domingo, 4 de dezembro de 2016

Cristovam Buarque assume a presidência e Luiz Carlos Azedo a direção geral da FAP em ato que contou com participação de Freire, Marta, José Aníbal e FHC



Com a presença do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, do ministro da Cultura Roberto Freire, dos senadores José AníbalMarta Suplicy e Cristovam Buarque, dos deputados federais Alex Manente Pollyana Gama, do deputado estadual Davi Zaia e do secretário da Agricultura do Estado de São Paulo, Arnaldo Jardim, foram empossados os novos diretores e conselheiros da FAP (Fundação Astrojildo Pereira) para o biênio 2017-2018, em solenidade realizada no sábado, 3 de dezembro, na Câmara Municipal de São Paulo.

Tanto Roberto Freire quanto Arnaldo Jardim são também deputados federais licenciados. Ao ser nomeado ministro, Freire se afastou da Câmara dos Deputados e da presidência nacional do PPS, assumida agora por Davi Zaia, até então secretário-geral e presidente estadual do PPS em São Paulo, função pela qual passou a responder Alex Manente.

O novo presidente do Conselho Curador da FAP é o senador Cristovam Buarque, e o diretor-geral é o jornalista Luiz Carlos Azedo, colunista político do Correio Braziliense. A presidência de honra será ocupada pelo cientista social Luiz Werneck Vianna, mestre em ciência política pelo Iuperj e doutor em sociologia pela USP.

O ato foi transmitido online pela TVFAP.net, que durante a semana colocará no ar a íntegra do evento à disposição do público e também prepara para o próximo #ProgramaDiferente um especial sobre a solenidade da FAP. Enquanto isso, você acompanha matéria com FHC, Cristovam, Marta, Roberto Freire, Davi Zaia, Azedo e Arnaldo Jardim falando sobre o atual momento político do Brasil, o governo de transição do presidente Michel Temer e as expectativas para o ano de 2017. Assista.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

#ProgramaDiferente trata do desafio de tirar a sustentabilidade do gueto ambientalista e atingir o maior número de pessoas no Brasil e no mundo



O #ProgramaDiferente desta semana fala sobre um dos nossos temas mais recorrentes: a Sustentabilidade. E trata exatamente de como vencer o desconhecimento e mobilizar a sociedade sem restringir a busca de um mundo sustentável ao gueto ambientalista, mas conectando a agenda da sustentabilidade à economia, às novas tecnologias, à governança democrática e ao dia-a-dia do maior número de pessoas. Assista.

O evento “Saindo do gueto ambientalista: o desafio de mobilizar as pessoas para a sustentabilidade” é uma parceria do IDS - Instituto Democracia e Sustentabilidade com o Senac São Paulo. Conta com a participação de Fernando Meirelles, cineasta, produtor e roteirista; Mônica Gregori, sócia da agência Cause e realizadora do estudo "O Fluxo das Causas"; Ricardo Guimarães, presidente da Thymus Branding; Tom Moore, sócio da consultoria Mandalah; João Paulo Capobianco, presidente do conselho diretor do IDS; e Eduardo Giannetti, economista, cientista social e professor do Insper (Instituto de Ensino e Pesquisa).

Grandes nomes da comunicação e da sustentabilidade falam de como promover o engajamento dos brasileiros nessa causa que ganhou corpo a partir da Eco-92 e se consolidou a partir da Rio+20. O cineasta Fernando Meirelles fala da abertura das Olimpíadas Rio 2016, que ele dirigiu e alertou mais de 3 bilhões de espectadores no mundo inteiro para o tema das mudanças climáticas. Ricardo Guimarães expõe seus conhecimentos sobre comunicação e identidade de marca; Mônica Gregori fala sobre os desafios e oportunidades de comunicar grandes causas; e Tom Moore sobre a campanha global com os objetivos do desenvolvimento sustentável.

Mas, enfim, o que é a sustentabilidade? ;-)

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Carlos Fernandes será Prefeito Regional da Lapa

Presidente municipal do PPS paulistano, o gestor público Carlos Fernandes foi anunciado nesta quinta-feira (veja) como futuro Prefeito Regional da Lapa na gestão do prefeito João Doria, a partir de 1º de janeiro.

A confirmação dos 20 primeiros subprefeitos, ou prefeitos regionais, de acordo com a nova denominação e as funções ampliadas da próxima administração municipal, foi feita pelo vice-prefeito Bruno Covas, também indicado secretário das Prefeituras Regionais.

Aos 55 anos, Carlos Eduardo Batista Fernandes é atualmente coordenador de tecnologia da informação na Secretaria da Agricultura do Governo Alckmin. Foi empresário do setor gráfico, subprefeito da Lapa nos anos de 2010 e 2011, secretário-adjunto de Gestão no Governo do Estado, onde coordenou a criação de 35 unidades do Poupatempo, e superintendente de transporte público da SPTrans, onde dirigiu o grupo de combate às fraudes no bilhete único.

"Agradeço a confiança do prefeito eleito João Doria e do seu vice e futuro secretário das Prefeituras Regionais, Bruno Covas. Teremos muito trabalho pela frente para ajudar São Paulo a sair da letargia que se encontra. Obrigado a todos que prestigiaram e torceram pela nossa nomeação"
, afirmou Carlos Fernandes.

Polêmica do momento: Ministério Público investiga 1.643 mulheres que não tiveram nem o próprio voto. Mas, hipocrisia à parte, qual é o crime?

Está sendo tratado como escândalo o fato de 1.643 mulheres que foram lançadas candidatas no Estado de São Paulo em 2016 não terem recebido nenhum voto (nem o próprio) para vereador, o que comprovaria que foram usadas como "laranjas" pelos partidos, simplesmente para cumprir a cota obrigatória de 30% de gênero. O Ministério Público investiga. Mas é crime não ter voto e não fazer campanha? Vamos debater essa polêmica sem hipocrisia?

Então, vamos lá! Primeiro, não é novidade que TODOS os partidos encontram dificuldades para ter mulheres candidatas. Quem disser o contrário estará mentindo. Mas como vai se OBRIGAR uma mulher a ser candidata apenas porque uma bendita cota determina isso? Pior, como vai se OBRIGAR um partido a convencer essa mulher a ser candidata e, mais ainda, OBRIGAR o partido a investir recursos nessa campanha?

Entre o mundo ideal das leis impressas e o mundo real da nossa política há um abismo intransponível. Que as mulheres devem ser incentivadas a participar da vida partidária e de associações, sindicatos, ONGs, movimentos etc., ninguém tem dúvida. Que devem ser incentivadas a se posicionar politicamente, a tentar uma candidatura, a se eleger e aumentar a representação feminina, é uma certeza que todos nós temos. Mas, de novo, isso se dará com as benditas cotas?

As mulheres são maioria da população e uma ínfima minoria entre os candidatos. Mal atingem os 30% quando os partidos "caçam" mulheres dispostas a se colocarem como candidatas. E, dessas heroicas candidatas, uma parcela ainda menor de mulheres se elege. Veja que na Câmara de São Paulo houve um recorde histórico nessa eleição: 11 vereadoras eleitas, ou 20% da Casa, mais que o dobro do que havia na legislatura anterior. Alvíssaras!

Pergunta-se: Alguma dessas mulheres foi eleita por causa da cota feminina? Certamente, não! Veja o perfil de cada uma delas. São todas destaques em movimentos sociais, ou lideranças no meio evangélico, ou filhas de políticos tradicionais, ou personalidades bem sucedidas nas suas áreas de atuação. Nenhuma foi atraída pela obrigatoriedade dos 30%.

Assim como todas as mulheres que se destacam na política, nenhuma entrou pelo benefício da cota, mas por vontade própria, por vocação: Dilma Rousseff, Marina Silva, Marta Suplicy, Luiza Erundina, Heloísa Helena, Luciana GenroSoninha Francine... Busque quantos exemplos quiser, é um fato indiscutível!

O que nos permite concluir: devemos obviamente buscar meios criativos e eficazes para atrair mulheres com interesse, predisposição, aptidão, talento para a política; e aí sim, facilitar e capacitar essas mulheres dentro dos partidos políticos para serem candidatas. A mulher na política não deve ser uma obrigação, mas uma opção. Não pode ser um dever, mas um direito. Uma decisão consciente, responsável e madura, jamais uma imposição fundamentalista.

A política e os sistemas partidário e eleitoral brasileiros precisam de reformas profundas. Defendemos amplas e inúmeras mudanças, todas elas para atrair os cidadãos de modo geral para a boa política, democrática e republicana, com igualdade de oportunidades para todos, sem segregacionismo por gênero, idade, origem, formação, raça, cor, deficiência, crença, condição financeira ou orientação sexual. Simples assim.

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Selvageria dentro e fora da Câmara dos Deputados

Do lado de fora, um bando de marionetes e viúvas do petismo depredando Brasília, prédios públicos, colocando fogo em carros de emissoras de TV e de cidadãos que deram o azar de passar na frente da turba de vândalos manipulados por políticos irresponsáveis e seus movimentos cooPTados.

Do lado de dentro, outro bando de inconsequentes, estes os deputados de vários partidos (à esquerda e à direita, governistas e oposicionistas), unidos em benefício próprio para dilacerar as medidas contra a corrupção e se vingar de juízes e promotores que ousaram desafiar a impunidade dos corruptos.

Dos dois lados, dentro e fora, a retaliação pelos motivos equivocados.

Uma vergonha!


Leia também:


Senador Cristovam Buarque assume presidência da FAP neste sábado, na Câmara de São Paulo

Em solenidade neste sábado, 3 de dezembro, a partir das 10h da manhã, tomarão posse os novos diretores e conselheiros da FAP (Fundação Astrojildo Pereira) para o biênio 2017-2018, na Câmara Municipal de São Paulo.

O novo presidente do Conselho Curador é o senador Cristovam Buarque (PPS/DF), e o diretor-geral é o jornalista Luiz Carlos Azedo, colunista político do Correio Braziliense. A presidência de honra será ocupada pelo cientista social Luiz Werneck Vianna, mestre em ciência política pelo Iuperj e doutor em sociologia pela USP.

Entre as presenças confirmadas no ato, para uma exposição sobre o atual momento do Brasil, estão o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e os ministros da Cultura, Roberto Freire, e da Defesa, Raul Jungmann, ambos do PPS. Também devem comparecer representantes das fundações partidárias vinculadas ao PSDB, ao PMDB, ao PSB e ao PV, entre outros parlamentares, intelectuais, dirigentes partidários e lideranças políticas.

Campanha de combate à Aids e ao preconceito



O #ProgramaDiferente desta semana é um especial sobre a prevenção contra o vírus HIV e o combate ao preconceito, culminando com o Dia Mundial contra a Aids, no dia 1º de dezembro. Vivemos uma época em que o número de pessoas contaminadas vem aumentando, culpa da desinformação e da falsa ideia de que a Aids é como qualquer outra doença crônica, com a qual a pessoa infectada pode conviver sem maiores consequências. Mas não é bem assim. Assista.

Aqui você vai rever uma das primeiras reportagens no Brasil que tratava do surgimento da doença, ainda no início dos anos 80. Muita coisa mudou no conhecimento sobre a Aids, as suas causas e consequências. Só uma coisa permanece exatamente igual: a importância da boa informação e da prevenção para preservar vidas.

Veja o depoimento do médico Drauzio Varella, um dos maiores especialistas no tema, e também uma reportagem exclusiva sobre o lançamento do livro "Esquadrão das Drags – Arte, Irreverência e Prevenção em Toda Parte", das jornalistas Roseli Tardelli e Fernanda Teixeira, sobre a atuação de um grupo de drag queens que realiza campanhas sobre a Aids e outras doenças sexualmente transmissíveis, drogas, combate ao preconceito e a busca da cidadania plena.

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

O político que não aprender com os erros vai ser arrastado pela avalanche das redes e das ruas



É incrível como alguns políticos não aprendem nunca! Olham mas não enxergam, ouvem mas não escutam. São insensíveis às demandas da sociedade, incapazes de pensar a política como mediadora de interesses públicos legítimos e permanecem indiferentes à atual exigência de mudanças que se apresenta nas ruas desde 2013. Nem dois impeachments de presidentes da República em pouco mais de duas décadas serviram de aprendizado.

O Brasil está mudando - e isso não é simples frase feita. É realidade. Não é possível ainda diagnosticar se muda para melhor ou para pior, se o viés majoritário é liberal ou conservador, se avança ou retroage, como advogam os defensores de um pólo e outro da política mais tradicional (e arcaica), à esquerda e à direita, mas é evidente que o eleitorado está cada vez mais intolerante às práticas e costumes políticos que nos trouxeram a este momento caótico.

A tendência é que as mudanças se aprofundem. Se é fato que não vencemos ainda a corrupção, o autoritarismo, o fisiologismo, o clientelismo, o corporativismo, também é verdade que caminhamos a passos largos para uma nova forma de compreender, exercer e fiscalizar a política. Quem não abrir os olhos para a nova realidade será arrastado na avalanche das redes e das ruas.

O caso do ministro Geddel Vieira Lima é bastante emblemático. A queda do sexto integrante do governo de transição do presidente Michel Temer em seis meses não acontece por acaso, nem é mera intriga da oposição. É retrato da cultura desses velhos inquilinos do poder, que não acordaram ainda para a realidade em que um novo eleitor, mais exigente e consciente, torna-se o verdadeiro senhorio da democracia.

Não é por acaso que figuras como o senador Romero Jucá, presidente nacional do PMDB, outro abatido em pleno vôo ao ser flagrado em negociações para "estancar a sangria" da Operação Lava Jato, venham a público com os argumentos mais estapafúrdios defender o parceiro Geddel.

Por autismo político, cinismo, vício ou mau-caratismo, ninguém no governo admite o óbvio: que Geddel usou o cargo para atuar em benefício pessoal. Para Jucá, ele estava "defendendo a Bahia, defendendo Salvador" quando conversou com Marcelo Calero, então ministro da Cultura, para que aprovasse a construção de um empreendimento imobiliário de 30 andares em área tombada pelo Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional).

Nem o fato de Geddel ter comprado um apartamento no prédio de luxo e seus familiares representarem o empreendimento em ação contra o Iphan causou maior constrangimento. O pedido de demissão, descartado no momento inicial, só ocorreu para "evitar que o caso afetasse ainda mais o presidente Michel Temer", a quem, diga-se, Calero também acusa de tê-lo pressionado no caso.

"Não houve corrupção do presidente ou da estrutura de governo para definir uma solução. Houve, sim, pressão do ministro Geddel para que fosse a Advocacia-Geral da União a arbitrar uma diferença de posicionamento entre técnicos do Iphan da Bahia e técnicos do Iphan nacional", afirmou Jucá. O senador disse ainda que a questão não envolve mais o governo uma vez que Geddel pediu demissão. "Quem não pode pagar o pato é o governo que não tem nada a ver com essa briga pessoal", defendeu.

Pagar o pato? Briga pessoal? O governo não tem nada a ver?

Perdoe o trocadilho involuntário com o caso que envolve o breve ministro da Cultura, mas de fato o problema é cultural. São práticas arraigadas e maus hábitos impregnados no DNA da velha política brasileira. Ética e princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade e eficiência passam longe do receituário do homem público que se apoderou da nossa democracia representativa.

Por menor que seja, ou aparentemente desimportante, o episódio comprova a indiferença entre o interesse público e a conveniência privada, que mobiliza até o próprio presidente da República na recomendação indevida e equivocada para resolver um impasse entre um órgão técnico e um político prepotente, para dizer o mínimo.

E repare que não se trata de uma exceção à regra, mas de prática recorrente entre as nossas "autoridades". Veja que Lula comparou (em ato falho?) a repercussão do caso do apartamento do Geddel com o do "seu" triplex (aquele que ele diz que não é dele, assim como o sítio de Atibaia). E por aí vai... Os "presentes" milionários recebidos pelo ex-governador Sérgio Cabral de empreiteiras, incluindo jóias e mimos para a primeira-dama. Favores, doações de Caixa 2, propinas e outras benesses do poder.

Porém, parece estar acabando definitivamente a era da impunidade na política, com alguns excessos que precisamos corrigir e as turbulências típicas das massas desorganizadas quando começam a reagir e se mover em busca da mudança - não sem riscos para as conquistas democráticas e republicanas das últimas décadas (e aqui cabe todo o nosso cuidado e atenção).

Por mais complexa e dolorosa que possa ser essa depuração, balançar as estruturas do poder e expurgar os maus políticos será o único remédio eficaz para superarmos esta crise. Devemos então lutar com todas as forças para preservar o Estado de Direito e apoiar cada ação legítima do Ministério Público, da Polícia Federal e da Justiça na investigação e na punição exemplar de TODOS os envolvidos em crimes e esquemas de corrupção, de TODOS os partidos. O tratamento é radical, mas é nossa esperança de cura da "res publica".

Mauricio Huertas, jornalista, é secretário de Comunicação do PPS/SP, diretor executivo da FAP (Fundação Astrojildo Pereira) e apresentador do #ProgramaDiferente

sábado, 26 de novembro de 2016

Alex Manente assume presidência do PPS de São Paulo e Davi Zaia é o presidente nacional interino na vaga do ministro Roberto Freire, licenciado

O PPS paulista reuniu neste sábado, 26 de novembro, no centro da capital, seus dirigentes estaduais, parlamentares, prefeitos, vice-prefeitos e filiados para a última reunião de 2016.

Além de um balanço do partido nas eleições e manifestações sobre o atual momento político e econômico, o Diretório Estadual formalizou o nome do deputado federal Alex Manente como presidente do PPS de São Paulo.

Com a licença de Roberto Freire da presidência nacional do PPS ao assumir o Ministério da Cultura no governo de transição do presidente Michel Temer, o atual secretário-geral e presidente paulista do partido, deputado estadual Davi Zaia, será confirmado presidente interino do PPS em reunião do Diretório Nacional que ocorrerá na próxima semana.

O PPS de São Paulo elegeu 33 prefeitos em 2016 (na eleição anterior tinham sido 27 eleitos) e 372 vereadores. O ano de 2017 será marcado por congressos partidários municipais, estaduais e o nacional.

Apoio à Lava Jato

Durante a reunião, foi aprovada moção de apoio à Operação Lava Jato e ao trabalho do juiz Sergio Moro, do Ministério Público e da Polícia Federal.

O partido manifesta ainda total repúdio à proposta de anistia ao Caixa 2 e se posiciona oficialmente contra qualquer manobra que possa atrapalhar as investigações ou a punição dos envolvidos em esquemas de corrupção.

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Todo apoio à Lava Jato e contra anistia ao Caixa 2



É sempre bom repetir, como um mantra: somos totalmente favoráveis às investigações da Operação Lava Jato (para punir corruptos de TODOS os partidos) e absolutamente contrários a manobras vexatórias como a anistia ao Caixa 2. Entendeu ou precisa desenhar?

#AnistiaCaixa2NAO #ApoioaLavaJato #10medidas

quinta-feira, 24 de novembro de 2016

Para acompanhar o dia-a-dia da Câmara paulistana

Está nas redes uma iniciativa jornalística interessante: o CâmaraMan, que se propõe a acompanhar o dia-a-dia da Câmara Municipal de São Paulo. Vale conhecer.

Você acha que a política é uma droga? Então precisa ler a bula para conhecer a sua composição, apresentação, formas e formulações, informações técnicas, interações, precauções, recomendações, efeitos colaterais, contraindicações, princípios ativos e o modo de usar.

Para melhorar a política é preciso ter um olhar crítico sobre os fatos. Para criticar é preciso conhecer. Para conhecer é preciso reunir informações confiáveis, ir além do noticiário oficial, receber notícias sem filtro ideológico ou corporativista, saber o que ocorre no dia-a-dia, tudo aquilo que acontece nos bastidores e passa despercebido da imprensa e da maioria dos cidadãos.

Que tal saber em primeira mão o que verdadeiramente acontece na Câmara Municipal de São Paulo? Ter os vereadores em tempo real na sua timeline? Poder monitorar toda semana se os políticos estão de fato representando os interesses da cidade, cumprindo os compromissos assumidos com o eleitor e com a região que possibilitou a sua eleição?

É assim que vai funcionar este espaço: como a tal bula do remédio, a tradução simultânea do "politiquês" em uma linguagem de fácil compreensão e útil para a cidadania, para que você se mantenha bem informado e esclarecido sobre a política, com transparência sobre os acontecimentos que interferem no seu cotidiano, no trânsito, no transporte, na saúde, no trabalho, na educação, na segurança, no meio ambiente, no bem-estar social e na qualidade de vida.

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Roberto Freire e João Batista de Andrade são os nomes certos para o Ministério da Cultura

Tomam posse nesta quarta-feira, 23 de novembro, o novo ministro da Cultura, deputado federal e presidente nacional do PPS, Roberto Freire, e seu secretário-executivo, o cineasta João Batista de Andrade.

Sem meias palavras, são os nomes mais adequados, no lugar certo e no momento apropriado deste governo de transição do presidente Michel Temer. São testados e experimentados. Éticos, dignos, honrados. Simples assim.

Veja a repercussão na imprensa:

Calero pede demissão da Cultura; Roberto Freire será o novo ministro

Roberto Freire é oficialmente nomeado ministro da Cultura

Roberto Freire diz que vai reformular a Lei Rouanet

Roberto Freire fará pente-fino da Lei Rouanet

Deputado Roberto Freire é anunciado novo ministro da Cultura

João Batista de Andrade é o secretário nacional de Cultura


Veja o depoimento de João Batista de Andrade sobre Cultura na TVFAP.net:

Assista também as entrevistas exclusivas de Roberto Freire e de João Batista de Andrade no #ProgramaDiferente.

Agora só falta você: Rita Lee, 50 anos de carreira e a tua mais completa tradução no #ProgramaDiferente



Meio século desde a formação dos Mutantes, em 1966, a passagem pelo Tutti Frutti, a carreira solo e parcerias memoráveis legitimam Rita Lee como lenda viva da MPB, a primeira e única rainha do rock brasileiro. Autêntica, polêmica e desbocada, deixa momentaneamente as entrevistas e os palcos de lado, mas o #ProgramaDiferente marcou presença no lançamento da sua autobiografia.

Reverenciada pelos fãs - artistas, calouros e anônimos - que cantam seu sucesso "Agora Só Falta Você" (veja aqui uma edição especial que reúne nomes como Caetano Veloso, Frejat, Baby do Brasil, Pitty, Maria Rita, Paula Toller, Lenine, Adriana CalcanhotoNando Reis, Renato Russo e até Soninha Francine, entre outros), a caminho dos 69 anos, a serem completados em 31 de dezembro, Rita Lee Jones rememora coisas boas e más da vida com leveza, sinceridade e com a espirituosidade característica (vale relembrar também os encontros com Hebe, Elis Regina e momentos nostálgicos da carreira).

A estréia dos Mutantes na TV foi no programa do cantor e apresentador Ronnie Von - que, aliás, batizou o grupo e fala com exclusividade sobre a importância da amiga; também ouvimos o parceiro Sergio Britto e o filho Beto Lee, músico que acaba de entrar para os Titãs (e que também aparece criança neste especial, aos três anos, brincando com a mãe), para nos ajudar a esboçar a "mais completa tradução" de Rita Lee. Assista.

terça-feira, 22 de novembro de 2016

A Globo e os "supersalários" da Câmara de São Paulo

Só se fala nisso. Tem assunto pra semana toda. E o povo, que adora malhar os políticos (quase sempre com razão), encontrou um prato cheio. Pena que erra o alvo.

A matéria da Globo denuncia: a Câmara de São Paulo paga "supersalários" de R$ 15 mil a manobrista (na verdade, garagista) e R$ 10 mil a engraxate. É verdade.

Copeiras, médicos e ascensoristas também tem vencimentos bem superiores à média do mercado. Um lavador de carros, serviço já extinto, ganhou R$ 11 mil em outubro. Alguns procuradores recebem quase o triplo do salário do prefeito, que seria o teto constitucional (Aí, sim, é um caso para o Judiciário).

A manchete principal do telejornal local da Globo abriu assim, nesse tom escandaloso: "SPTV analisa a folha de pagamento dos mais de 2 mil funcionários da Câmara Municipal de São Paulo", como se fosse uma revelação bombástica, sem deixar muito claras duas informações principais do suposto "esforço de reportagem".

Vejamos:

1) As informações são públicas, estão no Portal da Transparência (a Globo até diz isso, de passagem, mas não explica). Ou seja, a "análise" consistiu em acessar o próprio site da Câmara. Os números estão lá. Não se trata de uma ilegalidade ou manobra escondida. De tempos em tempos algum jornalista desenterra o assunto e observa que o problema não está resolvido, até porque isso independe da "vontade política" dos vereadores ou do eleitor paulistano.

2) Embora todos nós concordemos que pareça ofensivo e absurdo, principalmente num momento de crise, que funcionários públicos recebam os tais "supersalários", é preciso esclarecer que não se trata de exclusividade do Legislativo paulistano ou de mais um "escândalo" causado por maus políticos eleitos por São Paulo nesta ou em legislaturas anteriores.

Isso tudo está atrelado a direitos constitucionais: tanto a estabilidade do funcionalismo público quanto às gratificações incorporadas ao salário, adicionais por tempo de serviço ou função ocupada etc.

Precisa mudar? Precisa! Há distorções que devem ser corrigidas? Claro que sim! Inúmeras! Aí estão os exemplos! Mas isso tudo depende de uma ampla e profunda reforma do Estado, de um debate que está muito acima da Câmara Municipal, mudanças vinculadas a emendas constitucionais e que vão confrontar interesses corporativistas.

Por isso, é preciso entender: a Câmara de São Paulo está cheia de vícios e defeitos, sem dúvidas. Tem muita gente ruim lá dentro, eleita, nomeada ou concursada. Não faltam motivos para que seja apontada anualmente como a instituição de mais baixa credibilidade no IRBEM (Indicadores de Referência do Bem-Estar do Município). Mas cada um com o seu pecado. O dos vereadores é outro.

Só que isso tudo a Globo não explica... Fica apenas na espuma do escândalo fácil. Malhar político dá ibope nessa arena virtual. Perdoe, mas isso é mau jornalismo. Veja aqui a matéria.