quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Boulos: Um novo líder para a velha esquerda

Teve início a nova etapa de fabricação do homem talhado a ser o próximo líder da velha esquerda, após o declínio de Lula e seus apóstolos da corrupção institucionalizada nos 13 anos de governo do PT e flagrada pela Operação Lava Jato.

Este é o capítulo da vitimização. Coitadinho, Guilherme Boulos diz que foi preso injustamente pela "polícia do Alckmin e do Temer". Não sabemos o que significa isso além da retórica partidária, mas enfim...

O líder do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto), candidato a candidato (sim, ele sonha em ser Presidente do Brasil), foi preso na terça-feira durante a reintegração de posse de um terreno particular na zona leste de São Paulo.

O boletim de ocorrência registrado no 49º DP (São Mateus) acusa Boulos de resistência e influência na reação dos moradores contra os policiais. Lembrando que a polícia, nestes casos, é obrigada a garantir a integridade do oficial de justiça que está ali para fazer cumprir a lei.

"Verifica-se que por possuir toda essa representatividade, poderia sim Guilherme, se fosse de seu interesse, senão impedido, ao menos minorado a reação de manifestantes contra agentes do Estado", diz o boletim de ocorrência. 

O líder do MTST deixou a delegacia por volta das 19h30 desta terça, depois de cerca de nove horas debaixo daquele que poderia, finalmente, ser o novo teto pelo qual ele tanto reivindica.

"Eu fui indiciado pelo crime de resistência. Quero dizer que para mim resistência não é crime. Crime é despejar 700 pessoas. Resistência é uma reação legítima contra barbaridades como essa", disse ao deixar a delegacia, cercado por militantes esquerdopatas e parlamentares como a vereadora Juliana Cardoso (PT) e o deputado Ivan Valente (PSOL), ávidos por câmeras e refletores.

O ex-detido criticou a Secretaria da Segurança Pública e o titular da pasta, Mágino Barbosa. "Soltaram uma nota dizendo que eu teria atirado rojões em policiais. O secretário vai ter que se explicar porque até os policiais que me prenderam não colocaram no depoimento que eu teria atirado rojões. O secretário vai ter que dizer onde ele encontrou esses rojões".

A nota divulgada pela Secretaria pela manhã afirmava que Boulos e o pedreiro José Ferreira Lima, 25, também apontado como integrante do MTST, foram detidos sob a acusação de "participar de ataques com rojão contra a PM, incitação à violência e desobediência".

Procurada, a Secretaria reiterou que rojões foram lançados contra a PM e que a "participação" não se aplica apenas a quem estava com o objeto na mão, mas também a quem instigou seu lançamento. Um policial ficou ferido e dois carros da corporação foram danificados.

Ao ser liberado da delegacia, Ferreira fez um apelo às autoridades e ao prefeito João Doria (PSDB) por moradia, pois afirmou não ter onde passar a noite com a mulher e os dois filhos. "Estou sem ter para onde ir, gostaria de aproveitar que estou aparecendo no Brasil todo e pedir para os políticos e para o prefeito uma moradia para nós", disse.

Curioso: a "culpa" pela falta de moradia é do prefeito no cargo há 17 dias. Ou do presidente que assumiu após o impeachment. Já o ex-prefeito é amigão do movimento de Boulos, assim como a turma de Lula e Dilma que proporcionou o surgimento deste novo "líder" bem nascido e falastrão.

Para Guilherme Boulos e seus apoiadores, "foi uma prisão política". Eles também falam em "estado de exceção" e afirmam que há um clima no país de criminalização dos movimentos sociais. Perdoai-os, Pai, eles não sabem o que fazem. (Opa! Peraí! Sabem muito bem! A malandragem é profissional!)

Mariana Godoy e Casagrande falam sobre o momento político do Brasil, democracia e corrupção



A jornalista Mariana Godoy, apresentadora de um programa de entrevistas que leva o seu nome na Rede TV, com passagens por emissoras como Globo, Gazeta, Manchete e SBT, fala com exclusividade ao #ProgramaDiferente, da TVFAP.net, sobre o atual momento político do Brasil. Assista.

Amiga do comentarista de futebol da Globo Walter Casagrande Junior, ela tinha acabado de mediar um bate-papo sobre o livro "Casagrande e Seus Demônios", em São Paulo, que relata os dramas e a luta do eterno ídolo corintiano contra as drogas. Ele também falou sobre os "demônios da democracia" ao #ProgramaDiferente (e aguarde um especial com Casagrande e o tema do livro). Veja aqui.

 

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

De volta ao enigma indecifrável das pichações paulistanas: arte, protesto ou vandalismo?

Na Folha de S. Paulo de hoje, 17 de janeiro, a boa matéria Campanha de Doria contra pichação reacende 'guerra do spray' em SP repete o tema do nosso post de 5 de janeiro sobre os protestos de pixadores (assim mesmo, com "x", como prefere o movimento do pixo) contra o novo prefeito da cidade.

O assunto rende boas polêmicas. Veja aqui também: A Sampa do militante doido: Milícia virtual petista critica João Doria por iniciativa do ex-prefeito Haddad


Leia, assista, observe e reflita antes de sair por aí destilando preconceito ou servindo de massa de manobra para um lado ou para outro desta polarização estúpida da política e dos fã-clubes de interesses partidários.

A Sampa do militante doido: Milícia virtual petista critica João Doria por iniciativa do ex-prefeito Haddad

A ignorância, a cegueira e a estupidez são os sintomas mais comuns de um tipo de autismo político que atinge determinado militante partidário. Não oferece maiores riscos além da chamada "vergonha alheia", mas é altamente contagioso dentro do seu grupo ideológico e no contato pelas redes sociais.

O mais recente surto acomete a petezada enraivecida que não está sabendo lidar com as duas semanas iniciais de trabalho do prefeito João Doria. Compreendemos que não deve ser fácil ver que em apenas 15 dias a cidade vai recuperando a auto-estima que perdeu nos últimos quatro anos, durante a gestão ruinddad. Mas até a burrice tem limite, né, gente?

No caso da limpeza dos grafites e pichações da Avenida 23 de Maio, por exemplo, as viúvas do Haddad estão atacando o prefeito João Doria por uma medida que foi anunciada e decidida pela própria administração petista. Queridões, vamos acordar para a realidade?

Leiam essa matéria da Folha de S. Paulo de 9 de dezembro de 2016: Restauro dos Arcos do Jânio custará mais de R$ 650 mil e levará seis meses.
Para quem sabe ler, está escrito que "o restauro dos Arcos da rua Jandaia, popularmente conhecido como Arcos do Jânio, na região central de São Paulo, deve levar seis meses e custará mais de R$ 650 mil, segundo a Secretaria Municipal de Cultura, da gestão Fernando Haddad (PT)." 
E prossegue a explicação: "Desde o dia 29 de novembro, quem passa pela Avenida 23 de Maio já via a movimentação de funcionários da Corpotec na montagem da estrutura para instalação dos tapumes, que começaram a ser fixados esta semana."

"O custo total do restauro, segundo a secretaria, será de R$ 658.253,11 e os recursos são oriundos do Funcap (Fundo de Proteção do Patrimônio Cultural e Ambiental Paulistano).

"Os Arcos do Jânio, erguidos no início do século passado são considerados patrimônio histórico. O local veio à tona no final dos anos 1980, quando o então prefeito Jânio Quadros mandou demolir um cortiço que encobria a estrutura."

"A secretaria diz que os Arcos do Jânio passarão por um processo de restauro para restabelecer suas características originais –serão mantidos os tijolos e guarda-copos cinzas e os grafites totalmente removidos."
 

Ou seja, essa feiúra que a gente vê na 23 de Maio é obra do Haddad. Herança petista. Queiram ou não suas viúvas. É fato!

Se você é contra a limpeza dos grafites de gosto duvidoso e pichações sem pé nem cabeça num patrimônio público e histórico, xingue o ex-prefeito.

Se você é a favor da "Cidade Linda", agradeça o atual prefeito pela ideia da operação concentrada, mas também reconheça que foi Haddad que contratou essa limpeza específica. O mérito de João Doria é dar continuidade e ampliar o embelezamento da cidade.

Claro que não é só isso que vai resolver os graves problemas a serem enfrentados pela Prefeitura de São Paulo, mas é uma grande ação simbólica da mudança que São Paulo precisa. Serve para nos lembrar todos os dias que o PT é página virada, graças a Deus. E vamos trabalhar!

Entenderam, queridões? Se precisar a gente desenha. Ou grafita. Ou pixa ;-)

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

O julgamento sobre a moralidade e a razoabilidade dos salários serve apenas para o Legislativo? E o caso do desembargador que vetou o reajuste dos vereadores paulistanos, ganhando R$ 92 mil?

A coluna da jornalista Monica Bergamo, na Folha de S. Paulo, revelou que o desembargador que barrou o reajuste salarial dos vereadores de São Paulo – de R$ 15 mil para quase R$ 19 mil brutos – recebeu R$ 92 mil de salário em novembro. Dimas Borelli Thomaz, assim como outros desembargadores da corte, possui ganhos bem acima do teto constitucional, de R$ 33,7 mil.

O mais curioso é que, na sentença sobre a Câmara Municipal, Thomaz escreveu que o reajuste dos vereadores "mostra-se incompatível com os primados da moralidade, da proporcionalidade, da razoabilidade e da economicidade".

O salário dos desembargadores parte de R$ 30 mil. O excedente, segundo o TJ-SP, refere-se a subsídios e verbas indenizatórias. Em defesa própria, Thomaz diz que sua folha de novembro inclui uma parcela do 13º e recomposições. "Não existe ilegalidade nem imoralidade", afirma.

Curioso, sem dúvida ;-)                                            (Publicado pelo Câmara Man)

Janeiro: Reveja o melhor do #ProgramaDiferente

Durante todo mês de janeiro, a TV Aberta da cidade de São Paulo (Canal Comunitário NET canal 9, Vivo canal 186 e Vivo Fibra canal 8) exibe algumas das melhores edições do #ProgramaDiferente no ano de 2016. O programa vai ao ar aos domingos, às 21h30, e às terças-feiras, à 1h30 da madrugada. Você também pode rever na TVFAP.net todos os programas na íntegra.

Assista:
Dia 1º e dia 3 de janeiro - Reprise do Programa 78 - Especial sobre os Musicais da Broadway
Dia 8 e dia 10 de janeiro - Reprise do Programa 74 - Especial Sensacionalista
Dia 15 e dia 17 de janeiro - Reprise do Programa 60 - Especial Rapper Rico Dalasam
Dia 22 e dia 24 de janeiro - Reprise do Programa 80 - Doutores da Alegria
Dia 29 e dia 31 de janeiro - Reprise do Programa 66 - Especial Silvio Luiz


Em fevereiro estréia a 3ª temporada do #ProgramaDiferente com muita novidade. Logo no primeiro programa, dia 5 de fevereiro, apresentaremos uma atração internacional: o escritor peruano Mario Vargas Llosa, prêmio Nobel de Literatura e que no dia 28 de março completará 81 anos de idade. Ele vai falar um pouco sobre a sua trajetória e também sobre a democracia e a política no Brasil e no mundo.

Saiba mais sobre as nossas duas primeiras temporadas e o que vem por aí em: O que é o #ProgramaDiferente?

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Os vereadores paulistanos no centro da polêmica

Entra ano, sai ano, os vereadores paulistanos seguem no centro das polêmicas que mais repercutem na imprensa e nas redes sociais. Agora o novo presidente da Câmara Municipal, Milton Leite (DEM), tenta emplacar uma notícia positiva. Vai conseguir?

Essa é do Câmara Man, que nos ajuda a conhecer melhor o Legislativo da cidade de São Paulo:

Milton Leite: Batalha jurídica pelo reajuste de 26,3% e o anúncio de um pacote de quatro medidas para redução de gastos

Enquanto recorre de duas decisões liminares contrárias ao reajuste de 26,3% sobre o salário dos vereadores, a nova Mesa Diretora da Câmara Municipal de São Paulo, sob a presidência do vereador Milton Leite (DEM), anuncia um pacote de redução de gastos. São inicialmente quatro medidas que visam acabar com os super-salários, enxugar a folha de pagamento e diminuir valores de contratos.

A primeira ação é uma convocação para que 233 servidores que recebem acima do teto do funcionalismo municipal (R$ 24,1 mil) apresentem, em 45 dias, justificativa para seus vencimentos. A presidência da Câmara já tentou cortar o vencimento desses funcionários, mas a questão está na Justiça, com o argumento que esses servidores não tiveram chance de apresentar defesa administrativa antes de terem os salários reduzidos. Portanto, depois desse prazo, exatamente para a defesa interna na Casa, os salários deverão ser cortados.

A segunda medida é um pente-fino que a Procuradoria deve fazer para identificar funcionários da Câmara contratados pelo regime CLT com mais de 75 anos de idade, que serão obrigados a se desligar do Legislativo com a chamada aposentadoria expulsória, diminuindo o tamanho da folha de pagamento.

A terceira medida é restrita a três servidores, mas a expectativa é que atinja outros 146 funcionários do Legislativo. Essas 149 pessoas ingressaram no serviço público a partir de cargos de ensino médio e tiveram progressão para cargos de ensino superior ao longo dos anos. Essa mudança foi considerada irregular em 2003, quando as promoções foram suspensas e os salários, reduzidos. Nos anos seguintes, entretanto, os três conseguiram reverter a medida e os salários maiores. Segundo a Procuradoria da Câmara, a manutenção dos vencimentos do trio mantinha uma brecha para que os demais também requisitassem a diferença. Agora, os três voltam a perder as promoções.

Por último, a Mesa Diretora da Câmara instituiu uma comissão para renegociar os contratos com fornecedores externos, em um esforço para reduzir em 30% os custos dos prestadores de serviços. Não há ainda uma estimativa de quanto essas medidas podem poupar de recursos dos cofres públicos. Vamos acompanhar.

Os 25 anos da Folha de Vila Prudente



O #ProgramaDiferente, da TVFAP.net, acompanhou a solenidade pelos 25 anos de circulação do jornal Folha de Vila Prudente, um dos melhores e mais respeitados veículos de imprensa regional. Desde o seu lançamento, em 1992, o jornal construiu uma história de credibilidade, profissionalismo, isenção e imparcialidade.

Assista matéria especial sobre o aniversário do jornal e sobre os desafios e transformações do jornalismo de modo geral diante das inovações tecnológicas e mudanças culturais. Acompanhe também uma interessante reflexão sobre a importância do jornalismo impresso e prestador de serviços comunitários.

Veja entrevista com a editora responsável pela publicação, Kátia Leite, e com o presidente da empresa jornalística, Newton Zadra, além de Claudio Fonseca, vereador do PPS e presidente do Sinpeem (Sindicato dos Profissionais em Educação no Ensino Municipal de São Paulo), e Adriano Diogo, ex-vereador e ex-deputado estadual do PT.

Assista também a íntegra do pronunciamento de Newton Zadra sobre os 25 anos do jornal.

Veja outras reportagens especiais sobre jornalismo no #ProgramaDiferente:

Matéria Especial: Encontro Folha de Jornalismo no #ProgramaDiferente

Jornalismo Sensacionalista você vê aqui no #ProgramaDiferente

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Prefeito Regional da Lapa: ligado 24 horas no trabalho

Quando se fala em modelo de gestão moderna, integrada, conectada etc. no serviço público, você pode ter dois tipos de reação: a primeira, mais óbvia, é achar que se tratam de conceitos subjetivos, palavras da moda que servem apenas como apelo vazio de marketing; a segunda é ter fé e esperança que de fato um trabalho mais eficaz, sustentável e inteligente pode ser implantado em uma cidade do porte de São Paulo.

Pois quem acompanha a atuação do prefeito regional da Lapa, Carlos Fernandes, nestes primeiros dez dias de trabalho (com a experiência que já teve na passagem anterior como subprefeito, em 2010 e 2011), aprende que, com eficiência, dedicação, transparência e diálogo franco com a população, dias melhores virão.

Conectado nas redes sociais, ligado 24 horas por dia nos problemas da região e com o pé na rua desde as 7h da manhã (às vezes antes), em vez do tradicional traseiro entronado na cadeira de autoridade, é um exemplo a ser seguido na administração do prefeito João Doria, eleito sob as marcas do gestor e do trabalhador. Parabéns! E que assim seja, em São Paulo e no Brasil!

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

O legado da gestão Haddad para São Paulo

Dois textos na Folha de S. Paulo de hoje ajudam a localizar a gestão do prefeito Haddad no tempo e no espaço, tanto para aqueles que o consideram um grande prefeito quanto para aqueles que o julgam medíocre: o primeiro é um artigo do jornalista Raul Juste Lores: Doria tem muito a aprender com as prioridades de Haddad.

O outro é uma entrevista com o secretário estadual da Habitação, Rodrigo Garcia, deputado federal licenciado e manda-chuva do DEM: PT deu vez a movimentos de moradia 'amigos do rei', diz secretário de SP.

"Movimentos sociais amigos do rei" tiveram "sua vez" nos governos petistas. "Faltou transparência." É o que diz, com propriedade, Rodrigo Garcia na entrevista. Afinal, a cidade cansou de assistir as ocupações partidarizadas comandadas por Guilherme Boulos, por exemplo, que o alçaram à liderança da nova (velha) esquerda nacional.

Já o autor do artigo lembra que "Haddad assistiu à multiplicação das invasões de prédios insalubres e da população dormindo na rua. Mas sua secretaria de Habitação e a Cohab foram confiadas ao PP de Maluf por três longos anos. Entregou menos de um quarto dos apartamentos prometidos, em performance similar às de Pitta e de Kassab."

E prossegue: "Haddad inaugurou um único CEU, projetado por Ruy Ohtake (Marta fez 21 dessas superescolas; Serra e Kassab, em oito anos, 24). A expansão do ensino em tempo integral só alcançou 16 mil dos 900 mil alunos da rede. A meta era 100 mil."

"Os milhares de empregos que seriam gerados pelo Arco do Futuro ficaram na promessa. Enquanto só falava de mobilidade, as filas nas unidades de saúde eram dignas do Maranhão."

"A burguesia que não necessita de educação, saúde ou moradia públicas, e que consegue ir trabalhar de bike, tinha outras predileções: ciclovias de Jilmar Tatto, grafites nos Arcos do Jânio, Parque Augusta, TV e rádio municipais, SPCine e um minúsculo projeto de agricultura em Parelheiros. Para essa elite, Haddad foi ´o melhor da história´."


"Um prefeito não pode se dedicar só a bonsais enquanto a floresta arde. A periferia não perdoou a gestão gourmetizada. Até Doria pode olhar mais pelo povão."

Artigo destruidor de mitos da narrativa petista. Assinamos embaixo.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

A vida do prefeito João Doria não vai ser fácil

Antes das 6h30 da manhã do primeiro dia útil de trabalho à frente da Prefeitura de São Paulo, com João Doria e todo o primeiro escalão do governo na rua para a ação simbólica da campanha "São Paulo, Cidade Linda", o apresentador do Bom Dia São Paulo, Rodrigo Bocardi, já estava cobrando a "promessa não cumprida pelo prefeito" de limpar as pichações da ponte estaiada da Avenida Berrini (não por acaso, cenário para os jornais da Globo).

"O prefeito prometeu que a ponte estaria limpa na segunda-feira!", bradava o jornalista, enquanto mostrava funcionários escalando a estrutura da ponte com cordas e material de limpeza. "Rodrigo, até meia-noite é segunda-feira", apressou-se em justificar o prefeito.

Se no primeiro dia de trabalho já se cobra (neste caso injustamente, às 6 da manhã) uma "promessa não cumprida", o que esperar então das 118 promessas contabilizadas pela Folha de S. Paulo durante toda a campanha eleitoral?

Aliás, na conta feita em papel de pão pelo jornalismo da Folha, Doria terá de cumprir uma promessa a cada 12 dias, até 2020, para dar conta dos compromissos assumidos. Pois, é. Não vai ser fácil. Até quando será que vai durar a lua-de-mel do prefeito com a opinião pública? Acelera. João!

A Lapa (e São Paulo) Sob Nova Direção

A partir desta segunda-feira, 2 de janeiro de 2017, após acompanhar a primeira ação simbólica da gestão do prefeito João Doria, que será o lançamento do programa "São Paulo, Cidade Linda", terei o imenso prazer de assumir efetivamente a função de Prefeito Regional da Lapa. A minha satisfação pessoal só não é maior que a responsabilidade deste trabalho de zelar diariamente por essa nossa região de 40 km² com mais de 300 mil habitantes.

Muita gente não se dá conta da grandiosidade e da importância das atuais 32 prefeituras regionais da cidade, e de outras que ainda serão implantadas. Veja que na Lapa, por exemplo, além do distrito que lhe dá o nome, a nossa Prefeitura Regional cuida também de toda a área que compreende a Barra Funda, o Jaguara, o Jaguaré, as Perdizes e a Vila Leopoldina. Trabalho não vai faltar!

É um desafio extraordinário voltar ao cargo que já ocupei em 2010 e 2011, agora com exigências e responsabilidades ainda maiores para melhorar a qualidade de vida da nossa população e tornar eficiente a máquina governamental, nesta região onde moro e que conheço bem cada ponto nevrálgico, carente da intervenção minuciosa e decisiva da Prefeitura.

O meu compromisso, como já afirmei outras vezes e demonstrei na prática, é uma gestão aberta para o diálogo franco e transparente, de forma que o conhecimento de cada morador seja sempre aproveitado para mapear as mazelas e os pontos fortes da cada bairro, proporcionando assim soluções eficientes e inovadoras em parceria com o poder público.

É com esse espírito de realizar uma gestão inteligente, moderna, dinâmica e descentralizada, com o empoderamento crescente e maior autonomia administrativa e orçamentária para a Prefeitura Regional da Lapa, em nome da eficiência e da proximidade entre o poder público e os cidadãos, que assumo esta digna missão que me foi atribuída pelo prefeito João Doria e pelo vice-prefeito e secretário das Prefeituras Regionais, Bruno Covas.

Mais que estar sob nova direção, é importante redirecionar a administração pública e recolocar a Lapa e São Paulo no rumo certo, do trabalho, do desenvolvimento, da eficiência, da transparência, da dignidade e do respeito à história e à tradição da nossa cidade, mas sobretudo da nossa gente. Viva São Paulo e vamos acelerar no resgate do nosso orgulho de sermos paulistanos!

Carlos Fernandes, presidente do PPS paulistano, é o novo Prefeito Regional da Lapa.

Vereadores elegem Mesa Diretora para 2017

Com 50 dos 55 votos, o vereador Milton Leite foi eleito presidente da Câmara Municipal de São Paulo.

Lançaram-se candidatos também Mario Covas Neto (PSDB), Sâmia Bomfim (PSOL) e Janaína Lima (Partido Novo), que votaram em si próprios.

Toninho Vespoli (PSOL) votou na colega de partido e Juliana Cardoso (PT) se absteve.


Como primeiro ato na Presidência, Milton Leite abriu mão do reajuste salarial aprovado em plenário no fim-do-ano, apesar de o projeto ser de sua autoria e ele defendê-lo para a Casa.

A Mesa Diretora ficou assim:
Milton Leite (DEM) - presidente
Eduardo Tuma (PSDB) - 1º vice
Edir Sales (PSD) - 2ª vice
Arselino Tatto (PT) - 1º secretário
Celso Jatene (PR) - 2º secretário
Gilberto Nascimento Jr (PSC) - 1º suplente
Masataka Ota (PSB) - 2º suplente

Souza Santos (PRB) - corregedor

domingo, 25 de dezembro de 2016

Especial do #ProgramaDiferente: Natal dos Bichos



O último programa do ano de 2016 é um Especial de Natal diferente, como não poderia deixar de ser e até pra fazer jus ao nosso #ProgramaDiferente: é o Natal dos Bichos. Registramos o nosso posicionamento no tema do abandono e dos maus tratos, da adoção responsável e do amor incondicional pelos animais. Assista.

Com a apresentação de campanhas de conscientização pelo direito dos animais e uma entrevista exclusiva com a apresentadora Luisa Mell, uma das mais destacadas ativistas pelo direito dos animais, fundadora de uma instituição que leva o seu nome e atua principalmente no resgate de cães e gatos feridos ou em situação de risco, nós também apoiamos e compartilhamos esta causa em defesa da vida.

Marcado pelo bom humor, como no momento em que mostramos que "cada programa tem o Louro José que merece...", mas sem perder a seriedade nem poupar o espectador de cenas chocantes, como no trabalho impressionante da ONG Repórter Brasil, que faz parte de uma investigação sobre a violência e o desrespeito com que a indústria da carne trata os trabalhadores e os animais.

Assim como diversos artistas, empresários e cidadãos de todas as idades e origens, acreditamos que é importante transmitir esta mensagem de respeito a toda forma de vida, de luta pela defesa dos direitos dos animais e por leis mais rígidas, pela conscientização da população contra a exploração em todas as suas formas, contra o tráfico de animais, por um tratamento digno etc. Só assim teremos um Feliz Natal para todos! E que venha 2017 com a nossa 3ª temporada... Aguarde!

quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

Vamos falar sobre o aumento dos vereadores?

Excelente assunto para debate, copiado do jornalístico Câmara Man, especializado na cobertura da Câmara Municipal de São Paulo:


Novela do aumento dos vereadores vai se arrastar para 2017


Você deve ter acompanhado que o reajuste do subsídio dos vereadores paulistanos foi suspenso por uma decisão liminar da Justiça.

A Câmara vai recorrer após ser notificada, o que só ocorrerá a partir da posse dos eleitos para a próxima legislatura (2017-2020) e da eleição da nova Mesa Diretora, em 1º de janeiro.

Para ajudar a entender toda essa polêmica, de um lado e do outro, vale a leitura desses textos abaixo:


Nota da Bancada de Vereadores do PT

Juristas se dividem sobre suspensão do aumento de veradores paulistanos

Há um claro equívoco do Judiciário ao suspender aumento de salário, diz vereador Milton Leite

Após pressão e liminar, maioria dos novatos na Câmara se diz contra reajuste

Vereadores que aumentam os próprios salários

P.S. Um palpite do Câmara Man, para você guardar aí nas suas anotações e cobrar lá no início de fevereiro: passada toda essa polêmica, o reajuste não será barrado pela Justiça. O ato dos vereadores pode até ser imoral (foi essa a reação da maioria da população que se manifestou nas redes), mas não é ilegal. Seguiu à risca o que determina a Constituição Federal e a Lei Orgânica do Município. Já nos posicionamos aqui. Reveja.

Votação do aumento do próprio salário e falta de sensibilidade dos vereadores dá margem a desinformação, demagogia e populismo


O tsunami midiático contra a Câmara Municipal de São Paulo é consequência direta (e previsível) da ação (ou omissão) dos vereadores ao aumentarem o próprio salário.

Pior, depois de terem retirado o assunto da pauta, informado erroneamente a imprensa e a opinião pública que o assunto não voltaria a ser discutido e, no meio da última sessão do ano, como parecia óbvio só para quem conhece os meandros do Legislativo, reinserir o projeto da Mesa Diretora na ordem do dia e aprová-lo a toque de caixa.

Então, vamos falar outra vez sobre a tal "votação do próprio aumento" do salário dos vereadores, que vem sendo tratado como imoralidade e ilegalidade. A Ordem dos Advogados do Brasil, por exemplo, que há tempos perdeu o protagonismo e bate cabeça para reaparecer na mídia com algum destaque positivo, produz esse tipo de notícia: OAB diz lamentar aumento salarial de vereadores em SP e estuda ir à Justiça.

Diz o seu presidente, Marcos da Costa: "A OAB São Paulo, cumprindo seu papel de defesa dos princípios republicanos insculpidos na Constituição do Brasil está analisando o aumento para, entendendo desprovido de base constitucional ou legal, propor as medidas cabíveis em proteção ao erário público e a sociedade paulistana."

Descontados os atentados à língua pátria num comunicado que deveria ser claro e objetivo, a OAB peca duplamente por sugerir que o reajuste de 26% seja "desprovido de base constitucional ou legal". Não é! Aí que está o grande equívoco: pode-se questionar moralmente a questão, mas não a sua legalidade e constitucionalidade.

Faltou sensibilidade e competência dos vereadores ao votar o reajuste sem saber explicar as razões à população, num momento de crise, de desemprego e de corte de gastos. Mas repor a inflação dos últimos quatro anos, sendo que um próximo reajuste só poderá ser apreciado também daqui a quatro anos, não tem nada de inconstitucional. Ao contrário.

Mas "eles votaram o próprio aumento", reclamam cidadãos, jornalistas e advogados desinformados. Na verdade, seguiram à risca o que determina a legislação: aprovaram o reajuste ao fim de uma legislatura, valendo para a próxima. Se 33 dos 55 vereadores vão se beneficiar desse reajuste por terem sido reeleitos, é uma outra história.

Outra solução seria aprovar um gatilho automático, equiparando o salário ao teto permitido (75% do deputado estadual, que por sua vez é 75% do salário do deputado federal). Ou seja, a cada aumento salarial votado em Brasília, o aumento no município seria concedido em cascata. Não resolveria nada em termos práticos e ainda diminuiria a transparência do ato.

Também merece outra discussão se, na opinião média do paulistano, os vereadores ganham demais e produzam de menos (embora um salário líquido de R$ 11 mil reais não seja nada abusivo, ainda mais quando é menor que o salário dos próprios chefes de gabinete da Câmara e outros assessores, além de vereadores de capitais e cidades de médio e grande porte, subprefeitos e secretários da Prefeitura de São Paulo etc.).

Em resumo, os vereadores vivem nesta bolha impenetrável, nesse mundo à parte, tão dissociados da realidade e dos anseios da população que até quando cumprem rigorosamente as determinações legais (em benefício próprio, dirão alguns, com razão) são questionados por todos e acabam desmoralizados.

Não é por acaso que, ano após ano, a Câmara é a instituição que apresenta o menor índice de credibilidade nas pesquisas de opinião. Vai continuar assim até que vereadores e partidos entendam que é preciso mudar radicalmente a forma de agir e de se relacionar com a cidade e a cidadania. O Brasil está mudando, de fato. Só os políticos não perceberam.

Leia também:

Vereadores aprovam reajuste salarial após informarem imprensa que tirariam o assunto da pauta e apanham feio da opinião pública

Com ou sem aumento, que pode ser votado nesta terça, dia 20, vereadores já perderam batalha com opinião pública.

O que é o CâmaraMan?

sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

Arte: Consciência e Atitude no #ProgramaDiferente



O #ProgramaDiferente desta semana trata do ativismo na Arte, sobretudo da consciência e da atitude de cidadãos e artistas urbanos que atuam para transformar a sociedade e melhorar o mundo a partir do seu entorno social, cultural e econômico.

Apresentamos este que foi um dos temas da Virada Sustentável de 2016 com a participação de Eduardo Srur, idealizador da Attack Intervenções Urbanas; Baixo Ribeiro, fundador da Galeria Choque Cultural; Mundano, criador do projeto Pimp My Carroça; Carolina Teixeira (Itzá), da Goma, Casa de Comunicação e Arte; entre outros artistas e grafiteiros, como as meninas do coletivo Punga Crew. Assista.