quinta-feira, 27 de julho de 2017

#ProgramaDiferente: O que é ser de esquerda hoje?



O #ProgramaDiferente discute: O que é ser de esquerda hoje? Numa época em que ser chamado de esquerdista equivale quase a um xingamento, vale a pena discutir o assunto e rever os conceitos de esquerda e direita. O que a esquerda atual propõe na prática para mudar o mundo? Quais são as ideias dessa nova esquerda para educação, segurança, drogas, saúde? Qual é o papel do Estado? Como combater a desigualdade e as injustiças sociais? O que é novo e o que é velho, afinal? Com a participação do senador Cristovam Buarque, do deputado federal Arnaldo Jordy, da deputada do Parlamento Italiano, Renata Bueno, e do filósofo Luiz Felipe Pondé. Assista.

quarta-feira, 26 de julho de 2017

Dia dos Avós marca conscientização e prevenção à violência contra os idosos no #ProgramaDiferente



Neste Dia dos Avós - celebrado anualmente em 26 de julho por causa da comemoração do dia de Santa Ana e de São Joaquim, pais de Maria e avós de Jesus Cristo - o #ProgramaDiferente relembra este especial com o teólogo, filósofo e escritor Leonardo Boff e sobre a importância da conscientização e da prevenção a violência contra a pessoa idosa. O objetivo é criar uma consciência mundial, social e política da existência da violência contra os idosos, e, simultaneamente, disseminar a ideia de não aceitá-la como uma coisa normal. Assista.

terça-feira, 25 de julho de 2017

Aumenta cobrança sobre o prefeito e os vereadores

Deu no Câmara Man: A uma semana do fim do recesso parlamentar e com o prefeito João Doria na China, a Câmara Municipal de São Paulo iniciou a agenda de audiências públicas referentes ao Projeto de Lei 367/17, que prevê a concessão de parques, mercados municipais, sacolões, planetários, sistema de compartilhamento de bicicletas, pátios e terminais de ônibus – além da bilhetagem eletrônica do transporte, tema da primeira audiência, nesta segunda-feira, dia 24 de julho.

A Prefeitura de São Paulo espera economizar R$ 106,7 milhões por ano ao conceder a emissão do Bilhete Único para a iniciativa privada. A informação é do secretário municipal de Desestatização e Parcerias, Wilson Poit, que participou da primeira audiência pública. Vamos ver se esse "negócio da China" (perdão pelo trocadilho com mais uma viagem internacional de negócios do prefeito) sai do papel do jeito que é prometido. A oposição - minoritária na Câmara - questiona o "cheque em branco" do projeto ao Executivo, com muitas boas intenções anunciadas mas pouquíssima informação objetiva.

PL 367/17 é parte essencial do PMD (Plano Municipal de Desestatização), carro-chefe das promessas do prefeito João Doria, que começa a ser questionado pela imprensa e pela população nas ruas e  nas redes sociais por causa da sensação de abandono do trabalho de zeladoria na cidade, exatamente a maior vitrine do início da gestão.

Buracos nas ruas, lixo nas calçadas, praças sem manutenção, semáforos quebrados e obras paradas (como, por exemplo, a recuperação do Viaduto do Glicério, parcialmente interditado desde março, quando um incêndio causado por moradores de rua comprometeu a sua estrutura) estão aí na cara de todo paulistano e já ameaçam o clima de lua-de-mel que o prefeito João Doria vive desde a sua surpreendente eleição no 1º turno, há 9 meses.

Já era tempo de "nascer" algo mais sólido e eficaz do que ações cosméticas de marketing eleitoral (nesta campanha ininterrupta do prefeito, ligando a eleição de 2016 aos planos do tucano para 2018). Mas a paciência de parte significativa dos paulistanos que votaram em João Doria começa a dar sinais de estar se esgotando. Quem sente essa cobrança mais de perto são os vereadores da base de sustentação do governo. O clima vai ficando mais pesado. Vamos ver como será o retorno do recesso - e da viagem à China, já que existe na Câmara o compromisso de votar rapidamente o pacote de concessões e privatizações. O semestre promete fortes emoções :-)

Calendário das Audiências Públicas do PL 367/2017

24/07 – 16h
Sistema de bilhetagem eletrônica das tarifas públicas cobradas dos usuários da rede municipal de transporte coletivo de passageiros, inclusive em cooperação com outros entes da federação

25/07 – 16h
Mercados e sacolões municipais

26/07 – 16h
Parques, praças e planetários

27/07 – 16h
Remoção e pátios e estacionamentos de veículos

28/07 – 16h
Sistema de compartilhamento de bicicletas

31/07 – 16h
Mobiliário urbano municipal

segunda-feira, 24 de julho de 2017

Atenção, prefeito João Doria e vereadores: Não basta resolver o Parque Augusta! São Paulo exige mais!

Que se tenha encontrado uma solução para a implantação do Parque Augusta, após décadas de indefinição entre o poder público e a iniciativa privada, é verdadeiramente louvável.

Porém, que não se tome esta ação isolada na região central de São Paulo como atenuante para um problema crônico em diversas regiões da cidade, que é a carência de áreas verdes e a repetição de impasse idêntico entre as construtoras e a Prefeitura em inúmeros terrenos de bairros mais periféricos.

Dois exemplos, na zona leste: o Parque da Vila Ema e o Parque Verde da Mooca, na área da antiga Esso.

sexta-feira, 21 de julho de 2017

Como não fazer jornalismo: Um fã-clube de Lula reunido na sala do Trajano para atacar os "golpistas"



Faz tempo que o ex-presidente Lula inaugurou as "entrevistas coletivas" em que não permite perguntas de jornalistas. Esse disparate se tornou comum: ele convoca a imprensa para o evento (geralmente em hotéis no centro de São Paulo) e faz pronunciamentos intermináveis - daqueles monólogos que os petistas veneram e nos quais ele dá a linha a ser seguida pelos seus milicianos. Ataca promotores, juízes e a própria "imprensa golpista". Solta umas lágrimas em momentos estratégicos, jura inocência e fica por isso mesmo. Não muda a opinião de ninguém: nem dos favoráveis, nem dos contrários. Cumpre tabela.

Aliás, falando em tabela, a nova onda de Lula (o rei das metáforas futebolísticas) é fazer tabelinha com fãs travestidos de jornalistas. Costuma entrar ao vivo por telefone, do seu Instituto (aquele denunciado na Lava Jato), para uma série de rádios-amigas pelo Brasil que lançam a bola na área para ele fazer o gol. Nesta quinta-feira, inovou: foi à casa do jornalista esportivo José Trajano para um bate-papo com um fã-clube seleto, transmitido pelo seu canal no Youtube, o "Ultrajano" (poupe-nos do trocadilho).

Além do anfitrião, com ar de adolescente embasbacado diante do ídolo, participaram os também fãs-jornalistas Juca Kfouri e Antero Greco, e o músico Carlinhos Vergueiro. Foi verdadeiramente uma roda de conversa entre amigos. Mas ainda assim há um interesse jornalístico (embora não tenha se praticado jornalismo na conversa), pois o comportamento típico de Lula, seguindo o script canastrão e fazendo ataques a torto e à direita (ok, foi uma tentativa de piada), é bastante emblemático deste fim-de-feira do petismo. Assista aqui na íntegra.

quinta-feira, 20 de julho de 2017

Projeto de Lei que cria cotas raciais e étnicas em conselhos de SP repercute mal nas redes sociais

Em pleno recesso parlamentar, uma divulgação nas páginas da Câmara Municipal de São Paulo vem causando verdadeiro furor na internet: trata-se do PL 187/2017, que propõe a criação de cotas étnicas e raciais em espaços de participação e controle social da cidade, ou de "poder e decisão", como justifica o projeto de autoria do vereador Eduardo Suplicy (PT), que tem como coautores Isa Penna (PSOL), Eduardo Tuma (PSDB), Sâmia Bomfim (PSOL) e Toninho Vespoli (PSOL).

Se aprovada, a nova lei (uma cota de 25% para negros e índios na composição de todos os conselhos municipais) valeria para qualquer situação que envolva a participação popular como, por exemplo, os conselhos de Saúde e de Educação da cidade de São Paulo.

Porém, ao noticiar que "PL quer criar cotas raciais e étnicas na Câmara e conselhos", a publicação oficial do Legislativo paulistano mais confunde do que explica. Esse "na Câmara" - equivocado, diga-se - foi fatal.

A (des)informação piora ao postar que "na justificativa do projeto, dados de 2016 mostram que os negros ainda representam a minoria dos candidatos a vereador e prefeito. Dos 5.496 prefeitos eleitos, 70,2% são brancos e 29% negros, incluindo todos aqueles que se autodeclaram de cor preta (1,6%) e parda (27,4%)."

Ou seja, a leitura da nota com esse trecho mal explicado "na Câmara e conselhos" faz crer que pode haver cotas até para a eleição de vereadores. Era só o que faltava!!! O projeto não trata nada disso, mas vai explicar que focinho de porco não é tomada... A reação dos internautas ao  projeto, como se vê no print abaixo, não foi das mais tolerantes e receptivas. (Câmara Man)





quarta-feira, 19 de julho de 2017

Política: A vergonha nossa de cada dia... Faxina!

A gente tenta. O PPS, em parceria com a FAP (Fundação Astrojildo Pereira), por exemplo, acaba de realizar o seu 2º Encontro de Jovens para formação política, no Rio de Janeiro, com temas como: ação coletiva, associativa e partidária; política e democracia no mundo contemporâneo; a trajetória da modernização brasileira; os desafios da mudança econômica na atualidade; da revolução à democracia: uma esquerda a inventar; e os desafios da democracia no Brasil. Mas, cá entre nós, atropelados pelos fatos e pelo noticiário, como manter a esperança em dias melhores?

A compra de votos na CCJ da Câmara dos Deputados e o troca-troca de indicados pelos partidos para poupar o presidente Michel Temer de uma investigação foram simplesmente vexatórios. Nem precisa explicar muito: basta ver o emblemático pronunciamento de Paulo Maluf atestando a idoneidade de Temer. Aonde chegamos?

Se não bastasse, que reforma política que se preze pode ficar nas mãos de um relator como o deputado federal Vicente Cândido (PT), denunciado por corrupção, que conhecemos bem desde a Câmara Municipal de São Paulo (um horror!) e faz propostas como um fundo público eleitoral de R$ 3 bilhões e a "emenda Lula", blindando da prisão inexplicáveis 8 meses antes da eleição qualquer criminoso-candidato? 

Essa gente perdeu a vergonha na cara! Não se preocupam mais nem em esconder essas manobras ridículas, absurdas e mafiosas. O Brasil vive um momento crucial: precisamos decidir se estamos do lado desses políticos-bandidos ou, ao contrário, de quem pretende fazer uma faxina geral na política. Força à Lava Jato! Cadeia nos corruptos!

segunda-feira, 17 de julho de 2017

O Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, direto de Washington, fala sobre Temer e a Lava Jato



O #ProgramaDiferente, da TVFAP.net, apresenta em primeira mão a íntegra da palestra do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, nesta segunda-feira, 17 de julho, no Brazil Institute do Woodrow Wilson Center, em Washington. Ele afirmou que o Ministério Público não tem pressa para apresentar uma nova denúncia contra o presidente Michel Temer. Assista.

No fim de junho, Janot apresentou uma denúncia contra Temer por corrupção passiva, com base nas delações premiadas de executivos da J&F. Mas há outras acusações, que podem significar novas denúncias. Formalizadas, devem seguir para apreciação da Câmara dos Deputados, que então decide por maioria (são necessários 342 votos) se autoriza ou não a investigação do presidente pelo Supremo Tribunal Federal.

Durante a palestra, Janot foi questionado se pretende apresentar uma nova denúncia (de tentativa de obstrução da Justiça e/ou participação em organização criminosa) antes do final do seu mandato à frente da PGR, em setembro. Ele respondeu que as apurações devem levar o tempo necessário para levantar provas sobre a existência dos supostos crimes.

"O MP não tem pressa e nem retarda denúncia. Existem investigações em curso e essas investigações, uma está mais adiantada que outra, e se até o dia 15 de setembro, último dia útil do meu mandato, eu obtiver esse quadro definido, eu não posso deixar de fazer isso [apresentar a denúncia], sob pena de prevaricar, de não praticar meu ato de ofício", afirmou o procurador-geral.

"Nós não temos a necessidade de oferecer uma denúncia, eu tenho a necessidade de apurar. Eu tenho necessidade de apurar e, convencido de que o fato é típico, e convencido da materialidade do crime e definida a autoria, aí sim partiremos para a fase do processo penal."

Indagado sobre como vai se sentir caso a Câmara dos Deputados rejeite a denúncia já apresentada (em sessão prevista para 2 de agosto), Janot afirmou que vai aceitar com a "maior naturalidade possível", pois cada poder tem sua função. "Cada um faz o seu trabalho. Eu não vou insistir nessa denúncia porque tecnicamente não tem como insistir. Não autorizou, ela vai ficar suspensa."

Segundo o procurador, se isso acontecer, o que resta é esperar o final do mandato de Temer para dar continuidade ao processo. "Se a Câmara autoriza, o processo penal segue o seu curso normal. Se a Câmara não autoriza, essa denúncia fica suspensa aguardando o fim do exercício da presidência da República para dar sequência", explicou.

quinta-feira, 13 de julho de 2017

Seis meses do governo Trump no #ProgramaDiferente



O #ProgramaDiferente desta semana registra os seis meses do presidente Donald Trump no poder. O que significou a surpreendente eleição deste personagem folclórico para a presidência dos Estados Unidos e qual é o impacto desse início de governo no Brasil e no mundo, com todas as suas polêmicas e atitudes que embrulham o estômago de quem sonha com um mundo melhor. Assista.

Das previsões catastróficas da campanha eleitoral, como a que fez o jornalista e cineasta Arnaldo Jabor, a análises exclusivas para o programa após o anúncio da eleição de Trump, em 9 de novembro, dos economistas Pedro Malan, Edmar Bacha, Eduardo Giannetti e Gustavo Franco, apresentamos um contraponto entre as expectativas e a realidade do governo deste que é o 45º presidente norte-americano eleito.

Veja ainda outras opiniões abalizadas sobre as primeiras medidas do governo Trump, feitas pelo agrônomo e economista José Eli da Veiga; pelo sociólogo e especialista em sustentabilidade, Sérgio Abranches; pelo jornalista Ricardo Amorim; e pelo filósofo Noam Chomsky.

Como curiosidade, trazemos a reação de jovens estudantes americanos e imigrantes sobre as propostas do novo presidente, registradas pelo youtuber Luan Kovarik nos Estados Unidos, e a opinião do bilionário chinês Jack Ma, fundador do grupo Alibaba, um dos maiores portais de vendas na internet. Que seis meses são esses, afinal, com Trump no poder?

quarta-feira, 12 de julho de 2017

Enfim, o dia que o Brasil inteiro esperava: a primeira condenação de Lula por Sergio Moro na Lava Jato



No dia em que o ex-presidente Lula recebeu a primeira condenação do juiz Sergio Moro na Operação Lava Jato, no processo referente ao triplex do Guarujá (há outras ações, denúncias e inquéritos em andamento), vale a pena rever o #ProgramaDiferente especial da propinocracia, do escárnio e da mentira. Assista.

A condenação - em primeira instância, contra a qual Lula vai recorrer em liberdade - é de 9 anos e 6 meses de prisão. Na sentença, o juiz Sergio Moro cita documentos e depoimentos que comprovam que apartamento no litoral de São Paulo era destinado ao ex-presidente, diz que há 'provas documentais' e que Lula 'faltou com a verdade'. Leia a íntegra da sentença.

Vale também relembrar outras duas edições do #ProgramaDiferente: um especial com o juiz Sergio Moro e outro com o promotor Deltan Dallagnol. Aliás, você sabe como surgiu o termo "propinocracia" na imprensa? Leia aqui.

terça-feira, 11 de julho de 2017

Os 50 anos do Tropicalismo no #ProgramaDiferente



Movimento libertário que revolucionou a cultura brasileira, com influência na música, nas artes, no teatro, no cinema, na moda, na política e no comportamento de toda uma geração, a Tropicália completa 50 anos em 2017 e ganha um especial do #ProgramaDiferente, com destaque para os tropicalistas Caetano Veloso, Gilberto Gil e Tom Zé, entre outros artistas que fazem história desde os anos 60. Assista.

segunda-feira, 10 de julho de 2017

FAP promove 2º Encontro de Jovens Lideranças

De 11 a 15 de julho, a Fundação Astrojildo Pereira (FAP) promove o 2º Encontro de Jovens Lideranças na Colônia de Férias Kinderland, em Paulo de Frontin (RJ). Trata-se de um curso de formação política que contará com a presença de 120 jovens de todo o país, além de dirigentes do PPS, conselheiros e diretores da FAP e palestrantes convidados.

Estarão presentes, entre outros, o humorista e "casseta" Cláudio Manoel; o diretor do Jardim Botânico do Rio de Janeiro, Sérgio Besserman; a atriz e cineasta Naura Schneider; o ex-ministro da Cultura e deputado federal Roberto Freire (SP), presidente nacional do PPS; o senador Cristovam Buarque (PPS/DF); o deputado estadual Conte Bittencourt (PPS/RJ); o deputado federal Arnaldo Jordy (PPS/PA); e os prefeitos de Vitória, Luciano Rezende (PPS/ES), e Rafael Diniz (PPS/RJ), de Campos. 

Entre os temas deste treinamento em regime de imersão política, dinâmicas de grupo para trabalho em equipe e exercícios de liderança, com um curso de formação política com carga horária de 12 horas, estão: ação coletiva, associativa e partidária; política e democracia no mundo contemporâneo; a trajetória da modernização brasileira; os desafios da mudança econômica na atualidade; da revolução à democracia: uma esquerda a inventar; e os desafios da democracia no Brasil.

A íntegra das palestras e atividades estará disponível na TVFAP.net (aliás, veja aqui como foi o 1º Encontro, ocorrido de 18 a 24 de fevereiro deste ano).

domingo, 9 de julho de 2017

É dia de Silvio Santos no #ProgramaDiferente



O #ProgramaDiferente acompanha o lançamento oficial do livro "Silvio Santos - A Trajetória do Mito" (Matrix Editora), já na lista dos mais vendidos nas livrarias de todo o Brasil, e entrevista com exclusividade o escritor Fernando Morgado, que curiosamente só conheceu Silvio Santos pessoalmente há poucos dias, convidado para o programa dominical do apresentador. O homenageado aprovou o trabalho, mesmo fazendo questão de afirmar que foi uma biografia não autorizada previamente. Assista.

Nascido no Rio de Janeiro em 1930, Senor Abravanel começou a trabalhar aos 14 anos de idade como camelô. Pouco tempo depois, ingressou no rádio e, mais tarde, na televisão, onde se tornou sinônimo de domingo com o "Programa Silvio Santos", no ar ininterruptamente desde 1963. 

Formou um grupo empresarial bilionário, reunindo desde uma popular indústria de cosméticos à sua própria rede nacional de televisão. Tentou ser prefeito, governador e até presidente. Cercou sua vida pessoal de mistérios, cultivados pela distância que mantém dos repórteres. Mesmo assim, ao longo da carreira, já causou polêmica ao opinar sobre diversos assuntos: de empreendedorismo até homossexualidade, passando por economia, sexo, drogas e política.

É isso que conta o livro: a trajetória do animador e empresário através de textos ágeis, declarações dadas por Silvio Santos ao longo das últimas seis décadas e uma completa linha do tempo. Cada capítulo revela uma faceta especial: seu tino para os negócios, sua longa carreira artística, seu estilo próprio de comandar o SBT, sua meteórica trajetória política e sua reservada vida pessoal. Combinados, compõem a figura de um mito, uma das maiores referências da comunicação no Brasil e no mundo.

sábado, 8 de julho de 2017

Exclusivo: Xico Sá, a letra X do "Abecedário Comuna" de Gregorio Duvivier, no #ProgramaDiferente



Lembrado como a letra X no "Abecedário Comuna", paródia que o humorista Gregorio Duvivier fez do pueril "Abecedário da Xuxa", o jornalista Xico Sá comenta com exclusividade sobre a "homenagem" no #ProgramaDiferente, opina sobre a crise política e diz se continua otimista com o futuro do Brasil. Assista.

quinta-feira, 6 de julho de 2017

Jornalista César Tralli, da Rede Globo, fala com exclusividade ao #ProgramaDiferente da TVFAP.net



O jornalista César Tralli, repórter e apresentador da Rede Globo, fala com exclusividade ao #ProgramaDiferente sobre o atual momento político do Brasil, assim como da importância da sua profissão. Assista.

terça-feira, 4 de julho de 2017

#ProgramaDiferente: O centenário de João Saldanha



O #ProgramaDiferente desta semana é um especial sobre João Saldanha. O mês de julho marca o centenário de nascimento deste personagem inigualável: treinador de futebol, jornalista, comentarista, contador de causos, frasista impagável e militante histórico do Partido Comunista Brasileiro. Se tem alguém que vale a pena ser lembrado eternamente, este é João Saldanha. Assista.

Câmara de São Paulo entra em recesso e João Doria terá um mês para resolver conflitos na base

Deu no Câmara Man: Após mais um dia conturbado, a Câmara Municipal de São Paulo enfim aprovou, em sessões extraordinárias que se encerraram às 23h20 desta segunda-feira, 3 de julho, o PL 367/2017, em primeira votação (a segunda ocorrerá em agosto, após uma agenda de audiências públicas em julho), que estabelece um pacotão de concessões de equipamentos e serviços municipais à iniciativa privada, e em seguida o PL 239/2017, que trata da LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias).

Agora os vereadores entram no chamado recesso de julho. As atividades em plenário retornam apenas no início de agosto. Com isso, a gestão do prefeito João Doria (PSDB) terá um mês para tentar (re)arrumar a casa. Há diversos pavios acesos, prontos para explodir. O mais grave parece ser mesmo a divergência com o vereador Mario Covas Neto, nome influente do PSDB e presidente do diretório paulistano do partido, que foi confrontado seguidas vezes pelo presidente da Câmara, vereador Milton Leite (DEM), e pelo líder do governo, vereador Aurélio Nomura (PSDB).

Mas há diversos desentendimentos na base: no PSDB, além de Covas, há o descontentamento explícito de Patricia Bezerra e a atuação independente de Eduardo Tuma, vinculado à bancada evangélica e ao chamado "bloquinho", ou "centrinho", grupo calculado hoje em 17 vereadores de diversos partidos e que negociam pontualmente cada projeto pautado do Executivo.

No PSD, o líder José Police Neto tem um confronto aberto com a vereadora Edir Sales, a quem retirou da Comissão de Constituição e Justiça por não seguir as suas orientações. No DEM, o presidente da Casa e líder da bancada Milton Leite e o vice-líder do governo Dalton Silvano enfrentam situação parecida com a vereadora Sandra Tadeu.

O bloco PPS/PHS também sofreu abalo. Foi cogitado pelo governo que Zé Turin (PHS), líder do bloco e um dos expoentes do "centrinho", fosse substituído na CCJ por Soninha Francine (PPS) ou Claudio Fonseca (PPS) para garantir a maioria governista. Ao saber da intenção do governo, Turin chiou bastante. No final, na aprovação em primeira votação do pacote de privatizações do Executivo o voto contrário que acabou surpreendendo foi do próprio Claudio Fonseca, enquanto o vereador do PHS votou favorável.

Calendário das Audiências Públicas do PL 367/2017 

24/07 – 16h
Sistema de bilhetagem eletrônica das tarifas públicas cobradas dos usuários da rede municipal de transporte coletivo de passageiros, inclusive em cooperação com outros entes da federação

25/07 – 16h
Mercados e sacolões municipais

26/07 – 16h
Parques, praças e planetários

27/07 – 16h
Remoção e pátios e estacionamentos de veículos

28/07 – 16h
Sistema de compartilhamento de bicicletas

31/07 – 16h
Mobiliário urbano municipal

sábado, 1 de julho de 2017

Soninha fala sobre a Cracolândia com Maria Lydia



As vitórias e tropeços na guerra contra a Cracolândia na entrevista do dia do Jornal da Gazeta, com Maria Lydia Flândoli. A entrevistada é a vereadora paulistana Soninha Francine (PPS), que foi por alguns meses secretária de Assistência Social do prefeito João Doria (PSDB). Ela opina sobre o atendimento aos dependentes de drogas, sobre as ações do poder público e também sobre a propaganda anti-crack que está no ar. Assista.

#ProgramaDiferente entrevista José Luiz Goldfarb, diretor da Editora da PUC, e conhece o livro "Faça-se a Água", de Seth Siegel, com o aprendizado sobre Israel



O #ProgramaDiferente entrevista o físico, filósofo e professor universitário José Luiz Goldfarb, diretor da Educ, a Editora da PUC (Pontifícia Universidade Católica) de São Paulo. Ele fala sobre cultura, a importância da leitura e o seu mais recente lançamento como editor, a versão brasileira do livro "Faça-se a Água – A Solução de Israel para um Mundo com Sede de Água" ("Let There Be Water - Israel's Solution for a Water-Starved World"), escrito pelo advogado e ativista ambiental norte-americano Seth M. Siegel. Assista.

Graduado em Física pela Universidade de São Paulo, mestre em Filosofia pela McGill University, do Canadá, e doutor em História da Ciência também pela USP, Goldfarb foi curador do Prêmio Jabuti da Câmara Brasileira do Livro, é santista roxo (desde os tempos de Pelé), especialista em cultura judaica, idealizador de projetos de incentivo à leitura e consultor na gestão de redes sociais, entre outras múltiplas atividades.

O livro "Faça-se a Água" ilustra de que forma Israel pode servir de modelo para o Brasil e o mundo mostrando como amenizar o resultado das mudanças climáticas e das calamidades hídricas iminentes. Mesmo que o deserto corresponda a 60% da área do país, Israel não só resolveu seu problema hídrico, como também passou a ter água potável em abundância.

Baseado em pesquisas e entrevistas, "Faça-se a Água" revela métodos, problemas e soluções - frequentemente pouco convencionais - que permitiram a Israel se tornar líder mundial em tecnologia hídrica de ponta. A obra - à venda nas livrarias - foi lançada neste mês e o autor Seth Siegel estará no Brasil em outubro para tratar do tema, que você conhece na TVFAP.net em primeira mão.

quinta-feira, 29 de junho de 2017

#ProgramaDiferente: A prioridade do Brasil é a Economia, ou isso não passa de uma estupidez?



Em meio a uma das mais graves crises políticas e institucionais da história brasileira, ainda há quem queira preservar o mandato do presidente Michel Temer - denunciado por corrupção e obstrução da Justiça - sob o pretexto de uma suposta "estabilidade econômica" e da expectativa de manter de pé o calendário de reformas.

É neste contexto que o #ProgramaDiferente de hoje fala sobre Economia, na voz dos próprios economistas e de analistas políticos e econômicos renomados. Resgatamos uma frase emblemática criada em 1992 por James Carville, marqueteiro e estrategista de Bill Clinton quando ele ganhou de George Bush a Presidência dos Estados Unidos em tempos de recessão. Vamos descobrir se o mesmo raciocínio vale para o Brasil de hoje: "É a economia, estúpido!".

Participam do programa, entre outros, a jornalista e comentarista econômica da Rede Globo, Miriam Leitão; o sociólogo e escritor Sérgio Abranches; o jornalista Políbio Braga; o agrônomo e economista José Eli da Veiga; o jurista Nelson Jobim; e os economistas Edmar Bacha, Pedro Malan, Gustavo Franco, Eduardo Giannetti, Murilo Portugal e Mailson da Nóbrega. Assista.

Vereadores viram a madrugada para aprovar a privatização do Pacaembu, depois de intensas negociações para recompor a base de João Doria

Às 3h11 da madrugada foi aprovado em primeira votação o PL364/2017, que autoriza a concessão do Estádio Municipal do Pacaembu à iniciativa privada.

Isso depois de um dia intenso de manobras e negociações - mais de 12 horas -, tempo que o governo do prefeito João Doria (PSDB) levou para pacificar a rebeldia dos vereadores do chamado "centrinho" - não se sabe com quais e quantos argumentos - e recompor com folga a maioria na Câmara Municipal de São Paulo.

Às 15h, o vereador governista Paulo Frange (PTB) dizia no microfone do plenário que era preciso "tomar muito Lexotan" para pertencer à base. Imagine após 12 horas ininterruptas, enquanto o presidente da Casa, vereador Milton Leite (DEM), garantia "com margem de erro zero" que, antes do recesso, os dois projetos do Executivo pautados e relacionados ao pacotão de privatizações seriam aprovados.

Enfim, a base governista "acelerou", como determina o slogan eleitoral do prefeito João Doria. Não sem deixar pelo caminho aliados e oposicionistas atropelados (como já prevíamos aqui). Na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), por exemplo, que foi tachada por Milton Leite de "comissão inoperante e protelatória", começou a funcionar o trator do governo.

Apesar de ter sido aprovado na CCJ o parecer favorável ao PL364/2017, da concessão do Pacaembu, foi mantido nesta quarta-feira o adiamento do PL 367 /2017,  que prevê a concessão de parques, praças e serviços como o sistema de bilhetagem do transporte público - e que o governo promete (e vai) votar antes do recesso.

A "rebeldia" dos governistas Mário Covas Neto (PSDB), José Police Neto (PSD), Zé Turin (PHS) e Rinaldi Digilio (PRB) na CCJ, que juntos com o petista Reis votaram pelo adiamento, atingiu em cheio os planos (ao frear a aceleração) da base de João Doria - que teve os votos favoráveis de Caio Miranda (PSB), Claudinho de Souza (PSDB), Janaína Lima (Novo) e Sandra Tadeu (DEM).

Com isso, para esta quinta-feira, é esperada a reversão desses votos governistas para permitir a aprovação do projeto antes da LDO e consequentemente do recesso parlamentar. O governo tem na manga outra estratégia emergencial: a substituição de vereadores da base. Basta que PSDB, PRB e/ou o bloco PPS/PHS substituam seus membros na CCJ para seguir a orientação da maioria.

O mais inusitado nesta polêmica toda sobre as privatizações - principalmente no caso do Pacaembu - é que a atual oposição (dominada pelo PT) defendia projeto idêntico na gestão do prefeito Fernando Hadad, enquanto o PSDB fazia o mesmo discurso que hoje se ouve da boca dos petistas. Mudam os ventos, mudam os interesses. (Câmara Man)

quarta-feira, 28 de junho de 2017

A arte de Eduardo Kobra no #ProgramaDiferente



O #ProgramaDiferente registra a trajetória do grafiteiro e muralista Eduardo Kobra, um dos artistas mais reconhecidos da atualidade por seu trabalho exposto nas ruas de diversos países do mundo. Autodidata, ele começou como pichador na periferia de São Paulo e acaba de lançar um livro com fotos e textos que retratam parte considerável da sua obra.

Além de uma entrevista exclusiva com Kobra, acompanhe um depoimento do jornalista e amigo Cesar Tralli, da Rede Globo, e um histórico de trabalhos que já se tornaram referência da arte urbana, como o Muro das Memórias, onde o artista faz releituras de cenas da São Paulo antiga, pinturas em 3D e o projeto Greenpincel, pelo qual denuncia com imagens impactantes a matança de animais e a destruição da natureza.

Também são bastante conhecidas as homenagens de Kobra a personalidades de diferentes áreas, como Albert Einstein, Oscar Niemeyer,  Ayrton Senna, Nelson Mandela, Madre Teresa de Calcutá, Abraham Lincoln, Salvador Dali, Jean-Michel Basquiat, Frida Kahlo e Andy Warhol, entre outros. Assista aqui.

28 de junho, Dia do Orgulho LGBT: Por um mundo sem homofobia, com mais respeito, igualdade e tolerância

Neste 28 de junho, data celebrada mundialmente como Dia do Orgulho LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais), relembramos alguns momentos especiais nestas três primeiras temporadas do #ProgramaDiferente contra a homofobia e em defesa da igualdade, do respeito e da tolerância.

Reveja aqui:

#ProgramaDiferente contra a homofobia, o racismo e a intolerância religiosa




Na semana da 20ª Parada do Orgulho Gay em São Paulo, o rapper Rico Dalasam fala de música e preconceito no #ProgramaDiferente







terça-feira, 27 de junho de 2017

O Brasil vai de mal a pior. Vamos temer a mudança?

Fechar os olhos para os crimes de Temer e do seu staff mafioso e corrupto, tendo como argumento a defesa das reformas e da transição, é legitimar também o discurso de Lula e do PT, que justifica mensalão, petrolão e outros esquemas como menores diante do legado que deixou para os pobres.

É urgente marcar posição diante de um presidente denunciado por corrupção, fraco e incapaz de manter a estabilidade do país até outubro de 2018. Reformas, sim, mas sem Temer e sem temer o futuro ;-)

Reforma Política

A tal "reforma política" que se desenha no Congresso é uma afronta! Esse fundo de R$ 3,5 bi para financiamento público das campanhas, então, é vergonhoso, um tapa na cara da sociedade!

Parece bastante emblemático também que todos os grandes partidos estejam concordando com essa "reforma": além do financiamento público, o fim das coligações proporcionais e a cláusula de barreira (forçando fusões e incorporações), o distritão (para perpetuar a eleição de caciques e coronéis) e, mudanças estruturais profundas neste sistema político-partidário falido, que é o que realmente interessa... NADA!

Quem defende realmente uma Reforma Política séria e eficaz deve assumir propostas claras e diferenciadas nesse mar de lama. Partidos como PPS, Rede Sustentabilidade, PV, PSOL, NOVO e outros devem se unir neste sentido. Chega de ser coadjuvante dos interesses dos grandes partidos, que se assemelham na incapacidade de ouvir a população e se recusam a apontar para a mudança necessária.

Vamos aproveitar a crise e os debates sobre a reforma política para ousar, para inovar, para avançar em propostas que ampliam, aprimoram e qualificam a democracia brasileira! Basta dos mesmos!

Fernando Henrique Cardoso: Apelo ao bom senso

As dificuldades políticas pelas quais passamos têm claros efeitos sobre a conjuntura econômica e vêm se agravando a cada dia. Precisamos resolvê-las respeitando dois pontos fundamentais: a Constituição e o bem-estar do povo.

Mormente agora, com 14 milhões de desempregados no país, urge restabelecer a confiança entre os brasileiros para que o crescimento econômico seja retomado.

A confiança e a legalidade devem ser nossos marcos. A sociedade desconfia do Estado, e o povo descrê do poder e dos poderosos. Estes tiveram a confiabilidade destruída porque a Operação Lava Jato e outros processos desnudaram os laços entre corrupção e vitórias eleitorais, bem como mostraram o enriquecimento pessoal de políticos.

Não se deve nem se pode passar uma borracha nos fatos para apagá-los da memória das pessoas e livrar os responsáveis por eles da devida penalização.

A Justiça ganha preeminência: há de ser feita sem vinganças, mas também sem leniência com os interesses políticos. Que se coíbam os excessos quando os houver, vindos de quem venham –de funcionários, de políticos, de promotores ou de juízes. Mas não se tolha a Justiça.

Disse reiteradas vezes que o governo de Michel Temer (PMDB) atravessaria uma pinguela, como o de Itamar Franco (1992-1994).

Colaborei ativamente com o governo Itamar, apoiei o atual. Ambos com pouco tempo para resolver grandes questões pendentes de natureza diferente: num caso, o desafio central era a inflação; agora é a retomada do crescimento, que necessita das reformas congressuais.

Nunca neguei os avanços obtidos pela administração Temer no Congresso Nacional ao aprovar algumas delas, nem deixo de gabar seus méritos nos avanços em setores econômicos. Não me posiciono, portanto, ao lado dos que atacam o atual governo para desgastá-lo.

Não obstante, o apoio da sociedade e o consentimento popular ao governo se diluem em função das questões morais justa ou injustamente levantadas nas investigações e difundidas pela mídia convencional e social.

É certo que a crítica ao governo envolve todo tipo de interesse. Nela se juntam a propensão ao escândalo por parte da mídia, a pós-verdade das redes de internet, os interesses corporativos fortíssimos contra as reformas e a sanha purificadora de alguns setores do Ministério Público.

Com isso, o dia a dia do governo se tornou difícil. Os governantes dedicam um esforço enorme para apagar incêndios e ainda precisam assegurar a maioria congressual, nem sempre conseguida, para aprovar as medidas necessárias à retomada do crescimento.

Em síntese: o horizonte político está toldado, e o governo, ainda que se mantenha, terá enorme dificuldade para fazer o necessário em benefício do povo.

Coloca-se a questão agônica do que fazer.

Diferentemente de outras crises que vivemos, nesta não existe um "lado de lá" pronto para assumir o governo federal, com um programa apoiado por grupos de poder na sociedade.

Mais ainda, como o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) declarou que as eleições de 2014 não mostraram "abusos de poder econômico" (!), não há como questionar legalmente o mando presidencial e fazer a sucessão por eleições indiretas.

Ainda que a decisão tivesse sido a oposta, com que legitimidade alguém governaria tendo seu poder emanado de um Congresso que também está em causa?

É certo que o STF (Supremo Tribunal Federal) pode decidir contra o acórdão do TSE, coisa pouco provável. Em qualquer caso, permaneceria a dúvida sobre a legitimidade, não a legalidade, do sucessor.

Resta no arsenal jurídico e constitucional a eventual demanda do procurador-geral da República pedindo a suspensão do mandato presidencial por até seis meses [a iniciativa precisa ser aprovada por dois terços dos deputados] para que se julgue se houve crime de improbidade ou de obstrução de Justiça.

Seriam meses caóticos até chegar-se à absolvição [pelos ministros do STF] –caso em que a volta de um presidente alquebrado pouco poderia fazer para dirigir o país- ou a novas eleições. Só que estas se dariam no quadro partidário atual, com muitas lideranças judicialmente questionadas.

Nem assim, portanto, as incertezas diminuiriam –nem tampouco a descrença popular.

O imbróglio é grande.

Neste quadro, o presidente Michel Temer tem a responsabilidade e talvez a possibilidade de oferecer ao país um caminho mais venturoso, antes que o atual centro político esteja exaurido, deixando as forças que apoiam as reformas esmagadas entre dois extremos, à esquerda e à direita.

Bloqueados os meios constitucionais para a mudança de governo e aumentando a descrença popular, só o presidente tem legitimidade para reduzir o próprio mandato, propondo, por si ou por seus líderes, uma proposta de emenda à Constituição que abra espaço para as modificações em causa.

Qualquer tentativa de emenda para interromper um mandato externa à decisão presidencial soará como um golpe.

Não há como fazer eleições diretas respeitando a Constituição Federal; forçá-las teria enorme custo para a democracia.

Por outro lado, as eleições "Diretas-Já" não resolvem as demais questões institucionais, tais como a necessária alteração dos prazos para desincompatibilização [de cargos públicos e eletivos por parte de possíveis postulantes], eventuais candidaturas avulsas, aprovar a cláusula de barreira e a proibição de alianças entre partidos nas eleições proporcionais. Sem falar no debate sobre quem paga os custos da democracia.

Se o ímpeto de reforma política for grande, por que não envolver nela uma alteração do mandato presidencial para cinco anos sem reeleição? E, talvez, discutir a oportunidade de antecipar também as eleições congressuais. Assim se poderia criar um novo clima político no país.

Apelo, portanto, ao presidente para que medite sobre a oportunidade de um gesto dessa grandeza, com o qual ganhará a anuência da sociedade para conduzir a reforma política e presidir as novas eleições.

Quanto tempo se requer para aprovar uma proposta de emenda à Constituição e redefinir as regras político-partidárias? De seis a nove meses, quem sabe?

Abrir-se-ia assim uma vereda de esperança e ainda seria possível que a história reconhecesse os méritos do autor de uma proposta política de trégua nacional, sem conchavos, e se evitasse uma derrocada imerecida.

FERNANDO HENRIQUE CARDOSO foi presidente do Brasil (1995-2002) pelo PSDB.

sexta-feira, 23 de junho de 2017

#ProgramaDiferente: A juventude faz a Nova Política



O #ProgramaDiferente desta semana discute a Nova Política colocada em prática. Acompanhamos uma atividade em que jovens trabalham na elaboração de uma plataforma política ideal e ouvem os comentários do senador Cristóvam Buarque, do deputado federal Arnaldo Jordy e da deputada brasileira no Parlamento Italiano, Renata Bueno. O que pensam os jovens sobre a política? Quais são as suas propostas e prioridades? Que causas, afinal, movem a nossa juventude? Assista.

Câmara de São Paulo aprova anistia de dívidas do IPTU e multas do PSIU às igrejas. E agora, João?

Sob omissão da grande imprensa e sem que a maioria da população paulistana compreendesse o que estava sendo votado na Câmara Municipal de São Paulo, foram incluídas emendas da bancada evangélica no substitutivo do PPI - Programa de Parcelamento Incentivado - da Prefeitura que precisam ser muuuuuito esclarecidas.

Por exemplo (um só!): muito além do parcelamento das dívidas de tributos municipais para o cidadão comum, os vereadores aprovaram a isenção, anistia e remissão de multas do PSIU e do IPTU das igrejas, inclusive aquelas que alugam imóveis de terceiros - cujos proprietários terão suas dívidas perdoadas e, mais ainda, o direito de receber de volta do caixa da Prefeitura os valores que eventualmente já foram pagos.

O projeto foi aprovado com apenas um voto contrário (Claudio Fonseca, do PPS) e três abstenções (Soninha Francine, do PPS; Toninho Vespoli e Sâmia Bomfim, do PSOL).

Deu($) pra entender? Anistia (com devolução) do IPTU e do PSIU, ou seja, dane-se a vizinhança que reclama do barulho além do limite e fora de hora das igrejas. A bancada evangélica deu uma banana para o bom senso, para a lei, para o poder público e para o Estado laico. Vale tudo em nome da fé.

O portal Câmara Man fez a única postagem sobre o assunto anterior à votação. Até porque as mudanças foram inseridas de última hora no projeto substitutivo e a aprovação na quinta-feira à noite não é habitual na Câmara. Ou seja, os vereadores pegaram a população e toda a imprensa de surpresa.

O assunto vai repercutir agora a partir da publicação do jornal O Estado de S. Paulo, que reverberou a postagem do Câmara ManCâmara de SP aprova anistia de dívidas de IPTU e multas às igrejas. Existe possibilidade de veto do prefeito João Doria (PSDB), porém, se isso ocorrer, haverá retaliação da bancada evangélica. Vamos acompanhar.

Leia também:

Todos deveriam ser iguais perante a lei, mas aqueles que fazem política em nome de Deus levam uma boa vantagem

Carlos Fernandes: Respeito à política e à religião

Quero parabenizar o voto contrário do vereador Claudio Fonseca (PPS) - o único entre os 55 vereadores paulistanos, além de três abstenções - à imposição de uma anistia às dívidas das igrejas, principalmente sobre multas do PSIU, como aconteceu durante a aprovação do PPI (Programa de Parcelamento Incentivado) nesta quinta-feira à noite, na Câmara Municipal de São Paulo.

É certo que a cidade precisa de recursos para investir - e medidas que facilitem a arrecadação são sembre bem vindas, principalmente em tempos de crise. Portanto, que se esclareça: somos francamente favoráveis ao programa de parcelamento de dívidas. Isso é bom para o município e melhor ainda para os cidadãos.

Porém, em nome deste programa que é benéfico e necessário para São Paulo, não podemos aceitar manobras improvisadas e o contrabando de leis. Sem nenhum debate, sem a discussão do mérito, no apagar das luzes, não pode vir embutido no substitutivo de última hora do PPI uma emenda que beneficia apenas um determinado segmento, em detrimento da maioria da população - ainda que fosse eivado das melhores intenções.

Quando a Constituição brasileira estabelece que o Estado é laico, não é à toa. Política e religião são dois caminhos paralelos para o bem estar das pessoas. Ambos merecem respeito. Mas, quando se misturam, algo está errado na sociedade. A ação dos políticos e do poder público deve necessariamente ser imparcial em relação às questões religiosas, não apoiando nem se opondo a nenhuma crença, nenhuma igreja, nenhuma manifestação de fé.

É por isso que somos contrários à anistia ou remissão seletiva de dívidas, principalmente àquelas contraídas por multas do PSIU, o programa de silêncio urbano - que é um instrumento legítimo de defesa da cidadania no combate à poluição sonora na cidade de São Paulo, tornando mais pacífica a convivência entre estabelecimentos que fazem barulho (bares, boates, restaurantes, salões de festas, templos religiosos, indústrias e até mesmo obras) e os moradores da vizinhança. 

Além disso, parece injusto beneficiar com alguma anistia simplesmente aqueles setores que usarem a fé e a religião para obter o perdão de multas e obrigações. Até porque as dívidas são contraídas pelos homens, jamais por alguma divindade ou um ente superior. Então, pelo amor de Deus, vamos tratar a política com seriedade, respeitar a inteligência alheia e trabalhar para o bem de toda São Paulo.

Carlos Fernandes é presidente do PPS paulistano e prefeito regional da Lapa.

quinta-feira, 22 de junho de 2017

Conheça "Divinas Divas", o filme de Leandra Leal com Rogéria e outras artistas transformistas pioneiras, que estreia nesta quinta-feira, no #ProgramaDiferente



No mês do chamado "orgulho gay", o #ProgramaDiferente apresenta um especial sobre o filme "Divinas Divas", que estreia nesta quinta-feira, 22 de junho, em cinemas de todo o Brasil. Dirigido pela atriz Leandra Leal, o documentário retrata com bom humor e sensibilidade a vida de artistas transformistas pioneiras dos anos 60 - Rogéria, Jane Di Castro, Divina Valéria, Camille K, Fujika de Halliday, Eloína dos Leopardos, Brigitte de Búzios e Marquesa - que desafiaram tabus e preconceitos. Assista.

quarta-feira, 21 de junho de 2017

Câmara de SP aprova a "Família Acolhedora"

Enquanto a base não se entende com o governo e o "centrão" ressurge na Câmara Municipal de São Paulo, um único projeto do Executivo foi aprovado em segunda e definitiva votação nesta terça-feira, 20 de junho. Curiosamente, o projeto foi apresentado pela gestão anterior, do prefeito Fernando Haddad (PT), e foi pautado a pedido da vereadora Soninha Francine (PPS). Seguirá agora para sanção do prefeito João Doria (PSDB).

Trata-se do Projeto de Lei 603/2016, que prevê auxílio financeiro (um subsídio de R$ 937) para grupos familiares que cuidarem de crianças e adolescentes destituídos judicialmente dos seus pais por motivos como agressão, abandono e negligência, além de alterar a nomenclatura da lei de 2003 (de "Família Guardiã" para "Família Acolhedora"). Leia mais.

Reajuste no TCM

Os vereadores também aprovaram, em primeira discussão, o  PL 224/2017, que reajusta em 4,76% os salários dos servidores do TCM (Tribunal de Contas do Município).  Foram 37 votos favoráveis e três contrários: dos vereadores Fernando Holiday (DEM), Patrícia Bezerra (PSDB) e Sandra Tadeu (DEM).

terça-feira, 20 de junho de 2017

20 de junho: Dia do Refugiado no #ProgramaDiferente



O Dia do Refugiado - comemorado mundialmente em 20 de junho - é uma oportunidade para conscientizar as pessoas e celebrar a força, a coragem e a perseverança de famílias inteiras que foram obrigadas a deixar suas casas e seus países por causa de guerras, perseguições e violações de direitos humanos.

O #ProgramaDiferente traz hoje um especial sobre os refugiados, apresentando matérias e um debate sobre o tema, além de entrevistar o senador Cristovam Buarque (PPS/DF) sobre o seu livro "Mediterrâneos Invisíveis", que trata da questão de imigrantes e refugiados, e também das barreiras que separam a humanidade, ou dos "muros que excluem pobres e aprisionam ricos". Assista.

Um convite para lançar um de seus livros na Turquia levou o senador Cristovam Buarque a conhecer de perto a realidade dos campos de refugiados entre Istambul e Kilis, na fronteira com a Síria, próximo de Alepo. O que viu e vivenciou nos quase 1.000 quilômetros percorridos na viagem foi o estopim para que o educador escrevesse este seu mais recente livro.

É o que mostra desde a apresentação da publicação: ele faz um relato do que viu e ouviu ao reconstruir parte do caminho trilhado pelo pequeno Aylan Kurdi, o menino que sensibilizou o mundo ao ser encontrado sem vida em uma praia na Turquia, após sua família tentar a travessia do Mediterrâneo.

O autor entrelaça a tragédia do mar Mediterrâneo a partir da desestabilização política na Síria, no Iraque, no Afeganistão e em alguns países da África, com os outros muros invisíveis que separam os cidadãos ao redor do mundo. O objetivo é refletir sobre possíveis saídas para diminuir as diferenças sociais. Ele põe em pauta desastres ambientais como o de Mariana (MG), a fome e a pobreza que aumentam a desigualdade social no Brasil e no mundo.

Com uma visão humanista e permanente foco na Educação, Cristovam constrói um relato sensível, expõe dados e informações e recorre à História e à literatura para refletir sobre o futuro, num mundo em que o nacionalismo conservador e o medo têm pautado as principais decisões de líderes mundiais.

Petição #ComOsRefugiados

Numa época em que a violência força diariamente centenas de famílias a fugir em busca de paz para suas vidas, a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) acredita que este é o momento para mostrar aos líderes mundiais que o mundo está solidário #ComOsRefugiados. Por isso, o ACNUR lançou a petição #ComOsRefugiados, uma mensagem aos governantes para que trabalhem juntos pelos refugiados.

Entre as garantias listadas na petição estão: que todas as crianças refugiadas tenham acesso à educação; que todas as famílias refugiadas tenham um lugar seguro para viver; e que todos os refugiados possam trabalhar e adquirir conhecimentos que contribuam de forma positiva para suas comunidades. Assine você também a petição para mostrar que o mundo está #ComOsRefugiados.

Ainda sobre a absurda PEC da vaquejada :´-(

Parabéns, Ruy Castro, pelo texto "Dor garantida por lei", que expõe a crueldade e a ignorância da maioria do Congresso Nacional ao aprovar uma PEC que legaliza a vaquejada, considerando "prática esportiva" e "manifestação cultural" o que não passa de tortura e maus-tratos aos animais. Que, nas eleições, esses políticos canalhas sejam também derrubados, um a um, não como bois, mas pelo voto.

Mauricio Rudner Huertas, jornalista, é secretário de Comunicação do PPS/SP e apresentador do #ProgramaDiferente (publicado na Folha de S. Paulo desta terça-feira, 20 de junho de 2017)



Artigo de Ruy Castro: Dor garantida por lei

Uma PEC (proposta de emenda constitucional) aprovada há pouco pela Câmara dos Deputados e prestes a ser confirmada pelo Senado determina que, ao contrário do que dispôs o STF (Supremo Tribunal Federal), o Brasil considere legal que se obrigue um boi a correr numa arena entre dois cavalos montados por vaqueiros que tentam jogá-lo ao chão, puxando seu rabo. Em breve, traduzido para o legalês castiço e sob o nome fantasia de vaquejada, isso estará na Constituição.

Na prática, significa que será constitucional encurralar —tornar indefeso— um boi e submetê-lo à chibata, de modo a infligir-lhe tal dor e pavor que, uma vez liberto, ele contrarie a sua natureza de animal lento e inofensivo e saia descontrolado pela arena, tentando fugir dos que o maltratam e dando ensejo a ser perseguido e derrubado pelos dois homens a cavalo.

A Constituição garantirá que sua cauda, ao ser agarrada, puxada e torcida e sofrer brutal tração pelo vaqueiro, esteja sujeita ao rompimento dos ossos que a compõem ou, no mínimo, ao desenluvamento, que é a violenta retirada de pele e tecidos. O texto constitucional autorizará ainda que o boi sofra fraturas nas patas, ruptura de vasos sanguíneos e lesões nas vértebras, na medula espinal e nos órgãos internos. Pelo mesmo artigo, a Constituição propiciará aos cavalos o direito de também serem açoitados ao mesmo tempo que o boi (para acompanhá-lo na velocidade) e terem o ventre retalhado pela esporas em forma de estrela.

A Constituição, já vergada ao peso de tantas emendas, acolherá tudo isto porque os congressistas não podem ficar mal com os eleitores das regiões em que a vaquejada é uma manifestação "cultural".

A legalização da crueldade e da covardia não ameniza o sofrimento das vítimas, mas permite a seus algozes um sono bem pago e sem culpa.

sexta-feira, 16 de junho de 2017

Parada LGBT no #ProgramaDiferente contra a homofobia, o racismo e a intolerância religiosa



Em plena semana da 21ª Parada LGBT na Avenida Paulista, o #ProgramaDiferente discute homofobia, racismo e intolerância religiosa. Questões de gênero, sexualidade e o respeito à diversidade estão mais atuais do que nunca. Como combater o preconceito, o racismo, a incompreensão e a intransigência com quem é diferente?

O tema da Parada Gay em 2017 é "Independente de nossas crenças, nenhuma religião é lei! Todas e todos por um Estado Laico". Aproveitamos a oportunidade para tratar de homofobia, racismo e intolerância religiosa com o babalawo Ivanir dos Santos, o historiador Marcus Vinicius Oliveira e a socióloga Elisabeth Miranda, além de apresentar trechos de um interessante bate-papo do cineasta Fernando Grostein Andrade com o músico Junior Lima sobre bullying. Assista.

quinta-feira, 15 de junho de 2017

Câmara de São Paulo tem "sessão descarrego"



Foi, nas palavras do presidente da Câmara Municipal de São Paulo, vereador Milton Leite (DEM), uma "sessão descarrego" sobre o episódio da agressão envolvendo o vereador Camilo Cristófaro (PSB), uma assessora dele (que apareceu no plenário com o braço engessado) e um assessor do vereador Eduardo Suplicy (PT), além da lembrança do caso anterior, no qual o mesmo Camilo Cristófaro foi acusado de agressão verbal pela vereadora Isa Penna (PSOL).

O ambiente desta quarta-feira, 14 de junho, véspera do feriado de Corpus Christi, foi dominado pela repercussão desses episódios de agressões que tem se tornado uma triste rotina, além de acusações graves, culminando com discursos defendendo a imagem da Casa e o "espírito de corpo" - isso depois da "desinteligência" (jargão para esse tipo de ocorrência policial) parar na delegacia e motivar até um "corpo de delito" no Instituto Médico Legal.

Com versões absolutamente conflitantes - uma delas desmentida pelas próprias imagens - fica até difícil levar a sério tudo o que se diz. A conclusão preliminar que se chega (de fora) é a de sempre: a Câmara é de fato um mundo à parte. Uma realidade paralela. Faz inveja ao realismo fantástico da TV e do cinema.

Lá dentro o entendimento é outro: a "culpa" é de quem sai filmando indiscriminadamente o que acontece (tachado por alguns parlamentares de "atitude irresponsável" ou "comportamento reprovável"). A vereadora Sandra Tadeu (DEM) chegou a sugerir uma lei - ficou no ar se falou sério ou arriscou uma piada - para proibir a gravação de imagens nos corredores da Câmara Municipal.

Dito isso - e com o histórico de punições na Casa não a quem comete ilicitudes, mas a quem as publica ou critica - vamos nos poupar de emitir qualquer opinião. Faça você, leitor ou leitora, o seu próprio julgamento. Reveja aqui a polêmica e leia na íntegra as notas taquigráficas das sessões desta quarta-feira, uma ordinária e uma extraordinária, que tratam do ocorrido. Vamos ver no que vai dar. (Câmara Man)

quarta-feira, 14 de junho de 2017

Cenas de Zorra Total na Câmara Municipal: assista toda a confusão sem ficar constrangido, se for capaz



A Câmara Municipal vem vivendo momentos que não honram a grandeza da cidade de São Paulo, nem a história do seu povo. Sinceramente, é constrangedor noticiar mais uma vez esse tipo de acontecimento vexatório dentro do legislativo paulistano, envolvendo vereadores que não foram eleitos para fazer esse papelão em nome do eleitor. Não merecemos isso! Esperamos que, desta vez, providências sejam tomadas e levadas às últimas consequências. Basta!

As imagens mostram uma discussão ocorrida após a realização de sessão da CPI da Feira da Madrugada. O empresário Rivaldo "Rico" Santana é imobilizado por dois homens, no corredor do 4º andar da Câmara Municipal de São Paulo, após bater boca com o vereador Camilo Cristófaro e um suposto delegado (que seria também assessor do vereador). Nesse momento, outra assessora do vereador discute com pessoas que filmam a ação, principalmente com Leandro Ferreira, assessor do vereador Eduardo Suplicy (PT). Em seguida o próprio Camilo Cristófaro (PSB) aparece agredindo Leandro Ferreira e derrubando seu celular. São cenas realmente deploráveis.

Se não bastasse a agressão que virou caso de polícia e foi também encaminhada à Corregedoria da Câmara, ficou no ar outra acusação contra o vereador. Ouve-se num vídeo apresentado pela Rede Globo que Rico Santana acusa o vereador Camilo Cristófaro, que é relator da CPI da Feira da Madrugada, de ter pedido R$ 5 milhões - e que ele teria uma gravação desta ação. Não fica claro a quem o vereador teria pedido dinheiro, nem por qual motivo, mas foi isso que originou todo a confusão.

Acompanhe os fatos, da forma como foram tornados públicos originalmente nesta terça-feira, 13 de junho:

Cena 1 - Postada às 16h18 no facebook do vereador Eduardo Suplicy:

Agressão gravíssima do vereador Camilo Cristófaro (PSB) contra um assessor do meu gabinete, Leandro Ferreira, que estava filmando uma agressão a um munícipe. É importante que todos os envolvidos na ação sejam identificados em sindicância. A confusão começou depois da audiência da CPI da Feira da Madrugada, na Câmara Municipal de São Paulo. O empresário Rivaldo Santana após discutir com Cristófaro foi detido por seguranças. Leandro Ferreira, que filmava a ação, foi agredido pelo vereador. Estamos nesse momento registrando um boletim de ocorrência.


Cena 2 - Postada às 18h04 no facebook do vereador Eduardo Suplicy:


As imagens gravadas hoje à tarde na Câmara Municipal mostram claramente a agressão e o total descontrole do vereador Camilo Cristófaro ao agredir Leandro Ferreira, assessor do gabinete. Mas pasmem, Cristófaro foi à delegacia e registrou uma ocorrência como vítima. As imagens não mentem. Pensa que somos bobos?


Cena 3 - Postada às 18h54 no facebook do vereador Camilo Cristófaro:
VEREADOR SUPLICY QUER APARECER E SEU ASSESSOR AGREDIU UMA MOÇA DE 28 ANOS
A VERDADE SEMPRE IRÁ PREVALECER ❤️❤️❤️

Cena 4 - Postada às 23h28 no facebook do vereador Camilo Cristófaro:
ASSESSOR DO SENADOR DERROTADO E ATUAL VEREADOR EDUARDO MATARAZZO SUPLICY, HOJE DIA 13/06/2017 , AGREDIU COVARDEMENTE UMA JOVEM DE 28 ANOS , MÃE, ESPOSA, MULHER, CIDADà❤️❤️❤️
E O VEREADOR SUPLICY AO CHEGAR NA DELEGACIA PARA APARECER NA MIDIA, POIS É SÓ O QUE ELE SABE FAZER, ELE COMO SENADOR HÁ 24 ANOS NÃO FEZ ABSOLUTAMENTE NADA PELO ESTADO DE SÃO PAULO E AINDA DISSE A JOVEM AGREDIDA, QUE NÃO VIU VÍDEO ALGUM DE AGRESSÃO CONTRA A VÍTIMA 🙏🙏🙏
QUEM CONHECE SUPLICY NÃO VOTA NELE💣
QUEM CONHECE O PT NÃO VOTA NELE💣
QUEM CONHECE O PSOL NÃO VOTA NELE💣
QUEM AMA O BRASIL 🇧🇷🇧🇷🇧🇷 TEM QUE MANDAR ESTÁ CAMBADA PARA A VENEZUELA 👏👏👏


Cena 5 - Postada às 23h39 no facebook do vereador Camilo Cristófaro:

ASSESSOR DO SENADOR DERROTADO E ATUAL VEREADOR EDUARDO MATARAZZO SUPLICY, HOJE DIA 13/06/2017 , AGREDIU COVARDEMENTE UMA JOVEM DE 28 ANOS , MÃE, ESPOSA, MULHER, CIDADà❤️❤️❤️
E O VEREADOR SUPLICY AO CHEGAR NA DELEGACIA PARA APARECER NA MIDIA, POIS É SÓ O QUE ELE SABE FAZER, POIS COMO SENADOR 24 ANOS NÃO FEZ ABSOLUTAMENTE NADA PELO ESTADO DE SÃO PAULO E AINDA DISSE A JOVEM AGREDIDA, QUE NÃO VIU VÍDEO ALGUM DE AGRESSÃO CONTRA A VÍTIMA 🙏🙏🙏
QUEM CONHECE SUPLICY NÃO VOTA NELE💣
QUEM CONHECE O PT NÃO VOTA NELE💣
QUEM CONHECE O PSOL NÃO VOTA NELE💣
QUEM AMA O BRASIL 🇧🇷🇧🇷🇧🇷 TEM QUE MANDAR ESTÁ CAMBADA PARA A VENEZUELA 👏👏👏

 
Relembre outras confusões que ocorreram neste ano na Câmara: