sábado, 21 de outubro de 2017

Exposição "Histórias da Sexualidade" no MASP



Começou no Museu de Arte de São Paulo (MASP) a exposição “Histórias da Sexualidade”, reunindo mais de 300 obras que contam a trajetória da sexualidade na vida humana por meio da arte: desenhos, pinturas, esculturas e fotografias. O #ProgramaDiferente recomenda. Assista.

O visitante percorre a exposição através de núcleos temáticos: Corpos nus, Totemismos, Religiosidades, Performances de Gênero, Jogos Sexuais, Linguagens, Voyeurismos, Políticas do Corpo e Ativismos. Entre os artistas com obras expostas estão Pablo Picasso, Edgard Degas, Maria Auxiliadora da Silva, Paul Gauguin, Suzanne ValadonAdriana Varejão, Anita Malfatti, Édouard Manet, Toulouse-Lautrec e Victor Meirelles.

Neste momento em que a sexualidade na arte provoca polêmicas e discussões exacerbadas, o MASP vetou a entrada para menores de 18 anos. Segundo a curadora Lilia Moritz Schwarcz, é a primeira vez em 70 anos que a presença de menores, mesmo que acompanhados dos pais ou responsáveis, será vetada em uma exposição. O filósofo Luiz Felipe Pondé também comenta o assunto.

Histórias da Sexualidade 
De 20 de outubro de 2017 a 14 de fevereiro de 2018 
Terça a domingo das 10 às 18h; quinta das 10 às 20h
MASP (Avenida Paulista 1578) 
Preço: R$ 30,00 (inteira) 
Classificação: 18 anos.

Veja também:

Arte e Cultura: Os 70 anos do MASP no #ProgramaDiferente


quinta-feira, 19 de outubro de 2017

O PPS, o incrível Huck e outras histórias

Senta que lá vem textão. Tenho por hábito ser mais jornalista que político, o que certamente é um erro estratégico na visão dos cartorários e burocratas partidários, gente que não costuma ter a verdade como matéria-prima. Mas é necessário um choque de informação para sairmos da catatonia e voltarmos com os dois pés à realidade - bem menos dourada do que podem fazer supor os devaneios de nossos líderes e dos áulicos de plantão, estes que vivem de pequenos estelionatos e da desonestidade intelectual entre um congresso e outro do PPS.

Primeiro, e mais importante, não existe a mais remota possibilidade de Luciano Huck se filiar ao PPS (antes houvesse!). Portanto, todas as discussões internas desencadeadas por essa nota plantada e distorcida não terão o mínimo respaldo no mundo real. Se Huck se filiasse e disputasse a eleição, tenham certeza, não seria pelo PPS. Nem nunca houve essa possibilidade. A hipótese de candidatura - por outro partido - buscaria sim o apoio do PPS, que pode ainda receber a filiação de alguns nomes desses novos movimentos da sociedade que tem como bandeira a renovação da política. (E que sejam bem-vindos!)

Agora (ops!), fazer crer que Huck em algum momento cogitou se filiar ao PPS é mais falso que nota de R$ 3. História de pescadores de águas turvas e suas táticas diversionistas. Chega a ser risível que a nota plantada na imprensa (deixando as impressões digitais do autor) afirme que "desde setembro" o partido conversa com representantes de movimentos como o Agora ou a RAPS (Rede de Ação Política pela Sustentabilidade).

Ora, meus caros, estes diálogos (não por oportunismo, como neste momento, mas por afinidade) são uma construção política muuuuuuuito mais antiga, trabalhada e consistente. Tocada a partir de São Paulo (mas não só aqui) por mim, por Carlos Fernandes, por Davi Zaia e pelo próprio Roberto Freire (quando não tem sua ação atravancada por um séquito de impostores). Portanto, não percam tempo com lorotas eleitoreiras e balões de ensaio. Vamos nos ater aos fatos.

O Agora, por exemplo, citado nominalmente como recente interlocutor do PPS para as eleições de 2018. Quem são seus representantes? Veja aqui.

Entre seus idealizadores e fundadores, nomes como Alexandre Youssef, que, para quem não conhece, foi simplesmente o incentivador da entrada de Soninha Francine na política, com quem ela trabalhou durante todo o seu primeiro mandato como vereadora eleita pelo PT (2005-2008), tendo sido seu chefe de gabinete na Câmara e também coordenado a sua primeira campanha à Prefeitura pelo PPS, em 2008, para onde Soninha veio no ano anterior, ou seja, há exatos 10 anos - dessa vez por "culpa" do autor deste texto que você lê agora. Então, reitere-se, isso não é de agora (e perdoe a redundância e o duplo trocadilho involuntário com a denominação do movimento).

Mas tem mais, muito mais: Daniela Castro, outra que trabalhou com Soninha e com quem temos contato no PPS pelo menos desde 2007. É atual secretária adjunta de Esportes do prefeito João Doria. André Palhano, idealizador da Virada Sustentável, amigo jornalista, parceiro na RAPS (onde estamos juntos desde a primeira turma de líderes selecionados em 2013) e no #ProgramaDiferente, que cobre e exibe com exclusividade suas Rodas de Conversa. Humberto Laudares, fundador também da Onda Azul, movimento dissidente do PSDB, outro amigo e que é próximo do PPS há anos (Adão Cândido, Bruno Soller, Carlos Fernandes e Roberto Freire hão de lembrar de um dos almoços que tivemos com ele; além de também ser colaborador do #ProgramaDiferente).

Segue a lista: Leandro Machado, Monica Sodré, Ademar Bueno, André Previato, todos amigos, parceiros de RAPS e colaboradores do mandato de Ricardo Young como vereador pelo PPS, de 2013 a 2016. Aliás, este assunto daria um capítulo à parte. A própria vinda de Ricardo Young para o PPS, em 2011, é a concretização desta aproximação do PPS (e da FAP) com os movimentos vivos da sociedade, à esquerda e à direita (vide o MBL, com o qual também fomos os primeiros a estabelecer uma relação institucional, desde as manifestações iniciais pelo impeachment, em 2014, quando ninguém botava fé nos "moleques metidos a liberais"; e aí, outra vez, méritos para Carlos Fernandes, Davi Zaia e Roberto Freire pela visão ampla, moderna e suprapartidária).

Digo mais: além de Soninha Francine, Ricardo Young e de movimentos como Agora, RAPS, Vem Pra Rua e MBL, foi dentro destes princípios de renovação e reformulação da política que trouxemos Claudio Fonseca (nosso vereador paulistano desde 2008), Lars Grael, Ronaldo Giovanelli, Luisa Mell, Mauricio Brusadin (alguns não permaneceram porque nem sempre os partidos lidam bem com o novo)...

E, outro capítulo à parte, até Marina Silva (bem antes da aproximação dela com Eduardo Campos, na saída do seu grupo "sonhático" do PV após as eleições de 2010), que não veio naquela oportunidade (quando não por acaso lançamos a #Rede23, antes portanto de existir a Rede Sustentabilidade) porque o PPS também vive de tempos em tempos de ilusões e frustrações (fusão I, fusão II, fusão III, candidatura presidencial de José Serra pelo PPS etc.), que criam barreiras para as mudanças que vislumbramos há tempos (aliás, em tese, desde que o PPS foi fundado, há 25 anos, como partido-movimento). 

OK, mas qual é a utilidade, afinal, desse textão repleto de nomes e de fatos de um passado recente, trazido agora a público?

Por um lado, mostrar que estamos vacinados dessas histórias para boi dormir. Separar o joio do trigo. Os fatos dos factóides. Esvaziar os balões de ensaio e mostrar que a boa política se faz verdadeiramente do trabalho árduo e cotidiano. Nenhuma solução mágica cai no colo do gênio de plantão. E quem vender essas saídas mirabolantes estará mentindo.

Segundo, respeitar a história e a trajetória de um partido que não pode e não deve se igualar a essas legendas que aparecem na bacia das almas à caça de um candidato - qualquer um - para chamar de seu! Temos lideranças respeitáveis: nem é necessário nominar para não pecar pelo esquecimento, mas que simbolicamente podemos exemplificar na figura ímpar do senador Cristovam Buarque, de um prefeito como Luciano Rezende, dos dirigentes já citados neste texto e dos homens e mulheres que compõem a nossa pequena mas digna e valente bancada federal. Também, e sobretudo, de todos os nossos militantes anônimos que formam a base do partido, as mulheres, a juventude, os núcleos setoriais, os candidatos em seus municípios, cada um de nós que atua incansavelmente nas ruas e nas redes.

Merecemos respeito. Merecemos ter vez e voz. Os congressos partidários existem para isso. Vamos fazer valer os nossos direitos. Não pensem que vão nos manipular. Não pensem que podem nos calar. A vontade da maioria (com a óbvia consideração pelas minorias) vai prevalecer. A democracia que defendemos publicamente precisa ser praticada internamente e refletir a nossa consciência cidadã. Os princípios republicanos devem ser a nossa principal referência partidária. E serão, tenham certeza! Por um novo PPS, diferente, vivo, ético, dinâmico, justo, sustentável, transparente, moderno, (re)conectado com a sociedade e protagonista da boa política. Por um Brasil melhor, sempre!

Mauricio Huertas, jornalista, é secretário de Comunicação do PPS/SP, diretor executivo da FAP (Fundação Astrojildo Pereira), líder RAPS (Rede de Ação Política pela Sustentabilidade), editor do Blog do PPS e apresentador do #ProgramaDiferente

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Lições de jornalismo e histórias memoráveis de Goulart de Andrade, Fausto Silva, Osmar Santos, Oscar Schmidt, Senna e Pelé no #ProgramaDiferente



O #ProgramaDiferente acompanhou com exclusividade o lançamento do livro "Lições de Jornalismo", do jornalista Odir Cunha, e relembra algumas boas histórias do autor com personalidades do mundo esportivo, como Ayrton Senna, Oscar Schmidt e Pelé, além dos jornalistas e apresentadores Osmar Santos e Fausto Silva. Você ainda revê o mestre da reportagem Goulart de Andrade em ação. Assista.

Sábado, 28/10: Congresso Estadual do PPS/SP

O Congresso Estadual do PPS de São Paulo acontece no sábado, 28 de outubro, das 9h às 14h, no Centro Empresarial E-Business Park (Rua Werner Siemens, 111, Lapa).

Além de fazer um balanço das atividades do partido, debater o atual momento político e econômico do Brasil e projetar as estratégias para as eleições de 2018, será eleito o novo Diretório Estadual e o presidente do PPS paulista para os próximos quatro anos.

É mais uma etapa preparatória para o Congresso Nacional do PPS, que está previsto também para São Paulo nos dias 8, 9 e 10 de dezembro.

Portanto, também os delegados paulistas para o Congresso Nacional serão eleitos neste Congresso Estadual.

Reveja aqui como foi o Congresso do PPS paulistano, realizado no dia 24 de setembro, e conheça o documento político aprovado na ocasião.

Veja aqui o manual, o regimento, a regra para escolha dos delegados e todos os documentos congressuais do PPS.

terça-feira, 17 de outubro de 2017

Câmara terá primeira audiência do Orçamento 2018

A primeira audiência pública para discutir o Orçamento da cidade de São Paulo para 2018 (PL 686/2017) e também o Plano Plurianual 2018-2021 – PPA acontece nesta quarta-feira, 18 de outubro, a partir das 10h, no Salão Nobre da Câmara Municipal. A previsão orçamentária para o próximo ano é de aproximadamente R$ 56 bilhões.

O Executivo encaminhou os dois projetos para o Legislativo no dia 30 de setembro. A Comissão de Finanças e Orçamento já definiu como relator o vereador Ricardo Nunes (PMDB). “Vamos melhorar, e muito, o Orçamento das Prefeituras Regionais, por exemplo. Evidentemente há muitas outras questões para levantar. Então tem um trabalho longo pela frente, mas a gente vai conseguir com a ajuda dos membros desta Comissão, dos demais vereadores e da população”, afirmou.

Vamos acompanhar. É um debate essencial para o bom andamento da gestão, a execução de políticas públicas e o cumprimento das metas do prefeito João Doria (PSDB).

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Estamos vacinados contra os males da política?

Falo por mim, mas tenho certeza que muitos vão se identificar: Eu não fui às ruas reivindicar o impeachment para ter outro presidente corrupto dirigindo o país, para trocar seis por meia dúzia, com deputados comprados para impedir que o Supremo dê prosseguimento às necessárias investigações sobre a série de denúncias, delações e sobre todos os indícios de ilegalidades cometidas por essa corja política (que estava no poder com o PT, antes do PT e permanece agora), definida pelo Ministério Público como "quadrilhão" comandado por Michel Temer.

Não brigamos para tirar Dilma Rousseff da Presidência e colocar no lugar um escroque do mesmo nível. Se é verdade que temos responsabilidade e compromisso com a "transição", também é indiscutível que não devemos ser cúmplices de bandidos, seja por ação ou por omissão (nossa e dos nossos representantes). Precisamos investigar todas as suspeitas que pairam sobre o atual presidente e seus ministros. Não podemos defender solução diferente daquela que sempre advogamos para o afastamento de dois presidentes anteriormente, tanto Fernando Collor quanto Dilma Rousseff.

Se Michel Temer for culpado, que seja punido - mas, para tanto, é necessário que se investigue sem as amarras que o voto comprado na Câmara dos Deputados tenta impor aos desígnios republicanos e constitucionais. Qualquer argumento contrário às investigações é vergonhoso e descabido, até porque reproduz ipsis litteris a defesa derrotada de Lula e Dilma no episódio do impeachment; ou seja, se aceitarmos que "o país não pode parar" ou que "a recuperação da economia será prejudicada" pela ação da Justiça, estaremos legitimando a narrativa do golpe e, aí sim, rasgando a Constituição ao escolher um corrupto favorito, como os petistas já fizeram com o seu guru.

Portanto, seja no caso das denúncias contra o presidente Michel Temer, seja nos destinos de Aécio Neves no Senado Federal, não há como adotar posições dúbias, covardes ou vacilantes. O preço dessas decisões será cobrado logo adiante e custará muito mais caro ao país que os bilhões desviados pelos dutos da corrupção. O futuro da Nação está em jogo - e isso não é mera peça retórica nem marketing eleitoral. A população não tolera mais os desmandos da política, a ingerência entre os poderes, os acertos e as trapaças de bastidores.

Devemos enfrentar este momento crítico - impedindo que sirva como caldo de cultura para saídas antirrepublicanas - e encarar sem medo problemas emergentes como a falência do sistema político-partidário e a carência de lideranças preparadas para conduzir o Brasil com mãos firmes, ética e bom senso no estrito cumprimento à lei e à ordem, respeitando-se a vontade da maioria sem atropelar os direitos das minorias.

O pós-PT que pregamos deve significar verdadeiramente um avanço para novos patamares políticos, democráticos e institucionais, jamais um retrocesso para o que existe de mais retrógrado, fisiológico e corporativista da Velha República oligárquica e patrimonialista. Não é à toa que ressurgem das sombras algumas vozes pregando a intervenção militar e começam a cair as máscaras dos defensores de soluções fascistas, truculentas e autoritárias para a gravíssima crise que vivemos.

O Brasil pode até sair mais forte de todo esse processo de depuração. Só depende de nós. Que as dores do crescimento nos tornem mais maduros e que estes vícios, malefícios, disfunções e achaques sirvam para criar anticorpos na defesa do Estado Democrático de Direito. Basta de paliativos. O diagnóstico de todos os males já temos. Precisamos de coragem e vontade para buscar a cura! Quem se habilita?

Maurício Huertas, jornalista, é secretário de Comunicação do PPS/SP, diretor da FAP (Fundação Astrojildo Pereira) e apresentador do #ProgramaDiferente

quarta-feira, 11 de outubro de 2017

Os 70 anos do MASP no #ProgramaDiferente



Neste momento em que o debate sobre as artes, a liberdade de expressão e o papel dos museus está em pauta após uma sequência de exposições polêmicas e controvertidas, o #ProgramaDiferente desta semana é um especial sobre os 70 anos do MASP, verdadeiro cartão postal paulistano.

O Museu de Arte de São Paulo foi fundado em 1947, no centro velho da cidade, por iniciativa de Assis Chateaubriand. Transferido depois, em 1968, para o emblemático prédio da Avenida Paulista, um projeto genial da arquiteta Lina Bo Bardi. Desde então, o MASP faz parte da história da arte e da cultura do Brasil e do mundo. Assista.

terça-feira, 10 de outubro de 2017

Parto agendado na rede pública? Narguilé proibido para menores? Terapia floral na UBS? Nota fiscal no banco? Moradia popular para casais homoafetivos?

Deu no Câmara Man: Nesta semana que é mais curta em função do feriadão de 12 de outubro, a pauta da sessão extraordinária segue com os projetos de vereadores em 2ª votação que foram adiados da semana passada, na tentativa de acordo para sanção do Executivo. Tem várias propostas inusitadas que podem virar lei (ou sofrerem veto do prefeito João Doria). Mas, como ninguém é de ferro, o trabalho no plenário retorna apenas na próxima semana.

O PL 212/2015, do vereador Alessandro Guedes (PT), dispõe sobre a "livre escolha do direito da gestante em agendar o parto". Soa um tanto quanto demagógico ao estabelecer que as gestantes podem escolher e agendar com dois meses de antecedência o parto. Ora, como isso é possível? Como reservar a data de um parto normal? E como garantir que o hospital escolhido terá vaga nesta data que nem se sabe ao certo quando será? Complicado. Tanto que o projeto foi apresentado ainda na gestão do ex-prefeito Fernando Haddad (PT) e não avançou.

Outro projeto de Alessandro Guedes (PT), o PL 41 /2017, desta vez em parceria com Rinaldi Digilio (PRB), Alfredinho (PT) e Gilberto Nascimento (PSC), dispõe sobe a "proibição da comercialização do cachimbo de água egípcio conhecido como narguilé aos menores de dezoito anos de idade". A proibição vale para o aparelho em si e para suas essências, o fumo, o tabaco, o carvão vegetal e qualquer acessório (registre-se: grafado como "assessório" no PL).

Há outras propostas polêmicas: a exigência de emissão de nota fiscal nas agências bancárias, em serviços como abertura de conta corrente, solicitação de cartão, cheque especial etc. Trata-se do PL 286/2017, do vereador Atilio Francisco (PRB).

Mais polêmica: Terapia floral nas unidades do Sistema Único de Saúde. Apesar de contar com muitos adeptos, essa prática alternativa não é reconhecida pela medicina tradicional. Já dissemos também que parece um tanto extravagante numa situação em que as filas para exames e atendimento médico duram meses. Este é o PL 382 /2013, do vereador Aurelio Nomura (PSDB).

Outra polêmica à vista, com grita geral da bancada evangélica: o PL 261/2014 iguala o direito das pessoas que mantenham união estável homoafetiva aos demais casais heterossexuais, considerando-as como entidade familiar para inscrição nos programas de habitação popular. É uma iniciativa de Aurélio Nomura (PSDB), Sâmia Bomfim (PSOL), Toninho Vespoli (PSOL) e do ex-vereador Floriano Pesaro (PSDB).

O PL 190 /2017, da vereadora Sandra Tadeu (DEM), "regulamenta no município de São Paulo o funcionamento dos portões e cancelas automáticas". Na prática, proíbe que portões de edifícios e residências se projetem "para fora da linha do imóvel, ocasionando perigo aos munícipes que transitam por aquele local". Os que já descumprem a lei, devem se adequar com sensores eletrônicos, sinais sonoros ou luminosos que alertem a presença de pessoas e automóveis, bloqueando a abertura do portão. É fácil isso numa cidade do tamanho de São Paulo?

Outros projetos que chamam atenção na pauta da semana:

PL 546 /2017, do vereador Eduardo Tuma (PSDB), altera o art. 1 da lei n° 9.479, de 8 de junho de 1982, aumentando para 90 anos a concessão administrativa da área municipal situada na Avenida Marquês de São Vicente, aonde funciona o centro de treinamento do São Paulo Futebol Clube.

PL 289 /2014, do vereador Eliseu Gabriel (PSB) dispõe sobre a obrigatoriedade de instalação de “bituqueiras” nos passeios públicos utilizados como área de fumantes no âmbito do município de São Paulo, e dá outras providências.

PL 365 /2017, dos vereadores Fernando Holiday (DEM) e Natalini (PV) estabelece como ilícito administrativo a coação exercida por guardadores de carros (“flanelinhas”).

PL 549 /2017 , do vereador Reginaldo Tripoli (PV) - Altera dispositivos da lei n° 13.131, de 18 de maio de 2001, para determinar a utilização de microchips nos cães e gatos, e dá outras providências.

PL 48 /2017 , dos vereadores Rodrigo Goulart (PSD) e Edir sales (PSD) - Dispõe sobre a disponibilização de espaço reservado para adoção de animais domésticos, nos estabelecimentos que especifica, e dá outras providências.

PL 208 /2015 , do vereador Toninho Paiva (PV) - Altera o § 2º do art. 9º da Lei nº 10.365, de 22 de setembro de 1.987, acrescido pela Lei nº 16.137, de 16 de março de 2.015, e dá outras providências. (Ref. ao corte e a poda de vegetação de porte arbóreo existente no Município de São Paulo).

PL 213 /2017 , do vereador Zé Turin (PHS) - Acresce §§ 1º e 2º ao art. 2º, da lei nº 12.490, de 3 de outubro de 1997, que instituiu o programa de restrição ao trânsito de veículos automotores no Município de São Paulo, e dá outras providências. (Ref. Cadastro de veículos prestadores de serviços de interesse público isentos do rodízio (serviço funerário, água, luz, telefone, gás, coleta de lixo, correio, etc).

Na política muda-se tudo para não mudar nada!

Quem acompanha o noticiário político diário já deve ter dado um nó em seus neurônios! Quando você vai dormir, as regras que estão valendo são de um jeito; quando você acorda, já estão de outro. Isso vale principalmente para esse desarranjo eleitoral (que alguns chamam de "reforma") promovido a toque de caixa por deputados e senadores que fazem de tudo para não largar o osso do poder.

Cria-se um fundo público bilionário, obviamente beneficiando os maiores partidos; recria-se a cláusula de desempenho, desta vez, obviamente, prejudicando os pequenos partidos. O maior problema, entretanto, não é enfrentado. As novas regras não punem os maus políticos, nem aquelas legendas de aluguel que vendem seus preciosos minutos da propaganda na TV para os candidatos favoritos. Quem se dá mal nisso tudo são as siglas de conteúdo ideológico e que abrigam os políticos verdadeiramente interessados em fazer uma política diferenciada e voltada para o bem comum.

A quantidade de coisas acontecendo ao mesmo tempo, as idas e vindas das reformas no Congresso, a enxurrada de escândalos, denúncias, delações, depoimentos - tudo muda o tempo todo no mundo, e cada vez mais rápido! Mas, ao contrário do que canta o Lulu Santos na música "Como Uma Onda", aqui parece que nada passa e, se é verdade que tudo o que se vê não é igual ao que a gente viu há um segundo, no fim das contas parece que tudo acaba mudando só para voltar exatamente ao que era antes, porque os políticos vivem fugindo da realidade e mentindo sem escrúpulos.

Tudo bem, vamos relativizar, afinal a ética e o bom senso ensinam a não generalizar. Mas, cá entre nós, quantos são os políticos que se distinguem pela ética e pelo bom senso? É a minoria da minoria! Dá para contar nos dedos! Político honesto é bicho em extinção! O que se vê no dia-a-dia do Congresso, das assembleias estaduais e câmaras municipais é de encher de vergonha quem busca um pouquinho de seriedade, vocação democrática, interesse público e espírito republicano nos representantes do povo.

As eleições de 2018 serão prioritárias para o redirecionamento do futuro do país. Estamos em uma encruzilhada histórica. Para onde desejamos caminhar? Retroceder, virar à esquerda, à direita ou seguir em frente e ao centro? Claro que essa simbologia é apenas uma simplificação de todo um contexto político, econômico, social e cultural muito mais complexo. Mas não deixa de ser representativo da realidade. Vamos acertar o passo?

A jovem democracia brasileira está em crise e não é de hoje, mas a ressaca pós-PT ajuda a aumentar a sensação de frustração e de fraude ideológica. A onda de conservadorismo é avassaladora. Num indo e vindo infinito ressurgem o ódio, a intolerância, a censura, o preconceito nas ruas e nas redes. Gritam por intervenção militar. Enxovalham as instituições. Depreciam o valor da luta pela redemocratização do país como se fosse um fato de menor importância. Que momento político triste este que vivemos... Precisamos reagir!

Maurício Huertas, jornalista, é secretário de Comunicação do PPS/SP, diretor da FAP (Fundação Astrojildo Pereira) e apresentador do #ProgramaDiferente

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

3º round de Doria x Goldman no vale-tudo tucano



Está no 3º round o vale-tudo entre o prefeito paulistano João Doria e o vice-presidente nacional do PSDB, Alberto Goldman. Até o momento, um atacou, sofreu um contragolpe duríssimo e reagiu novamente. Um é presidenciável, outro foi vice-governador de São Paulo. Os dois são tucanos, mas não se bicam desde as prévias à Prefeitura.

A pergunta que fica é: A quem interessa esse embate com golpes mais apropriados ao octógono do UFC do que ao ringue republicano da política? Isso faz bem à democracia? Ao que parece, por enquanto, só faz crescer os adversários Lula e Bolsonaro. Aonde isso vai parar? Que nos desculpem os mais sensíveis, mas o #ProgramaDiferente apresenta o insólito combate com o tom crítico de irreverência e deboche que ele merece. Assista.

De Obama a FHC: assista no #ProgramaDiferente



"Se uma sociedade é saudável, a política também será", afirmou o ex-presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, durante o Fórum Cidadão Global, promovido pelo jornal Valor Econômico nesta quinta-feira, 5 de outubro, em São Paulo, em sua primeira visita ao Brasil após deixar a Casa Branca. Ele também afirmou que os países não precisam ter políticos perfeitos para serem bem-sucedidos, mas precisam ter um sistema que identifique seus defeitos. A GloboNews transmitiu ao vivo a palestra, que você revê na íntegra aqui no #ProgramaDiferente, com tradução simultânea. Assista.

Veja também todas as palestras do recente Seminário Internacional "Desafios Políticos de um Mundo em Intensa Transformação", promoção conjunta da FAP (Fundação Astrojildo Pereira) e do ITV (Instituto Teotônio Vilela), com participações de Fernando Henrique Cardoso, Roberto Freire, Geraldo Alckmin, Cristovam Buarque e outros convidados especiais (a íntegra de todas as palestras está na playlist "Eventos", da TVFAP.net).

sábado, 7 de outubro de 2017

O filme "Polícia Federal – A Lei É Para Todos", sobre os bastidores da Operação Lava Jato, já é a maior bilheteria do cinema nacional em 2017



Polêmico, controvertido, atacado por parte da crítica especializada e odiado pelos simpatizantes do PT, de Lula e Dilma, o filme "Polícia Federal – A Lei É Para Todos" conquistou o posto de maior bilheteria do cinema nacional em 2017 até o momento, com quase 1,5 milhão de espectadores. Só por esses motivos o #ProgramaDiferente não poderia deixar de falar no longa que conta as origens da Operação Lava Jato, de março de 2014 até meados de março deste ano (e já foi anunciado que teremos continuação com o restante dessa história real, mesmo sem fazermos ideia de como tudo vai terminar).

O filme que tem no elenco Antônio CalloniFlávia AlessandraAry Fontoura Marcelo Serrado é seguido no ranking de público em 2017 por outros filmes como o infantil "Detetives do Prédio Azul" e o irreverente e adulto "Bingo", a ótima adaptação da biografia do ator Arlindo Barreto, intérprete do palhaço Bozo e que representará o Brasil no Oscar de 2018. Vale registrar que esses três filmes somados não chegam nem perto da bilheteria do campeão das telonas em 2016, "Minha Mãe É Uma Peça 2", que levou mais de 9 milhões de pessoas aos cinemas. Bom, mas isso é uma outra história.

O fato é que a Lava Jato está ajudando a mudar o Brasil. Nenhum outro assunto mobilizou tanto a imprensa nestes três anos. Nunca antes na história deste país, parodiando o poderoso chefão desta mafia à brasileira, houve maior investigação contra políticos e empresários corruptos. Nem a Operação Mãos Limpas, na Itália, flagrou tanto dinheiro público desviado.

Dessa história nasceu o livro de Ana Maria Santos e Carlos Graieb, publicado pela Record, do editor Carlos Andreazza, e que posteriormente daria origem ao filme do diretor Marcelo Antunez, conhecido até então por dirigir comédias como "Um Suburbano Sortudo" e as sequências "Até que a Sorte nos Separe 3" e "Qualquer Gato Vira-Lata 2". Enfim, vale a pena conhecer esses bastidores da Lava Jato e debater se a lei é mesmo para todos... Assista.

quinta-feira, 5 de outubro de 2017

Nuzman preso: mais um legado da #Rio2016 :-)



A prisão de Carlos Arthur Nuzman, presidente do Comitê Olímpico Brasileiro, é um bom momento para relembrar o especial "Legado Olímpico" do #ProgramaDiferente, exibido pela TVFAP.net logo depois da #Rio2016. Com direito a festa de Lula, Dilma, Cabral e Nuzman, muito choro e até beijo emocionado.

Assista: https://youtu.be/LzijN-VyDog

Um ano de João Doria no #ProgramaDiferente



O tema do #ProgramaDiferente é "Um ano de João Doria" - e existe nesse título um duplo sentido. Um ano de João Doria pois faz exatamente um ano que o candidato tucano surpreendeu e foi eleito Prefeito de São Paulo no 1º turno, com mais de 53% dos votos válidos. E um ano de João Doria porque, sem dúvida, ele é o grande protagonista no palco da política neste ano de 2017, se credenciando, inclusive, para as eleições de 2018. Tem gente que ama, tem gente que odeia, mas ninguém fica indiferente. Assista.

Também está cada vez mais evidente o desejo de João Doria ser candidato a presidente da República, como demonstra tanto o apoio declarado do MBL (Movimento Brasil Livre) por meio de seus líderes Kim Kataguiri e Fernando Holiday em entrevistas exclusivas, quanto a renhida polarização com Lula; seja pela troca de farpas com outros presidenciáveis, como Ciro Gomes, ou pelo reforço na sua imagem de gestor e trabalhador, características destacadas no depoimento dos prefeitos regionais Carlos Fernandes e Paulo Mathias; além das já famosas ações midiáticas em todo o país. A campanha eleitoral está na rua!