe dos mais elementares princípios democráticos e republicanos que devem nortear qualquer governo. É um mercadão de parlamentares, com a compra e venda de votos em troca da liberação de emendas, ocupação de cargos e troca de favores. Medidas como o decreto do trabalho escravo ou a anistia para multas do Ibama são a pá de cal em qualquer esperança de dias melhores com esta corja que se apoderou da Presidência.

Não somos omissos, nem cúmplices. Não temos bandidos de estimação. Não vamos nos calar! #ForaCorruptos #VERGONHA

#ProgramaDiferente comemora 100 anos do Chacrinha


Alô, atenção, o #ProgramaDiferente registra o centenário de nascimento de um dos maiores comunicadores da história do Brasil: Chacrinha. O velho guerreiro Abelardo Barbosa nasceu em 30 de setembro de 1917 e fez sucesso por mais de 40 anos no rádio e na televisão. Em 2018, 30 anos depois de ter mandado "aquele abraço" e ido "balançar a pança"do lado de lá, será tema de samba enredo no carnaval do Rio de Janeiro. Quem não se comunica, se trumbica! Assista!

Aqui você relembra momentos que ficaram na memória afetiva de todo o Brasil, as frases marcantes, os calouros, os jurados, as chacretes, as marchinhas, os cantores e os grupos musicais mais populares do país no palco do "Cassino do Chacrinha", que alegrava as tardes de sábado na TV.

Você conhece ainda cenas pouco vistas do filme "Na Onda do Iê-iê-iê", onde Chacrinha encena seu programa de calouros "A Hora da Buzina", exibido na extinta TV Excelsior, em 1965. Revê uma homenagem inesquecível na impressionante e apaixonada interpretação do ator Stepan Nercessian, e o depoimento de artistas e admiradores famosos. Roda, roda, roda e avisa...

terça-feira, 24 de outubro de 2017

Lava Jato e Mãos Limpas: o efeito e as consequências das operações no Brasil e Itália contra a corrupção



Aqui você assiste ao programa Roda Viva que foi ao ar nesta segunda-feira, 23 de outubro, com o jornalista Gianni Barbacetto, que recentemente participou do Seminário Internacional da FAP e junto com Marco Travaglio e Peter Gomez escreveu o livro Operação Mãos Limpas, no período em que os três eram repórteres do jornal Il Fatto QuotidianoVeja como foi o programa.

Eles acompanharam todos os passos da operação que, a princípio, desmantelou os esquemas de desvio de dinheiro público para partidos políticos e contas bancárias pessoais na Itália. Entretanto, em uma segunda etapa, a ação foi enfraquecida pelos próprios políticos envolvidos, que aprovaram uma série de leis para dificultar as investigações.

Na bancada, o apresentador Augusto Nunes recebeu também Rodrigo Chemim, procurador do Ministério Público do estado do Paraná e autor do livro Mãos Limpas e Lava Jato – A Corrupção se Olha no Espelho; Marcelo Godoy, repórter especial do jornal O Estado de S. Paulo; Thiago Uberreich, repórter da rádio Jovem Pan; Mario Cesar Carvalho, repórter especial do jornal Folha de S.Paulo; e Marcos de Vasconcellos, chefe de redação do site Consultor Jurídico.

Abaixo, a íntegra do Fórum Estadão Mãos Limpas e Lava Jato, que reuniu o juiz federal Sergio Moro e o procurador Deltan Dallagnol, dois dos principais nomes da Operação Lava Jato, e os magistrados italianos Gherardo Colombo e Percamillo Davigo, da Mãos Limpas, na manhã desta terça-feira, 24 de outubro, em São Paulo. O #ProgramaDiferente acompanhou ao vivo. Assista na íntegra (a partir de 24:30).

Conheça as novas regras para as eleições de 2018



Depois de meses de intensa discussão no Congresso Nacional, a anunciada reforma política não passou de um "puxadinho" com pequenas mudanças nas regras eleitorais para 2018. As principais novidades foram a criação de um fundo bilionário com dinheiro público para financiar as campanhas e a cláusula de desempenho eleitoral com um resultado mínimo para que os partidos tenham direito ao tempo de propaganda na TV e à verba do fundo partidário. Assista.

Veja abaixo quais são as principais regras das eleições de 2018:

Data da eleição

Domingo, 7 de outubro de 2018, é o dia em que votaremos para Presidente, dois Senadores, Governador, Deputado Federal e Deputado Estadual. Nos casos em que houver necessidade de 2º turno (seja nos estados, para Governador, ou nacionalmente, para Presidente da República), a votação será realizada no dia 28 de outubro.

Tempo de campanha

Oficialmente, a duração da campanha eleitoral será de 45 dias.

Período de propaganda eleitoral no rádio e na TV

O período de propaganda gratuita em cadeia de rádio e televisão será de 35 dias.

Horário eleitoral no segundo turno

Havendo segundo turno, as emissoras de rádio e televisão têm que veicular dois blocos diários de 10 minutos para cada eleição.

Propaganda 'cinematográfica'

Nas propagandas eleitorais, não poderão ser usados efeitos especiais, montagens, trucagens, computação gráfica, edições e desenhos animados.

Carros de som

Os carros de som e minitrios só poderão ser usados em carreatas, caminhadas e passeatas ou durante reuniões ou comícios, observado o limite de 80 decibéis, medido a 7 metros de distância do veículo. Está proibido o uso de qualquer tipo de veículo, inclusive carroça e bicicleta, no dia das eleições.

Cabos eleitorais

Podem ser contratados como cabos eleitorais um número limite de trabalhadores de até 1% do eleitorado por candidato nos municípios de até 30 mil eleitores. Nos demais, é permitido um cabo eleitoral a mais para cada grupo de mil eleitores que exceder os 30 mil.

Adesivos em automóveis 

Só com adesivos comuns de até 50 cm x 40 cm ou microperfurados no tamanho máximo do para-brisa traseiro. “Envelopamentos” estão proibidos.

Propaganda em vias públicas

Permitidas bandeiras e mesas para distribuição de material, desde que não atrapalhem o trânsito e os pedestres. Bonecos e outdoors eletrônicos estão vetados.

Horários de comícios

Comícios de encerramento de campanhas podem ir até as 2h da madrugada. Nos demais dias, das 8h à meia-noite. Nas eleições anteriores, os comícios de encerramento de campanha também deviam acabar à meia-noite.

Participação nas eleições

O partido terá que estar com seu estatuto registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) até seis meses antes do pleito, bem como o candidato regularmente filiado neste período (que vence em 7 de abril de 2018).

Domicílio eleitoral

O candidato deverá informar o domicílio eleitoral pelo menos seis meses antes das eleições.

Multas eleitorais

As multas podem ser parceladas em até 60 meses, mas desde que a parcela não ultrapasse 5% da renda mensal no caso de pessoa física ou 2% do faturamento de pessoa jurídica. Se passar, o prazo poderá ser ampliado.

Os partidos políticos também poderão parcelar multas eleitorais por 60 meses, mas o valor da parcela não pode passar do limite de 2% do repasse mensal do Fundo Partidário. Nos 90 dias após a publicação da lei, qualquer devedor terá direito a 90% de desconto sobre o valor se pagar à vista.

Cláusula de barreira

Haverá uma cláusula de desempenho nas urnas para a legenda ter acesso ao fundo partidário e ao tempo de propaganda gratuita no rádio e na TV. As regras começam a valer em 2018 e ficarão mais rigorosas gradativamente até 2030.

Candidatura avulsa

Fica vedado o registro de candidatura avulsa, ou seja, de candidato sem filiação partidária. O registro da chapa de candidatos ou das coligações é feito pelos partidos.

Arrecadação prévia

Os candidatos poderão começar a arrecadar recursos para a campanha, antecipadamente, no 15 de maio de 2018, por meio de financiamento coletivo ("vaquinhas") na internet. A liberação dos recursos, porém, fica condicionada ao registro da candidatura. A arrecadação prévia não irá configurar propaganda antecipada.

Limite para doações

Pessoas físicas podem fazer doações até o limite de 10% dos seus rendimentos brutos no ano anterior à eleição. O candidato poderá financiar na integralidade a sua própria campanha.

Recibo para doador na 'vaquinha' online

Será obrigatória a emissão de recibo para o doador relativo a cada doação feita em site de financiamento coletivo, conhecido como “vaquinha”.

Participação em debate

As emissoras de rádio ou televisão que fizerem debates entre candidatos serão obrigadas a convidar os candidatos dos partidos com mais de cinco deputados na Câmara.

Propaganda na internet

Partidos e candidatos poderão contratar o impulsionamento de conteúdos (uso de ferramentas para ter maior alcance nas redes sociais). Está proibido o impulsionamento feito por eleitores e apoiadores.

Gastos nas campanhas

Presidente da República: haverá um teto de R$ 70 milhões em gastos na campanha (se houver segundo turno, o limite será de R$ 35 milhões);

Governador: o teto será definido de acordo com o número de eleitores de cada unidade da federação apurado no dia 31 de maio, e poderá variar de R$ 2,8 milhões a R$ 21 milhões;

Senador: o teto será definido de acordo com o número de eleitores de cada unidade da federação apurado no dia 31 de maio, e poderá variar de R$ 2,5 milhões a R$ 5,6 milhões

Deputados federais: haverá um teto de R$ 2,5 milhões;

Deputados estaduais: o teto será de R$ 1 milhão.

Propaganda do TSE

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) tem que realizar campanha em todo ano eleitoral destinada a incentivar a participação feminina. A campanha também terá que incentivar a participação eleitoral dos jovens e da comunidade negra.

Substituição de candidatos

Fica limitada a substituição de candidatos. O pedido de troca deve ser apresentado até 20 dias antes do pleito (excetuado caso de morte). A foto do candidato será substituída na urna eletrônica.

segunda-feira, 23 de outubro de 2017

Veja 10 temas do Seminário Internacional "1917: O Ano que Abalou o Mundo" no #ProgramaDiferente

A TVFAP.net exibe a íntegra das conferências, palestras e debates do Seminário Internacional "1917: O Ano que Abalou o Mundo", uma promoção do Sesc de São Paulo e da Boitempo Editorial para registrar o centenário da Revolução Russa em 2017.

Há discussões e reflexões sobre temas variados, como a presença da mulher na revolução, a questão do nacionalismo, a arte revolucionária, a vida e obra de Trotski e Lenin, dentre outros. Clique nos links abaixo e assista no #ProgramaDiferente a íntegra dos 10 assuntos debatidos.

SEMINÁRIO INTERNACIONAL "1917: O ANO QUE ABALOU O MUNDO"  

Do socialismo soviético ao novo capitalismo russo
Debate com José Paulo Netto, Lenina Pomeranz e Luis Fernandes. Mediação de Fernando García.

A revolução das mulheres
Palestra de Wendy Goldman, comentário de Djamila Ribeiro e Maria Lygia Quartim de Moraes. Mediação de Tory Oliveira.

A vida de Trotski
Conferência de Esteban Volkov com comentários de Valerio Aracary e Osvaldo Coggiola.

Lenin: Vida e obra de um líder revolucionário
Palestra de Tamás Krausz, comentários de Sofia Manzano e Wilson Barbosa. Mediação de Diana Assunção.

Diálogos com o pensamento teórico de Lenin
Conferência de Tariq Ali, comentários de Vladimir Safatle e Virgínia Fontes. Mediação de Fernanda Mena.

A revolução russa e a questão nacional
Conferência de Michael Löwy, comentários de Isabel Loureiro e Ruy Braga. Mediação de Juliana Borges.

Estado, economia e política na sociedade soviética
Conferência de Antônio Negri, comentários de Alysson Leandro Mascaro e Leda Paulani. Mediação de Maria Cristina Fernandes.

A União Soviética e o Brasil
Conferência de Anita Prestes, comentários de Luiz Bernardo Pericás e Antonio Carlos Mazzeo. Mediação de Renato Rovai.

Arte e revolução
Debate com Miguel Vedda, Walnice Nogueira e Emicida. Mediação de Tata Amaral.

A ideia do comum: teoria e história de um ideal
Palestra de Pierre Dardot e Christian Laval, comentário de Christian Dunker. Mediação de Laura Carvalho.

sábado, 21 de outubro de 2017

Exposição "Histórias da Sexualidade" no MASP



Começou no Museu de Arte de São Paulo (MASP) a exposição “Histórias da Sexualidade”, reunindo mais de 300 obras que contam a trajetória da sexualidade na vida humana por meio da arte: desenhos, pinturas, esculturas e fotografias. O #ProgramaDiferente recomenda. Assista.

O visitante percorre a exposição através de núcleos temáticos: Corpos nus, Totemismos, Religiosidades, Performances de Gênero, Jogos Sexuais, Linguagens, Voyeurismos, Políticas do Corpo e Ativismos. Entre os artistas com obras expostas estão Pablo Picasso, Edgard Degas, Maria Auxiliadora da Silva, Paul Gauguin, Suzanne ValadonAdriana Varejão, Anita Malfatti, Édouard Manet, Toulouse-Lautrec e Victor Meirelles.

Neste momento em que a sexualidade na arte provoca polêmicas e discussões exacerbadas, o MASP vetou a entrada para menores de 18 anos. Segundo a curadora Lilia Moritz Schwarcz, é a primeira vez em 70 anos que a presença de menores, mesmo que acompanhados dos pais ou responsáveis, será vetada em uma exposição. O filósofo Luiz Felipe Pondé também comenta o assunto.

Histórias da Sexualidade 
De 20 de outubro de 2017 a 14 de fevereiro de 2018 
Terça a domingo das 10 às 18h; quinta das 10 às 20h
MASP (Avenida Paulista 1578) 
Preço: R$ 30,00 (inteira) 
Classificação: 18 anos.

Veja também:

Arte e Cultura: Os 70 anos do MASP no #ProgramaDiferente


quinta-feira, 19 de outubro de 2017

O PPS, o incrível Huck e outras histórias

Senta que lá vem textão. Tenho por hábito ser mais jornalista que político, o que certamente é um erro estratégico na visão dos cartorários e burocratas partidários, gente que não costuma ter a verdade como matéria-prima. Mas é necessário um choque de informação para sairmos da catatonia e voltarmos com os dois pés à realidade - bem menos dourada do que podem fazer supor os devaneios de nossos líderes e dos áulicos de plantão, estes que vivem de pequenos estelionatos e da desonestidade intelectual entre um congresso e outro do PPS.

Primeiro, e mais importante, não existe a mais remota possibilidade de Luciano Huck se filiar ao PPS (antes houvesse!). Portanto, todas as discussões internas desencadeadas por essa nota plantada e distorcida não terão o mínimo respaldo no mundo real. Se Huck se filiasse e disputasse a eleição, tenham certeza, não seria pelo PPS. Nem nunca houve essa possibilidade. A hipótese de candidatura - por outro partido - buscaria sim o apoio do PPS, que pode ainda receber a filiação de alguns nomes desses novos movimentos da sociedade que tem como bandeira a renovação da política. (E que sejam bem-vindos!)

Agora (ops!), fazer crer que Huck em algum momento cogitou se filiar ao PPS é mais falso que nota de R$ 3. História de pescadores de águas turvas e suas táticas diversionistas. Chega a ser risível que a nota plantada na imprensa (deixando as impressões digitais do autor) afirme que "desde setembro" o partido conversa com representantes de movimentos como o Agora ou a RAPS (Rede de Ação Política pela Sustentabilidade).

Ora, meus caros, estes diálogos (não por oportunismo, como neste momento, mas por afinidade) são uma construção política muuuuuuuito mais antiga, trabalhada e consistente. Tocada a partir de São Paulo (mas não só aqui) por mim, por Carlos Fernandes, por Davi Zaia e pelo próprio Roberto Freire (quando não tem sua ação atravancada por um séquito de impostores). Portanto, não percam tempo com lorotas eleitoreiras e balões de ensaio. Vamos nos ater aos fatos.

O Agora, por exemplo, citado nominalmente como recente interlocutor do PPS para as eleições de 2018. Quem são seus representantes? Veja aqui.

Entre seus idealizadores e fundadores, nomes como Alexandre Youssef, que, para quem não conhece, foi simplesmente o incentivador da entrada de Soninha Francine na política, com quem ela trabalhou durante todo o seu primeiro mandato como vereadora eleita pelo PT (2005-2008), tendo sido seu chefe de gabinete na Câmara e também coordenado a sua primeira campanha à Prefeitura pelo PPS, em 2008, para onde Soninha veio no ano anterior, ou seja, há exatos 10 anos - dessa vez por "culpa" do autor deste texto que você lê agora. Então, reitere-se, isso não é de agora (e perdoe a redundância e o duplo trocadilho involuntário com a denominação do movimento).

Mas tem mais, muito mais: Daniela Castro, outra que trabalhou com Soninha e com quem temos contato no PPS pelo menos desde 2007. É atual secretária adjunta de Esportes do prefeito João Doria. André Palhano, idealizador da Virada Sustentável, amigo jornalista, parceiro na RAPS (onde estamos juntos desde a primeira turma de líderes selecionados em 2013) e no #ProgramaDiferente, que cobre e exibe com exclusividade suas Rodas de Conversa. Humberto Laudares, fundador também da Onda Azul, movimento dissidente do PSDB, outro amigo e que é próximo do PPS há anos (Adão Cândido, Bruno Soller, Carlos Fernandes e Roberto Freire hão de lembrar de um dos almoços que tivemos com ele; além de também ser colaborador do #ProgramaDiferente).

Segue a lista: Leandro Machado, Monica Sodré, Ademar Bueno, André Previato, todos amigos, parceiros de RAPS e colaboradores do mandato de Ricardo Young como vereador pelo PPS, de 2013 a 2016. Aliás, este assunto daria um capítulo à parte. A própria vinda de Ricardo Young para o PPS, em 2011, é a concretização desta aproximação do PPS (e da FAP) com os movimentos vivos da sociedade, à esquerda e à direita (vide o MBL, com o qual também fomos os primeiros a estabelecer uma relação institucional, desde as manifestações iniciais pelo impeachment, em 2014, quando ninguém botava fé nos "moleques metidos a liberais"; e aí, outra vez, méritos para Carlos Fernandes, Davi Zaia e Roberto Freire pela visão ampla, moderna e suprapartidária).

Digo mais: além de Soninha Francine, Ricardo Young e de movimentos como Agora, RAPS, Vem Pra Rua e MBL, foi dentro destes princípios de renovação e reformulação da política que trouxemos Claudio Fonseca (nosso vereador paulistano desde 2008), Lars Grael, Ronaldo Giovanelli, Luisa Mell, Mauricio Brusadin (alguns não permaneceram porque nem sempre os partidos lidam bem com o novo)...

E, outro capítulo à parte, até Marina Silva (bem antes da aproximação dela com Eduardo Campos, na saída do seu grupo "sonhático" do PV após as eleições de 2010), que não veio naquela oportunidade (quando não por acaso lançamos a #Rede23, antes portanto de existir a Rede Sustentabilidade) porque o PPS também vive de tempos em tempos de ilusões e frustrações (fusão I, fusão II, fusão III, candidatura presidencial de José Serra pelo PPS etc.), que criam barreiras para as mudanças que vislumbramos há tempos (aliás, em tese, desde que o PPS foi fundado, há 25 anos, como partido-movimento). 

OK, mas qual é a utilidade, afinal, desse textão repleto de nomes e de fatos de um passado recente, trazido agora a público?

Por um lado, mostrar que estamos vacinados dessas histórias para boi dormir. Separar o joio do trigo. Os fatos dos factóides. Esvaziar os balões de ensaio e mostrar que a boa política se faz verdadeiramente do trabalho árduo e cotidiano. Nenhuma solução mágica cai no colo do gênio de plantão. E quem vender essas saídas mirabolantes estará mentindo.

Segundo, respeitar a história e a trajetória de um partido que não pode e não deve se igualar a essas legendas que aparecem na bacia das almas à caça de um candidato - qualquer um - para chamar de seu! Temos lideranças respeitáveis: nem é necessário nominar para não pecar pelo esquecimento, mas que simbolicamente podemos exemplificar na figura ímpar do senador Cristovam Buarque, de um prefeito como Luciano Rezende, dos dirigentes já citados neste texto e dos homens e mulheres que compõem a nossa pequena mas digna e valente bancada federal. Também, e sobretudo, de todos os nossos militantes anônimos que formam a base do partido, as mulheres, a juventude, os núcleos setoriais, os candidatos em seus municípios, cada um de nós que atua incansavelmente nas ruas e nas redes.

Merecemos respeito. Merecemos ter vez e voz. Os congressos partidários existem para isso. Vamos fazer valer os nossos direitos. Não pensem que vão nos manipular. Não pensem que podem nos calar. A vontade da maioria (com a óbvia consideração pelas minorias) vai prevalecer. A democracia que defendemos publicamente precisa ser praticada internamente e refletir a nossa consciência cidadã. Os princípios republicanos devem ser a nossa principal referência partidária. E serão, tenham certeza! Por um novo PPS, diferente, vivo, ético, dinâmico, justo, sustentável, transparente, moderno, (re)conectado com a sociedade e protagonista da boa política. Por um Brasil melhor, sempre!

Mauricio Huertas, jornalista, é secretário de Comunicação do PPS/SP, diretor executivo da FAP (Fundação Astrojildo Pereira), líder RAPS (Rede de Ação Política pela Sustentabilidade), editor do Blog do PPS e apresentador do #ProgramaDiferente